E foi levado por essa tola convicção de que teria uma escolha no fim daquela loucura, afinal, de todas as imposições que sabia que tinha que cumprir como um lorde ômega, algo que lhe foi cultivado de forma natural, singela e prazerosa, como o amor que sentia pelo alfa, era o que era mais imutável em seu destino. Então, decidir ir adiante e deixar mais uma lembrança em seu tão amado norte era mais definitivo que o acordo de seu casamento.
— Se você vai me negar, então, por favor, minta sobre esse amor, Yoongi. — aos poucos, ia dando passos até o menor. — Pois se eu souber que existe a mínima possibilidade de fazer você mudar de ideia em relação ao seu dever e se entregar a mim, eu vou lutar.
— A minha vida toda eu tive que abdicar de coisas por meu posto como Lorde ou minha classe ômega. — deu os últimos passos até o maior, tocando a sua pele e podendo escutar o respirar aliviado do outro, além do arrepiar em si ao tocar a pele proibida do moreno, chegando até a sentir um choque doloroso pela tensão tão palpável entre ambos. — Não podia cavalgar com os meus irmãos, pois não era passatempo de ômega, não podia brincar na neve o tempo que desejava, pois ela estragaria a minha pele frágil. — pegou as mãos grandes e calejadas do alfa e passou por seu rosto. — E preciso me negar ao Jeon errado, pois, como lorde, devo trazer um casamento proveitoso para o meu reino. — mais uma vez, sentiu as lágrimas jorrarem.
— Por favor, não diga. — o alfa suplicou. Mesmo tendo pedido que o ômega o negasse, escutar era tão doloroso. — Por favor, n-não!
— Shh... — o ômega beijou cada dedo da mão que ainda estava em seu rosto para depois a distanciar de si. — Mas hoje, longe de tudo e todos do meu reino, eu vejo que tenho uma escolha minha e só minha. Ou melhor, um decisão entre meu dever e minha paixão, que cabe apenas a mim. — se afastou do maior e sentiu seu ombro tremular em um choro dolorido por achar que Yoongi estava se despedindo de si. — Olhe para mim, meu lorde. — falou gentil o termo que há tempos foi deixado para trás. — Por favor... — pediu mais uma vez ao ver que o maior se negava, afinal, não conseguiria olhar naqueles olhos tão lindos e raros e escutar que teria que viver sem eles. — Me olhe, enquanto eu te escolho. — finalmente teve a atenção de Jungkook e, assim, retirou o hanbok e, como no primeiro encontro, entregou sua nudez para o alfa. — Eu me entrego para aquele que faz meu coração bater mais forte, pois nenhum outro terá o direito de proclamar algo que é apenas seu, Jeon Jungkook. Eu me n**o a tal destino! Então me faça descobrir o tão falado prazer carnal, me faça queimar em seus braços ao me tomar sem restrições, seja meu primeiro amante. Eu entrego o meu corpo e peço que o faça seu, assim como fez com o meu coração e alma, meu lorde.
Aquelas palavras eram tudo que aquele Jeon precisava, era a permissão para cometer a maior loucura de sua vida, porém era uma loucura de amor, puro e genuíno. Desejara Yoongi desde o primeiro olhar e agora, vendo-o novamente nu no meio da neve, confirmava para si mesmo que aquele desejo era completamente diferente, era mais como uma necessidade, e dessa vez não resistiria.
Deslizou sua mão pela cintura fina do ômega, a diferença da textura de ambos era gritante e isso causava arrepios no menor. O puxou para si e este lhe agarrou na hora, buscando o calor do outro para proteger seu corpo do frio. Novamente se beijaram e, dessa vez, era certo que os pensamentos de ambos estavam apenas naquele lugar, que guardava os dois como um segredo.
— Awn... — gemeu manhoso e sem vergonha, pois sua mente se perdia nos delírios que era ter a mão grande de seu amado alfa deslizando por sua coluna até alcançar sua b***a e a saliva misturando-se com a sua graças à deliciosa dança de suas línguas.
