Renata
Pego meu celular e envio uma mensagem para Nicolae vir me buscar, fico esperando na parte de fora da empresa sentada em um banco, fico olhando em volta, todas as mulheres e pessoas sempre vão embora em grupos de duas pessoas, pensei que a criminalidade aqui fosse baixa, por que as pessoas tem medo de andar sozinhas?
Saio de meus pensamentos ao ouvir um carro buzinar, olho e vejo que é Nicolae, me levanto, vou até o carro e entro.
—como foi seu dia?— pergunta o ruivo dirigindo.
—normal, fiz até uma amiga estrangeira também.— falo olhando a cidade, todas as casas parecem ser do século 18, tem vários castelos nessa região também.
—fico feliz por você, quer sair para jantar e conhecer a cidade já que estamos aqui?— sua pergunta me deixa pensativa.
—prometi que ia sair para conhecer a cidade com Andrei, além disso, ainda não recebi meu salário.— falo olhando a cidade, tudo parece tão calmo, já está anoitecendo.
—eu estou te chamando para jantar então irei pagar, acabei de sair do trabalho também.— diz estacionamento o carro em um restaurante.
—acho que não tenho muita escolha, além disso eu nunca recuso comida grátis.— falo saindo do carro.
—tenho certeza que vai amar a culinária daqui, se não gostar podemos pedir uma pizza.— diz com um sorriso que me deixa sem jeito.
"Por favor coração não me trai assim, você sabe que é burrice se apaixonar por ele"
Entramos no restaurante, vamos até uma mesa e nos sentamos, vejo ele olhar o cardápio, depois de olhar ele me entrega, fico a olhar mas não entendo os pratos.
—pode escolhe por mim? Não sei o que é bom e o que não é.— falo olhando os pratos.
—tudo bem, mas antes de pedir preciso saber se come muito, pois quero pedir bastante comida para nós.— diz calmamente, eu não sei se deveria responder essa pergunta com sinceridade ou mentira.
—sim, eu como, estou com muita fome.— falo na sinceridade e ele ri.
—amo mulheres sinceras.— diz olhando em meus olhos, fico sem jeito com seu sorriso. Vejo ele chamar o garçom para pedir. —um suco de laranja, um vinho para bebidas, e para pratos vamos pedir ciorba, bulz e sarmale.
Depois de anotar o pedido o garçom vai embora, eu não entendi nada que ele pediu mas quero experiência todos.
—posso provar seus pratos também?— pergunto com um pouco de vergonha.
—quero que você experimente todos os pedidos que fiz, princesa.— fico ainda mais sem jeito quando ele termina de falar.
Quando os pratos chegam vejo que Nicolae coloca o vinho para mim e o suco de laranja para ele, acho que ele é sim responsável pois vai dirigir quando terminarmos de comer.
Os pratos são bem bonitos, pego um garfo e provo o sarmale, tem queijo e é bem gostoso, vou provando tudo e no final escolho comer o primeiro prato que experimentei, bebo o vinho que noto ser de ótima qualidade.
—é perfeito.— falo alegre.
(...)
Estamos indo para o carro, antes que eu entre Nicolae segura minha mão e me beija, respondo o beijo e ficamos assim longos minutos, quando nos separamos fico sem jeito e só entro no carro.
—você sabe o quanto o Andrei gosta de mim....— sou interrompida por ele.
—não vou me impedir de viver por causa dele, você também não deveria.— Diz sério.
Ficamos o caminho inteiro em silêncio depois disso.
(...)
Quando entro na casa vejo Andrei sentado no sofá, parece preocupado, ele se levanta quando me vê, consigo ver seu alívio.
—onde vocês estavam, fiquei preocupado.— ele está sérios olhando Nicolae.
—ela disse que estava com fome então decidi levar ela para jantar.— diz normalmente, mas está mentindo pois eu não disse nada.
—então tá....— Andrei fala e depois disso sobe as escadas, parece decepcionado.
(...)
