Um Mais Um - Algumas Histórias da Chloe's

1265 Words
Desde a morte da minha irmã eu tenho pesquisado sobre casos de abuso e as reações das vítimas. Eu ainda me sinto culpado por não ter entendido o que a Chloe quis dizer quando falava sobre os olhos. Quando cheguei ao bar, quase todos já estavam lá, cumprimentei meus amigos e fui até o Jean que estava no canto com um copo de gim tônica, que ele adora e Paul chama de "Jean Tônica". Armand fazia piada com a barbicha do Julian, ele é um cara boa pinta, ele é n***o alto para c*****o e muito inteligente é claro. No verso da folha que arranquei do diário da Chloe tinha uma carta para o Paul, uma declaração de amor. Ela dizia que doía ficar longe dele, no entanto, precisava protegê-lo Charles ameaçou feri-lo e foi por isso que ela preferiu se afastar. Não quero vê-lo sofrendo por isso não darei a ele agora, sei que ele vai preferir ler sozinho. Pedi um Jack Daniels duplo e me sentei ao lado do Paul. De repente vimos a de mãe (Lucy) entrando brava agitando as mãos para o Ryan todos estranharam, a Lucy é sempre calma. — O que será que o Ry aprontou para deixar a mãe p**a assim? — Franco cutucou a Jackie. — Sei não, mas ela vem queimando o chão! — Jackie respondeu. — Amor! Nós não podemos fazer nada, não adianta ficar brava, o cara é um juiz, p***a! — f**a-se! Elas são apenas crianças e ele é um filho da p**a! — Lucy esbravejou. — Ei! O que foi mãe, o que houve? — Bee perguntou abraçando-a. — Desculpe gente é que eu atendi a duas crianças hoje de sete e onze anos. Eu sei que elas foram abusadas, a menor apresentou um quadro de DST e a maior, além do quadro psicológico ainda tinha escoriações pelo corpo. Eu chamei a assistência social, mas o Juiz chegou lá cheio de moral levando as embora. Quis chamar a polícia, mas ele ameaçou processar o hospital por "colocar suas garotinhas em risco", o desgraçado tirou as meninas de lá e eu não tenho como ajudar! — Lucy derramava lágrimas de raiva e todos nós ficamos em choque. — O que você faria se pudesse Julian? — Jean perguntou balançando seu drink sem levantar os olhos. Julian respirou fundo e disse: — Colocaria escutas e câmeras por toda a casa e até no trabalho desse filho da p**a, se ele fez, vai fazer de novo e quando ele escorregasse, armaria um flagrante com a polícia! — E você Paul? — Estaria lá para o flagrante! — Daria toda assistência psicológica necessária! — Jackie e Armand? — Ele continuou sem levantar os olhos. — Somos advogados faríamos parte da acusação até chegar à promotoria! — Onde você quer chegar com isso Jean? — Eu perguntei. — Até onde vocês quiserem ir! — Como assim? — Indagou Antoine chegando mais perto de Jean. — Eu não sei quanto a vocês, mas eu estou de saco cheio de ver esses filhos da p**a de colarinho branco fazerem merda estuprando crianças e ainda sair pela porta da frente. — Mas como faremos isso, vamos infiltrar um de nós na casa do juiz? Como nos filmes? — Perguntou Bee. Ele ergueu os olhos para ela e roçou os dedos por seu rosto carinho. — Eu posso criar um sistema de vigilância e talvez uma interferência na TV ou na Internet! — Julian intervém. — Que acarretaria necessidade de chamar um técnico, isso eu posso fazer! — Completou Franco. — Eu posso ver precedentes na lei para enquadrá-lo melhor! — Disse Armand. — Eu te ajudo e se não der certo cortamos as bolas dele! Todos os rostos viraram para ela. — Quê? É só se o plano não der certo! — Jackie deu de ombros tentando parecer inocente. Claro que isso resultou numa gargalhada coletiva. — Gente vocês precisam ler isso! — Eu disse, dando ao Jean a página do diário da Chloe. Ele leu em voz alta, depois deu ao Paul. — Nick eu não sei quanto a você, mas eu topo realizar parte do sonho da sua irmã! — Jean disse me encarando. — Estou dentro! — Disse Paul abalado após ler a sua carta. — Aqui! — Disseram Jaqueline e Armand. — Pessoal! Não adianta tirar essas crianças da situação de risco se não as apoiarmos depois. Nós vamos tirar elas de lá e depois mandamos para onde? A racional Lucy falou. — Concordo com a mãe, primeiro veremos a situação da mãe das meninas, se ela estiver limpa ela fica com as filhas aqui ou onde ela quiser se ela precisar nós a ajudaremos a se esconder ou encontrar outra solução! — Beck intervém. — Vocês sabem que teremos que agir paralelo à lei, certo? Vamos investigar juntar provas e depois acionar a polícia, tudo isso sem aparecer, certo? — Disse Paul. — Me fale sobre ele, e depois veremos se ele deixou alguma ponta solta! — Disse Jean a Lucy — Que tal uma fundação, sei lá, algo que a gente possa usar para agir de forma legal diante de uma denúncia? — Disse Ryan animado. — Claro, e a minha empresa pode servir de suporte, assim teremos mais visibilidade e respeito e é claro com certa divulgação e eventos poderão ter fundos suficientes para isso. Assim poderemos manter algumas entidades que darão assistência às vítimas de abuso entramos com dinheiro e elas com o tratamento e o abrigo quando necessário! — Eu disse, empolgado, embora também um tanto assustado com a nossa capacidade de dar soluções aparentemente fáceis para situações mais que difíceis. — Fundação Chloe's CARE para vítimas de abuso! — Paul disse com o rosto molhado pelas lágrimas e todos nós o abraçamos. *** Caso 1 Joseph Adams, Juiz respeitado, casado com Maggie Adams, pai de Sophie de onze anos e Emily de sete anos. Mãe e filhas abusadas física e sexualmente, após a exposição dos seus crimes estourou os miolos antes de ser preso. Caso 2 Armand foi enviado para defender uma jovem mãe que matou o namorado ao flagrá-lo tentando abusar da filha de dez anos. Graças a Armand ela pegou oito anos com possibilidade de condicional em três anos. A filha está com a avó materna em Cincinnati. Caso 3 Antoine de férias na África conhece uma menina de oito anos que oferece seu corpo em troca de dinheiro, ao investigar descobriu que ela era uma de três irmãs em que o pai explorava sexualmente. A Chloe's em parceria com uma fundação europeia entra em ação e as crianças são adotadas por família inglesa. Caso 4 Franco, ao visitar o avô em Portugal, conhece Analú, uma jovem de quinze anos que foi vendida por sua mãe como "babydoll". "Meninas e meninos que tem sua virgindade vendida a mafiosos e milionários que compram as virgens para si ou para seus filhos como um rito de passagem para vida adulta" essa prática conhecida e visada pela polícia ainda é muito forte em alguns países. Analú seria vendida num leilão. Nickolas e Jean disfarçados compram Analú e Rebeca tudo filmado e divulgado a polícia estourou o local e prenderam os criminosos. A mãe de Analú é presa horas após, ao tentar negociar com Nick a venda do filho Miguel de apenas nove anos. Analú trabalha em uma fundação portuguesa que auxiliam vítimas de abuso, Rebeca morre aos dezesseis anos em consequência de um aborto feito de forma imprudente pelos bandidos. O irmão de Analú mora em uma pequena cidade portuguesa.
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