Era excitante como Jungkook conseguia segurar sua b***a inteira e tinha um aperto forte. Roçou seu corpo no outro, sentindo o calor e as nádegas escorregarem devido a sua lubrificação e também a ereção do outro, que lhe tocava sem qualquer timidez. Jungkook o encarou com um olhar mais selvagem, mas ainda assim podia ver o mesmo Jungkook doce de sempre. Yoongi repentinamente foi erguido para os braços fortes de seu alfa, que lhe protegia do frio em um abraço quente, ao mesmo tempo que continuava a roçar sua ereção no corpo do jovem lorde. Estava extasiado por poder tocá-lo e sentir seu cheiro tão doce.
— Vamos reescrever nossas histórias agora. — sussurrou, cheirando os cabelos brancos e em seguida encarando o rosto bonito de Yoongi.
Jungkook andou ágil de volta para a gruta onde tinham descansado a noite anterior. Tudo ainda estava arrumado ali — o local onde dormiram, as madeiras queimadas da fogueira, o baú com as roupas do ômega e alguns de mantimentos —, mas isso não importava, somente aquelas peles bem ajeitadas no chão que se tornariam o ninho daquele amor que se materializaria na união de seus corpos ardentes.
Assim que adentraram o local, Jungkook abaixou-se entre as famosas peles quentes do reino do norte, agora um pouco frias por falta do contato deles e a exposição ao ambiente, e deitou Yoongi na mesma, caindo sobre si cuidadosamente. Encarou o corpo nu do rapaz mais uma vez antes de começar a tirar suas próprias roupas, agraciando o ômega pela primeira vez com seu físico desnudo.
E assim como Jungkook fizera consigo em seu primeiro contato, o Min se viu sem palavras por tamanho esplendor. Os músculos eram tão bem constituídos que parecia uma pintura grega, e nem mesmo as poucas cicatrizes de batalhas de outrora do alfa faziam o ômega deixar de admirar o tão belo porte físico — para falar a verdade, se excitava mais. E ao baixar a sua vista do torso do maior, se viu boquiaberto com o tamanho do pênis do alfa. Era completamente diferente do seu em tamanho, espessura. Era até um pouco assustador, porém ainda fez expelir mais excitação por sua b***a, como se seu corpo estivesse preparando-se e ansiando para receber o alfa.
— Gosta do que vê, meu Lorde? — abaixou-se para encontrar o menor e beijar aquela bela expressão curiosa, surpresa e malditamente inocente.
Jungkook sentia que poderia devorá-lo de tão faminto que se sentia em relação às curvas do ômega. Porém, buscava ter paciência; Yoongi não era um qualquer com quem se deitava para satisfazer os seus desejos mais sujos. E por mais que soubesse que não conseguiria ir tão suave quando estivesse abrigado pelo calor molhado de seu cuzinho, o alfa sabia que tinha que prepará-lo bem e excitá-lo tanto que o menor só encontraria satisfação em sua f**a bruta.
Então controlou a sua fera interior e, com uma calma que não sentia, tocou com carinho a pele branca, testou sua sensibilidade com pequenas mordidas na região do pescoço e uma lambida na marca recém feita. Regozijou-se com os pequenos vermelhos que deixava como rastros seus em seu ômega, desceu a palma grande nas nádegas cheias, que agora, sob posse de seus toques, se mostrava bem mais abundante e deliciosa, principalmente por sentir o líquido viscoso de sua excitação entre as mesmas.
Olhou para Yoongi e buscou suas reações e em resposta à expressão tão bela de prazer do menor, que tinha seu rosto franzido, olhos nublados e rosto avermelhado pelo desejo, apalpou mais as bandas fartas e deslizou um dedo pela f***a de sua b***a, buscando o líquido que dali saia. E sem adentrar o local, apenas molhou os seus dígitos bem, logo, sob os olhos atentos do menor, os levando a sua boca, enchendo seu paladar do sabor alheio, sentindo as presas saírem de tamanha excitação que sentia.
