Phillipe avançava pelo corredor do hospital com passos tranquilos demais para quem acabara de sair de um quarto de UTI. Havia algo de calculado em sua postura — como alguém que tanto queria passar despercebido… quanto ser visto exatamente pela pessoa certa. E foi então que aconteceu. — Phillipe? A voz de Marina saiu baixa, quase um sussurro engasgado. O mundo pareceu desacelerar. O sangue fugiu do rosto dela no mesmo instante, e o instinto falou mais alto do que qualquer pensamento racional. As mãos foram direto ao ventre, num gesto automático de p******o. Phillipe ergueu o olhar devagar. E sorriu. — Olá, queridas — disse, num tom suave demais para ser inocente. — Que coincidência agradável. Miranda sentiu o gelo subir pelos pés e se espalhar pelo corpo inteiro. Sem pensar duas ve