Não estou conseguindo dormir, tem alguma coisa me incomodando, queria dormir nos braços do Andrei, mas provavelmente está bravo por eu ter dado um bolo nele.
(...)
Já estou no trabalho, acho que a rotina será a mesma.
—você parece cansada, não dormiu bem?— pergunta Lana me olhando enquanto edito algumas fotos.
—não muito, sofro de ansiedade e isso não deixa eu dormir.— falo com um pouco de sono.
Termino meu trabalho, vejo uma mulher loira tropeçar e derrubar um capuccino em cima de si mesma.
—essa Gabriela é muito desastrada, não serve para server bebidas e alimentos para os chefes.— Lana fala enquanto come um doce.
Me levanto e vou lá ajudar ela, estendo minha mão e ajudo ela a levantar.
—obrigada, acho que não sirvo para esse trabalho.— diz a loira sem jeito.
—precisa de mais alguma ajuda?— pergunto preocupada com ela.
—se você puder pegar um capuccino no restaurante do outro lado da rua e levar para o senhor Grifford seria uma heroína minha, preciso muito ir no banheiro me banhar.— diz com um sorriso forçado, ela está com capuccino até no cabelo.
—irei fazer isso, pode ir lá se limpar.— falo e ela realmente dá um sorriso alegre.
Saio da empresa e atravesso a rua para comprar o capuccino, fico um tempo esperando até a atendente anotar o pedido, também peço um milk shake de ovomaltine e espero a garçonete trazer.
Estou com o capuccino na bolsa, na outra mão estou bebendo meu milkshake enquanto caminho para voltar a empresa.
Acabo me distraindo e esbarro em alguém, quando vou pedir desculpas vejo que sujei o paletó dele de milkshake, quando vou olhar mais para cima fico sem reação com seu rosto, seus olhos azuis acinzentados e seu cabelo loiro claríssimo que chega a ser branco, nunca vi tal deus grego.
—eu sinto muitíssimo, irei pagar pelo estrago.— falo sem reação.
—tudo bem senhorita, eu tenho vários, não se preocupe.— diz educadamente, nunca vi homem assim, e olha que eu vim da Inglaterra.
—então por favor me deixa te ajudar a limpar.— falo me sentindo muito culpada, provavelmente ele estava indo para casa agora.
(...)
Depois de muito insistir ele deixou eu limpar o paletó, passei um pouco de água em um lenço e limpei, depois passei minha água micelar que uso para limpar a maquiagem, ficou novinho em folha e com cheiro bom, estamos em um parque.
—me desculpa mesmo por isso.— falo entregando o paletó.
—tudo bem, dá para ver que não foi por m*l, qual seu nome senhorita?— pergunta olhando para mim.
—me chamo Renata.— falo sem jeito.
—é um prazer conhecer você, meu nome é Benjamin.— diz com um sorriso, fico tensa ao lembrar que tenho que levar o capuccino para o chefe.
—sinto muito, mas preciso ir, esqueci o trabalho, espero de ver de novo.— falo me levantando, começo a andar mais rápido para empresa.
(...)
Respiro fundo antes de entrar na sala do chefe, acho que demorei meia hora, o capuccino provavelmente está frio.
Bato na porta antes de entrar, vejo uma mulher de cabelos loiros até ombro sentada em cima da mesa do chefe enquanto ele está sentado em sua cadeira, parecem estar conversando.
—o que aconteceu para esse capuccino demorar tanto? Sofreu um acidente no caminho?— diz parecendo brava, coloco o capô em cima de mesa.
—calma Pâmela, você nem ia beber isso que eu sei.— Anthony fala e a loira bufa de raiva, vejo ela pegar o capuccino e jogar no lixo, meu lindo dinheiro indo para o lixo.....
—sinto muito por isso, acho melhor eu ir.— falo pois meu horário de trabalho acabou.
—espero que volte bem para casa, senhorita Renata.— diz Anthony antes de ir sair.
Hoje o dia foi péssimo, espero não ter piores no futuro.