Já Yoongi apreciava a dominância do mais velho, realmente uma fera que pretendia usufruir do seu corpo, que, ao sentir seu gosto, endurecia e pulsava mais, fazendo a sua presença se expandir de forma esmagadora e a sua pele sentir o calor do pré-g**o alheio, o deixando, se possível, mais ainda com o cheiro do alfa.
Sua mente não podia pensar em nada que fugisse dos toques audaciosos do alfa; cada gesto alheio era acompanhado, cada parte de seu corpo perfeito, e, em um ato de desejo, tocou o peito do maior e deslizou a mão ali, trazendo Jungkook para deitar-se sobre si como um comando silencioso. Agarrou sua nuca, sentindo a pele em chamas de seu amante queimar a sua. Era quase como se estivesse em seu cio, porém estava completamente ciente de querer e aceitar aquilo, tinha razão para pedir por aquilo, razão que apenas era ofuscada por seu amor. No meio do desespero do mais jovem, Jungkook gemeu de dor e mordeu seu lábio; as unhas do Min haviam se cravado em sua nuca e este movia o corpo, roçando em si desesperadamente, como se apenas seus gemidos manhosos não fossem o bastante para excitá-lo naquele ponto.
Jungkook acariciou as coxas finas e imaculadas do ômega e este arqueou o corpo, gemendo sem vergonha. Eram apenas os dois naquela gruta, naquele pedaço isolado do reino do norte, se entregando à paixão que encontravam em seus corpos, nos beijos estalados e principalmente no olhar intenso que sempre buscavam. Yoongi enlaçou as pernas em volta da cintura de Jungkook; queria aproveitar o delicioso roçar de seu sexo quente e molhado, ao mesmo tempo que tinha sua pele sendo manchada por beijos e mordidas leves.
Chegou até a esquecer o quão perigoso era ter os dentes do alfa tocando sua pele naquela situação, mas para Jungkook, que já havia cometido o erro de se deixar levar segundos atrás, assustando o ômega, sua mente se concentrava em apenas amar aquele corpo, sem marcá-lo, porque, de um jeito ou de outro, mais uma parte de Yoongi estava se tornando sua. E sua marca na alma e coração daquele ômega ficava cada vez mais forte.
E em um lapso de desejo avassalador, o alfa segurou com firmeza a cintura fina de seu amante e o virou de costas para si. Sua sombra dominou o corpo frágil do rapaz, que empinava a b***a atrás de sentir o p*u duro tocar-lhe a entrada lambuzada, intensificando o sarro. Jungkook lambeu sua orelha e escorregou a mãos para seu pênis, o cobrindo por completo e iniciando uma carícia tão gostosa que a b***a do rapaz jorrou e o fez tremer ao se contrair forte.
— Empina mais sua b***a para mim, meu ômega, eu quero comer você inteiro. — e dito isso, o alfa ajoelhou-se atrás do Min, e diferente do que ele imaginou, foi o rosto de Jungkook que penetrou-lhe as nádegas.
As mãos grandes do alfa faziam pressão nas bandas do Min, as abrindo mais, buscando espaço para sua língua ávida e quente. E quando esta entrava em contato com a superfície pregueada e totalmente encharcada, o ômega podia declarar que sentia o calor do inferno em seu ventre, que, de acordo com as lambidas meramente degustativas do alfa, se alastrava por todo o seu corpo, o esquentando bem mais que quando o feromônio do alfa se misturou em seu sangue ao receber a marca.
Yoongi estava tão febril que amolecia a cada novo toque do músculo alheio. Jungkook começava a ser mais invasivo. Depois de beber cada rastro da deliciosa excitação do ômega encontrada sobre a superfície de sua b***a e coxas, ficou ainda mais faminto. E em busca de mais, levou a ponta de sua língua direto a fonte, e céus, Yoongi não parava de jorrar mais, deixando o rosto do Jeon completamente molhado.
