Episódio 13

1396 Words
— Você vai trazer ela pra cá? — Vou. Ela é minha amiga. Minha irmã. Eu sempre quis esconder de todo mundo de onde eu vim. Mas se eu não confiar nela, então eu realmente não posso confiar em ninguém. Por favor Enzo. Ela é o mais perto que eu tenho do que é uma familiar. — Tenho orgulho de você. Você tem o caráter do papai! Ele nunca abandonaria quem ele ama para trás. — Vem buscar a gente! Eu prefiro não responder o que ele disse, porque não acho que parecer com o papai seja um elogio. — Espera na entrada da rua. Vocês precisam sair daí o mais rápido possível. — Tá bom. Estamos indo. Ele fala e eu desligo. Enzo — Não falei que era merda Jp! A Bianca pegou o cara alisando a menina. Agora as duas estão trancadas no quarto. Vamos lá buscar ela. Eu falo colocando a pistola na cintura. — Bora! Adoro matar estuprador. Descemos a escada correndo. Mel — Peguei tudo. Eu falo colocando a mochila nas costas. — Ótimo! O Enzo disse que era para gente ir para esquina. Bia diz e eu concordo com a cabeça, empurramos a cómoda e saímos do quarto. — Aonde você vai? O meu pai pergunta do topo da escada. — Eu vou para casa da Bia, pai. Eu me viro para responder. — Eu não autorizei. Você ainda é menor de idade e tem que fazer o que eu mando. Você não pode sair sem que eu dê permissão. — Por favor, pai! Eu volto amanhã. — Eu tenho planos, para essa tarde. É por isso que estou em casa. Ela vai numa próxima vez, Bianca. Não fique chateada, mas, tenho planos para a sua amiga hoje. — Sim Senhor. Então tá amiga. Até segunda na escola. Thau, tio! — Thau. Ele responde secamente. Eu subo as escadas correndo, tentando segurar as lágrimas. Ele me segura pelo braço. — Sabe que eu posso te dar, muita coisa, não sabe? Que tal um cartão sem limite, e você ter liberdade para sair e entrar do Colégio a hora que você quiser. Basta você ser boazinha comigo! Eu não posso te entregar para ele, antes de provar primeiro. — Eu quero ir para o meu quarto pai. Eu estou tentando fazer o que você quer. Tudo o que eu quero é acabar com isso o mais rápido possível, e tirar a minha mãe e a minha irmã daquele lugar. Depois disso, eu espero nunca mais ter que olhar para você. — Eu não me importo se você se tornar uma pir*anha depois. O que decidi que quero para mim agora, é essa joia preciosa que você carrega aqui. Ele passa a mão entre as minhas pernas e chega até a minha bo*ceta, onde ele tenta passar a mão por dentro da minha calcinha, mais eu impeço. — Pai, por favor! Eu falo tentando me afastar. — Tudo bem, agora eu concordo com apenas um beijo agora. Um beijo de língua. Ele segura o meu rosto, me puxa e me pressiona contra o corpo dele. Em seguida ele me beija. Eu tento me soltar sem sucesso, e quando aceito que não posso lutar contra ele a campainha toca. — Me espera aqui. Ele me solta, mais estou tão em choque que não consigo correr. Ele desce as escadas e abre a porta. ENZO — Eu sabia, que conhecia o sobrenome quando a Bia me falou. Olha como esse mundo é pequeno! Se não é o grande jogador Willian. Você não cansa de perder para mim? O que mais você tem para perder? Eu olho para cima e vejo a Mel, como um coelhinho assustado observando. — Não vai me convidar para entrar? Eu pergunto já entrando. — Você não tem o direito de estar nessa casa! O velho grita. E eu olho para ele com um olhar fulminante. — Eu não tenho o quê? Essa casa é minha! Ou esqueceu que perdeu tudo no meu cassino? Mais eu tenho uma proposta para fazer. — Proposta? Que tipo de proposta? — Quero a sua filha! E perdoou duas dívidas! A sua filha, em troca de tudo que