Episódio 12

1270 Words
Enzo — Cara esses negócios de beijo na boca, é fod*a. É por isso que não permito que nenhuma mulher me beije. Chego no morro e o meu telefone apita. Eu olho a foto e já fico animado — Uh, Gata demais ! Já me interesso. Mais é a amiga da Bianca, essa é chave de cadeia. — Falaaaa, Enzo! JP, chega vindo Deus sabe de onde. — Onde tu tava vacilão? Eu falo descendo da moto com raiva. — Sabia que agora tinha que dar satisfação pro papai não! Sentar na minha pic*a tu não quer! — Vai se fu*der! Tô perguntando porque você disse que ia levar a Bianca esqueceu? — Car*alho, esqueci mesmo! Sabe como é, sai com duas potr*ancas ontem do infer*ninho. Perdi a hora. JP fala coçando a cabeça. — Pois é! Eu falo cruzando os braços. — Enquanto o seu barraco sacudia, eu tive que acordar cedo, coisa que eu odeio, e levar ela. — Kkkkkkkkk, serviu de babá! Trouxa! — Não o pior não foi isso! Parece que o pai da amiga andou se engrançando com ela. Eu falo subindo as escadas para o escritório. — Caramba! JP fala vindo atrás de mim. — Eu não quis voltar atrás na minha palavra, deixei ela ir, mas disse que as 2:00 da manhã você ia pegar ela. E falei com a amiga, que podia me ligar se ele tentasse outra gracinha com ela. Mas não sei! Fiquei crabeiro. Sabe que quando eu cismo. O pai ficou lá, olhando ela do carro igual cena daqueles vilão de filme.Eu sei lá o que deu em mim, beijei ela. Eu falo sentando na minha cadeira. — Tu beijou a mina? JP entra e fecha a porta perplexo. — Beijei. Respondo pensativo. — E a regra de nunca beijar? JP fala com um sorriso sarcástico. — Então, essa eu pulei! Falo passando a mão nos cabelos. — Caralh*o e eu perdi tudo isso? — Sei lá tô cismado. Pode ser só coisa da minha cabeça. Mas sei não! Alguma coisa tá me cheirando m!al nessa história. Mais vamos falar de trabalho. Eu falo desconversando. — E as coisas do baile? — Cheguei agora também! Mas vamos lá verificar. JP fala já levantando da cadeira — Bora. Eu falo me levantando e indo atrás dele. MELISSA — Lalá, você podia trazer um lanchinho pra gente? Eu pergunto para uma das poucas pessoas que eu confio nessa casa. — Claro! Vou buscar. Mas vocês não preferem almoçar? Ela pergunta antes de sair. — Não, Deus me free, almoçar e ficar inchada para sair mais tarde. Eu quero um sanduíche natural, e um suco de melancia! E você, Bia? — Eu quero o mesmo. Ela fala abaixando um pouco os óculos. — Vou providenciar. Lalá fala com um sorriso. — Brigadinho, Lalá minha lindaa. Eu me levanto e abraço ela. — Aí Jesus, você tá toda molhada! Ela grita. — O que tem demais, minha Lalinha? Eu respondo rindo e quando olho para cima na hora eu congelo, vejo meu pai em pé na varanda observando. — O que foi menina? A Lalá olha também. — Ele tá fazendo o que aqui? Eu pergunto sem desviar o olhar. — É o seu pai, ele mora aqui, e desde do dia da viagem da dona Márcia ele tem ficado mais em casa. — Estranho! Porque ele nunca está em casa e, mas estranho essa viagem dela, der repente. — Der repente veio para almoçar com você! Ele está tentando talvez seja por isso que a dona Márcia viajou. Para vocês terem um tempo de pai e filha. Vou buscar a merenda. Lalá fala passando a mão na minha cabeça. — Fica calma amiga! Ele não é louco de fazer nada com você comigo aqui! Bia fala ficando do meu lado. — Não sei! Eu acho que ele é capaz de tudo. — Fica calma. Ele não vai fazer nada. .... Uma hora depois a Lalá volta com o lanche. — O lanche, crianças! Eu vou no supermercado, o seu pai me pediu para comprar algumas coisas e buscar algumas roupas no ateliê. Vocês acham que dá conta de ficarem sozinhas um pouquinho? — Claro. Pode ir. E o Ricardo está aí! Eu pergunto tentando me sentir mais segura tendo uma outra pessoa em casa. — Não, hoje é folga dele! Eu vou tentar ir o mais rápido possível. Lalá diz vendo que fico um pouco apreensiva. — Vou lá em cima pega o rádio, Bia. Já volto! Eu falo me levantando e me enrolando numa canga, música sempre acalma os meus nervos. — Tá, não demora! Ela só me olha por cima dos óculos e continua pegando sol. Eu subo, e vou em direção ao meu quarto. — Você tá andando molhada pela casa? Eu me assusto e me viro. É o meu pai em pé atrás de mim. — Eu vim buscar o rádio! Mas eu me sequei ante, não estou molhando o seu chão. — Uh, deixa eu ver! Ele vem até mim, e passa a mão no meu rosto e beija o meu pescoço. — Ainda estou vendo você molhada. Você anda muito desobediente! Acho que precisa ser castigada! — Tudo bem, Mel? A Bia aparece no corredor. Ele tenta disfarçar, passando a mão no meu rosto, mas o seu sorriso deixa claro que isso não terminou aqui. — Bom lazer para vocês meninas. Até, mas tarde minha princesa. Ele diz e sai. Eu entro para o quarto correndo. — Tranca a porta, Bia! Ela tranca a porta e eu empurro a cômoda desesperada, com um único pensamento. Impedir que ele me toque. Ainda apavorada eu sento no chão em lágrimas. Bia não diz nada, só me abraça. Ficamos assim alguns instantes. — Você precisa sair daqui, até a gente pensar no que fazer. Você não tem uma tia, alguma casa que você possa ir, esse final de semana? Ou alguém que você possa contar? Já sei! Vamos ligar para a polícia! — Não. Eu não tenho parentes. Se tenho nunca me apresentaram. E eu não posso chamar a polícia de jeito nenhum! — Então só tem um jeito. A Bia fala se levantando. — Qual? Eu pergunto secando as lágrimas. — Se arruma. Vamos para a minha casa! Daqui a duas semanas chega as férias e a gente pensa no que fazer. Vou mandar mensagem para o Enzo. Vai pegar as suas coisas. Ela fala já pegando o celular. E eu vou até o closet arrumar uma mochila. Tudo saindo como eu esperava. Eu passei a noite toda pensando em como eu poderia fazer a Bia me levar para a casa dela, já que ela sempre se recusou a fazer isso. Eu sabia que o meu pai, ia tentar alguma coisa. Eu conheço muito bem aquele nojento. Agora, eu sei de tudo que ele é capaz. Foi por isso que contei para a Bia o que tinha acontecido. Para que não tivesse motivos para ela inventar uma desculpa e não vir. — Enzo. Vem buscar a gente! Eu vou levar a Mel para casa. Eu peguei o pai dela, no corredor alisando ela. Agora estamos aqui, trancadas no quarto dela e não vou deixar ela aqui sozinha com esse homem. Eu ouço a Bia falando no telefone, e a única coisa que faço é pedir a Deus para que o meu plano dê certo e isso acabe logo. A primeira coisa que eu vou fazer e pegar a minha mãe, a minha irmã e sumir no mapa. Mesmo que isso signifique deixar para trás todos os meus sonhos.
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