As lágrimas desciam pelo rosto do ômega. Então aquele prazer era o que o negavam em seu cio ao lhe doparem? Nunca tinha tocado tal parte do seu corpo, mesmo quando esta latejava em desejo, fora ensinado que apenas o seu alfa podia tocá-lo ali. Então não estava preparado para a sensação de ter a língua do alfa indo fundo dentro de si, o sanando, mesmo que não da forma desejada, afinal seu interior ainda ansiava por algo maior. Porém, ainda assim, o preenchendo e o fazendo ofegar e rebolar involuntariamente no rosto alheio.
Guiou o quadril do menor em um rebolar mais intenso em seu rosto, deslizou um dedo na entrada que ia se dilatando cada vez com a carícia de sua língua. Não resistindo à tentação, desceu a sua palma sobre a superfície macia da b***a de Yoongi e foi agraciado com o gemido mais estridente do ômega e seu despencar nas peles pela falta de força em seus braços.
Se afastou um pouco e analisou o menor, que parecia delirar. Yoongi se esfregava nas peles em busca de atrito e seus lábios pequenos clamava por seu alfa incansavelmente.
— Você precisa de seu alfa aqui, ômega? — levou dois dedos à entrada molhada e foi bem acolhido por um pulsar.
— M-mais, alfa. Mais! — era a única resposta que o pequeno ômega conseguia dar.
Agia completamente guiado por seus instintos, e este lhe dizia para implorar para que o seu alfa o tomasse de vez, que fizesse o vazio em seu interior ser preenchido por seu p*u. Jungkook também estava ansioso pelo passo seguinte, quase incapaz de se controlar, como se também fosse novo naquilo, porque, enquanto metia os dedos no cuzinho apertado e molhado do parceiro, imaginava seu p*u sendo engolido e esmagado por aquele calor, assim como imaginava como os gemidos de Yoongi se tornariam ainda mais deliciosos.
Ajoelhou-se, pronto para atender o pedido de seu amante, puxou seus dedos do interior que pulsava e esfregou sua ereção no lugar, mas aquilo era algo que apenas provocava ainda mais a vontade de ambos, só lhe restava cumprir o desejo que tinham. Encaixou a glande inchada no buraquinho, sentindo o mesmo piscar, e a empurrou para dentro, sendo muito bem recebido.
Yoongi sentiu os joelhos tremerem ao ser invadido. O p*u de Jungkook forçava passagem para dentro de si e era muito bem recebido, mesmo com aquele tamanho que antes lhe assustara, mostrando que havia sido feito para estar naquele pequeno espaço, o enchendo de prazer. O jovem lorde do reino do sul soltou um rosnado e um filete de saliva escorreu por seu queixo.
— Yoonie, como está? — segurava a cintura delicada com firmeza, sem mover-se um centímetro sequer, exceto quando encostou os lábios na parte de trás de seu ombro e deixou um beijo gentil e o toque pesado de sua respiração ansiosa.
— E-eu não sei... — respondeu com a voz fraca.
Yoongi empurrou os quadris contra os do outro e rebolou, forçando Jungkook a mover-se dentro de si e preenchê-lo ainda mais com o prazer intenso que o fazia salivar. Era impossível para o rapaz explicar como se sentia, porque nunca sentira nada como aquilo antes, era o puro êxtase. Também sentia-se dominado por uma necessidade enlouquecedora. Necessitava dos toques brutos, do som da voz gostosa ressoando pela gruta, dos seus beijos molhados e da presença, assim como da fragrância de seu alfa e único homem ao qual sentia que poderia pertencer. Além de tudo, queria senti-lo fodendo seu corpo como um animal agressivo e o fazendo se sentir vivo. De repente, percebeu: fazer amor com Jungkook naquele local frio era como seu hobby de mergulhar nas águas termais para sentir-se abraçado pelo calor no meio de sua terra fria.
O ômega soltou um gemido alto que ecoou pelas paredes frias da gruta e um suspiro se desfez no ar. Se amar Jungkook o mandaria mesmo para o inferno, iria sem arrependimentos. Para falar a verdade, iria com prazer.