você perdeu! — Você está louco? A minha filha não está a venda. — Não se faça de santo, não.para mim. Eu sei que você venderia tudo, inclusive a sua filha se fosse preciso. MELISSA Eu não consigo acreditar no que eu estou ouvindo. Estou sendo negociada, como se fosse uma mercadoria? — E quem me garante que você vai cumprir o acordo? O meu pai pergunta. — Eu sou um homem de palavra! Os meus advogados vão procurar você. Enzo fala com ele, mais me olhando o tempo todo. É como se ele quisesse dizer que está tudo bem. O meu pai me olha. — Bem! Sendo assim... Você pode levar! Nunca significou nada mesmo para mim. Não passa de um estorvo que só me dá despesas. Enzo vem até na beira da escada e estica a mão para mim. Eu não sei o que fazer! Eu acabei de ser vendida. E o homem que me comprou está na minha frente e quer o que acabou de comprar. Mas e a minha mãe e a minha irmã? Eu preciso tirar elas daquele lugar. Por um momento fico confusa. Mas eu saindo daqui tenho mais possibilidade de ajudar as duas. Então estico a minha mão. — Eu tenho nojo do Senhor! Eu falo antes de sair. — Olha como isso mexe comigo. kkkkk. Ele fala sem demonstrar nenhum tipo de sentimento. — Vamos embora daqui! O Enzo passa a mão nas minhas costas e saímos. Assim que colocamos o pé do lado de fora, eu desabo num choro compulsivo. —Calma! Eu estou com você agora. O Enzo me puxa para o peito dele e fica abraçado comigo enquanto acaricia os meus cabelos. — Né por nada não, mas depois você vira um príncipe romântico. Agora temos que ir! Já penso em todos os jornais amanhã, nossas caras e a manchete. Marginais sequestra menina da zona Sul. Porque eu vi nos olhos do cara que ele quer colocar para fu*der! Olha até imagino, helicóptero, Bope. Meu Deus! Comida de cadeia! Eu não como comida de cadeia! Sem, xoxota livre! Só cuz*inho peludo. Eu não sirvo para essa vida, não. Eu vou morrer. — Para de viajar Jp. Ele não vai fazer nada porque sabe que me deve dinheiro! Coincidência ou não, o cara me deve muita grana, eu não acredito em coisas de destino, mais que as vezes acontece umas coisas surpreendentes na vida da gente isso acontece. Esse é o JP, Mel. Liga para o Jp não. Ele é foragido do sanatório e não bate bem da cabeça. Então tudo que ele falar, não leva muito em consideração. Enzo fala com um sorriso e eu vejo que ele tem duas covinhas o que deixa ele ainda mais bonito. — É sério! Curto essas paradas não. Vai vim exército, marinha, aeronáutica! Marinha não, porque o navio não entra no valão. Aí, já imagino os caras invadindo. Vai ser pior que o dia que o seu José da padaria pegou a mulher dele com o mendigo cracudo que andava lá pelos lados da 13, vai ser a sensação de toda a comunidade. — Cala boca Jp! Enzo me solta e vai na direção dele, eu olho para o lado e vejo a Bia. — Bia! Eu vejo ela encostada perto de uma moto, e corro e abraço ela. — Eu tive tanto medo! — Eu sei! Mas agora você está com a gente! O Enzo é bom em resolver esses tipo de coisa. — Eu trouxe um capacete para você. Sobe aí. Vamos embora! O enzo diz, esticando um capacete para mim. — Vai com o Jp, Bianca. Ele aponta para o Jp. JP — Sobe aí. Eu digo para a Bianca e engulo em seco quando ela vem na minha direção. Prestígio ouve o papai. Fica na tua! Se não o Enzo vai picar você em pedacinhos, e você não vai tá ferrando só a sua vida, vai ter ferrando a minha também, porque eu não posso ser o negu*inho mais gostoso da face da terra sem você. Bia sobe e me abraça. Porque a tentação não tem que ser pouca e saímos atrás do Enzo.
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