Forçou o corpo para trás, fazendo o falo alheio afundar-se mais dentro de si. Gostava daquilo pois, assim como o seu interior se expandia para receber o alfa, o pênis do mesmo inchava para fazê-lo sentir mais cheio e satisfeito.
Jungkook tentou manter o ritmo calmo, suas estocadas eram longas e vagarosas. Naquele momento, deitado sobre o proclamado seu ômega, tomando aquilo que lhe pertencia por amor, sentiu um pouco de sua fera se acalmar. Por um instante, apenas desejava apreciar, vagarosamente, a sensação da pele suave, molhada de um fina camada de suor, por ter o corpo do seu parceiro, amante e alfa sobre si. Beijou a superfície pálida de sua nuca e inebriou-se com o cheiro mais delicioso do mundo.
O fazia seu sem muito pressa, porém ainda com determinada força. Era algo novo, pois nunca se ateve tanto aos detalhes em uma transa. Sempre tomou os ômegas de forma rude e impessoal, quase sempre por trás. Porém com Yoongi era diferente; por mais que quisesse fodê-lo como uma fera, a sua libido, t***o ou excitação não se saciava com um ato vazio e puramente carnal. Homem e fera se uniam e eles precisavam de mais que a simples união do seu corpo com o do ômega.
Sentou-se em seus próprios joelhos e trouxe o corpo pálido sobre o seu, indo mais fundo com a nova posição e arrancando o gemido do menor, que se deleitava com a ponta da glande inchada de seu alfa resvalando em um lugar mais sensível do seu interior. Levou a mão grande para os quadris do ômega, indicando os movimentos de subir e descer ou rebolar em seu m****o. Depois que o mais novo pegou o jeito, o deixou tomar o controle e prendeu um dos seus braços em volta da cintura fina, logo o puxando pelos fios brancos para que ele o olhasse com a mão que estava livre
Encontrou a expressão perdida em luxúria do ômega, seus cabelos estavam uma bagunça e seu rosto vermelho e suado, porém o alfa nunca tinha o visto tão bonito. Afagou as bochechas gordinhas e levou seu rosto até perto da boca alheia.
— Eu te amo. — sussurrou.
Buscou as mãos do menor e conectou com as suas, buscou seus lábios e os conectou aos seus. Se atou ao ômega o máximo que podia e apenas assim sentiu a completude que satisfez homem e lobo. E quando olhou mais uma vez para os olhos violetas, totalmente entregues para si, sentiu a intensidade daquele sexo tomar o seu corpo novamente.
Desceu as mãos das bochechas do Min até os m*****s inchados, brincou com os mesmos com os seus dedos, beliscando a região. Segurou o quadril, que já começava a fazer movimentos errantes pelo novo estímulo sofrido, e deu a primeira estocada bruta, fazendo o corpo do menor ir para frente.
Yoongi sentiu o alfa acerta em cheio naquele lugar sensível com a estocada e não pode conter o gemido, ofego ou soluço que saiu dos seus lábios. Era prazer demais e sabia que o alfa estava apenas começando, viu isso em seus olhos ao beijo de instantes findar-se. E como o instinto animal também guiava o ômega, desceu o seu tronco, deitando o rosto na pele, que agora parecia quente demais. Curvou a lombar e deixou a b***a redonda no ar, ficando mais apetitoso para o alfa que o fodia.
Sentiu a queimação do primeiro tapa e nunca pensou que o queimor o faria expelir mais lubrificante ou ansiar por mais palmadas. Ao ver as bandas no ar daquela forma, Jungkook não conseguiu refrear as mãos, que já encontravam-se batendo na pele do menor e, quando percebeu a boa receptividade do ômega com o ato, o fez novamente de propósito.
Só não esperava que aquilo fosse deixar seu parceiro tão e******o a ponto de fazê-lo mostrar sua presas e cravar as unhas nas suas costas, as rasgando sem nem perceber a força que usava no ato. Acertou mais um tapa na b***a redondinha e não mais alva, porque a vermelhidão de sua palma consumira a área, e sentiu o aperto forte no interior que socava-se com tanto afinco. Yoongi ergueu o rosto e gritou seu nome para os ventos, contorcendo-se de prazer, quicando apressado e o sugando para dentro de si com tanta exigência que, ao mesmo tempo em que jorrou sua p***a espessa entre seus corpos suados, obteve o g**o quente e abundante de seu alfa, melecando seu cuzinho com pressão de modo que a p***a escorria por sua b***a junto a sua lubrificação. Jungkook quase não tivera tempo de se retirar de dentro do Min, mas fizera um grande esforço, afinal, por mais que quisesse, não sabia se tinha permissão para atá-lo em seu nó ao gozar, enchendo seu lindo ômega com sua p***a. Afinal de contas, tal ato carregava diversos riscos que deviam evitar, como uma gravidez que lhes custariam as vidas, pois revelaria a verdade que deveria apenas habitar em suas memórias.
E diferente de como sempre era, seu ômega ficou em seus braços. Ele não foi embora; o abraçou e encarou manhoso, roçando o rosto no seu, apreciando o contato de peles. O abraçou de volta, sentindo bem a silhueta do rapaz colada a sua e o doce cheiro de ambos que já se tornaram um só. Percebeu que nunca tivera um ômega que o pertencesse de verdade como Yoongi pertencia ou ao menos deveria, porque, assim como tinham dito em alto e bom som, o amava. Inferno, como o amava, e como se para alimentar mais esse sentimento proibido que os consumia cada vez mais, o menor o encarou com um lindo sorriso, roçou seus lábios e se fez ouvir, mesmo com a voz baixa em manha, quase ronronando:
— Eu amo você, Jeon Jungkook.
Aquele amor podia durar só até ser entregue ao outro Jeon, mas seu futuro não mudaria isso, nada jamais mudaria o fato de que seu amor, naquele momento e para o resto de sua vida, era aquele Jeon. Era o homem que lhe tocou, que lhe disse palavras de amor, até mesmo chorou por si e mostrou em cada gesto que o apreciava de volta com o mesmo amor. E antes que sua mente fosse para longe daquele pequeno paraíso que tinha nos braços de seu amor, encaixou sua boca na do outro e lhe deu um beijo suave. Afinal de contas, os beijos de Jungkook lhe desligavam da vida e de todos os seus problemas, tudo no mundo se resumia a estar ali com ele, naquela gruta, vivendo seu amor em segredo, enquanto ainda podiam. Iludindo-se, e isso era algo de ambos, de que as coisas poderiam seguir o fluxo natural após aquilo, mas quem experimentava o amor, como aqueles dois faziam, jamais poderia se contentar com um destino não escolhido ou com a distância de seus corpos.
O calor dos braços alheios os faziam esquecer do futuro e das consequências, porém não a consequência de trair o irmão, no caso do alfa, e o seu futuro noivo, no caso do ômega. Mas, sim, aquela que cairiam sobre os ombros de ambos ao terem que se despedirem, de maneira definitiva ao fim daquela longa viagem.
— Fui muito duro, amor? — alisou a pele das costas do ômega, sentindo os arranhões de suas garras.
— Foi perfeito. — beijou o semblante preocupado do alfa.
Sentiu uma gana insaciável, o calor voltava a se formar em seu ventre e, quando se deu conta, seu corpo já estava em cima do corpo do alfa. Tomou a iniciativa de chupar os lábios pequenos do maior, além de levar as mãos grandes até a sua antes de sussurrar cheio de malícia um "tudo bem". E realmente estava. m*l sentia as dores do sexo bruto — na verdade, ansiava por mais delas.
Afinal, agora que mais uma barreira fora ultrapassada pelo casal, era infundado não se amarem o máximo que seus corpos aguentassem. E, assim, Jungkook tomou mais uma vez o corpo pequeno, fazendo daquelas pequenas maratonas sexuais um ritual que praticavam sempre ao dormir.