Parte I — A caminho de um novo lar

4902 Words
Os preparativos finais haviam começado, Yoongi estava sendo arrumado para a longa viagem que viria em poucas horas. Jungkook estava a sós com Kihyun detalhando os benefícios daquela união e a importância da chegada de seu filho, ileso, ao novo reino. A estrada nem sempre era segura e cabia ao alfa garantir que tudo acabasse como o planejado, sabia que além de um nobre, irmão e homem de confiança do líder dos Jeon's, Jungkook também era um guerreiro apto para cumprir aquela promessa. Logo após o almoço, a família Min inteira se reuniu no quintal da mansão. A carruagem estava pronta à espera dos dois viajantes, à sua frente estava um cavalo do reino do norte, com seu pelo comprido e branco, e o cavalo do reino do sul que trouxera Jungkook até à casa, com seu pelo curto de tom escuro e de grande porte. Yoongi recebeu um abraço de cada um de seus irmãos e um aperto amigável no ombro, que lhe deseja o melhor. Logo sua mãe o abraçou e tocou seu rosto, mostrando um sorriso doce com um toque melancólico. Por fim o líder dos Min's agarrou o corpo mais delicado de seu único filho ômega, àquele ao qual sempre mimou e cuidou como se fosse a criatura mais preciosa do mundo, sentiria sua falta, mas como ômega, seu filho devia mostrar seu valor e trazer grandes benefícios ao seu reino. Jungkook observava toda a despedida próximo a carruagem, quando Yoongi deu um primeiro passo na sua direção, abriu a porta e lhe estendeu a mão, ajudando o rapaz a subir. O ômega sentou-se, acomodando-se no banco confortável e ouvindo a porta ser delicadamente fechada pelo condutor. O estrangeiro encarou a família Min, provavelmente não os veria mais, a não ser que algo ocorresse no futuro, e fez um aceno formal, curvando seu corpo. Foi para a frente da carruagem e sentou-se, segurando as rédeas dos cavalos, pronto para partir, ou melhor, para regressar à sua terra. Sentia saudade do clima quente de Teldrassil e quando os cavalos entraram em movimento e tudo o que tinha a sua volta era neve e o cheiro fresco de azaleia selvagem, se perguntou se o ômega aos seus cuidados também sentiria falta do frio doloroso de Quel'Thalas, o frio ao qual estava acostumado desde o seu nascimento. E sem saber, Yoongi olhava triste pela janela, dando seu último adeus ao seu lar. Gravando pela última vez o lugar onde crescera e temendo que, igual a sua mãe, um dia também perderia aquelas memórias. Sua mãe era do nordeste, e diferente de si, o seu casamento foi arranjado com a mesma tendo apenas quinze anos. E hoje em dia a ômega tinha apenas alguns lapsos de memória das paisagens de sua terra natal e doía demais em Yoongi imaginar que isso seria o seu futuro. Por isso as lágrimas grossas que banhavam o seu rosto se faziam tão presente e mesmo que tentasse ser forte e se conter, elas persistem em cair, pois por mais que o tivessem preparado, sentia que nunca estaria pronto para aquele doloroso adeus. Já do lado de fora o alfa escutava os baixos fungados do Min, que o fazia segurar-se em toda e qualquer força de vontade dentro de si para não parar e ir consolar o mesmo. Afinal, com tanto desejo e confusão dentro do Jeon, ter uma amizade com Yoongi era um jogo perigoso demais para ser jogado, pois sem supervisão, a linha que dividia o certo e errado em uma relação com ele, mesmo que inocente, era bastante tênue. E Hoseok, o irmão mais velho que sempre apoiou as suas loucuras e o defendia perante ao seu pai na hora das punições, não merecia uma atitude dessas vinda de si, por isso apenas segurou as rédeas mais forte e tentou guiar os cavalos para que corressem o mais rápido possível em direção a Teldrassil. Após alguns minutos o choro do ômega foi sumindo e o coração do alfa foi se aliviando daquela angústia advinda do som lamurioso. E mesmo que o cheiro do menor ainda fizesse uma imensa confusão em seus sentidos e pensamentos, a viagem seguiu-se de forma mais tranquila. Afinal, o seu lobo interior parecia sofrer em reação à dor alheia e aquilo lhe era completamente estranho e sem sentido. Minutos viraram horas e o pôr do sol começava a se fazer presente, e logo tudo seria noite e diferente de quando viajava só, precisava montar acampamento e parar adequadamente para se alimentar e pernoitar. Olhou ao seu redor, precisava de um lugar seguro, não podia simplesmente parar no meio da estrada. Sorriu ao ver algumas grutas em montanhas perto dali e rapidamente refez o seu caminho até elas. Ao chegar desceu da carroça e sentiu a friagem gelar a sua espinha, teria que fazer uma fogueira para manter o ômega aquecido. Além da cabine que o ômega estava, havia o pequeno compartimento trazendo todos os mantimentos necessários para a viagem, pelo menos nas terras nortenhas, onde não se conseguia caça fácil e madeira para aquecer as noites. E antes de chamar o Min, Jungkook achou melhor preparar um ambiente quente e agradável para o mesmo, não queria vê-lo doente. Tirou alguma madeiras e por sua experiência aventureira, mesmo com o clima mais frio, fez a fogueira rapidamente, pegou também o baú que continha algumas peles e outro com comida. E quando finalmente pegou tudo que necessitava, abriu a porta da carruagem para avisar ao ômega, que não falara nada da parada inesperada, que iriam dormir por ali. Mas ao abrir a porta a cena que o recepcionou o fez entender o porquê de tanto silêncio. O corpo do ômega estava jogado sem jeito nos bancos da cabine, a pele que lhe protegia caia dos seus ombros, deixando o seu corpo apenas com a proteção do hanbok. Com receio de assustar e também para o proteger da friagem que entrava pela porta e fazia o corpo pequeno tremer, o alfa entrou na diligência e fechou a porta, logo sentindo o cheiro ômega, que impregnava cada pedaço do local pequeno, lhe bater como um soco e em resposta um pequeno e baixo rosnado deixou os seus lábios. "Controle-se, Jeon", era o que dizia ao seu lobo nos minutos que prendeu a respiração e olhava para fora pela janela. Afinal não podia confiar em seus instintos no momento. Quando conseguiu se conter, soltou lentamente a respiração, aspirando aos poucos o cheiro das azaleias, que de forma masoquista, começava a ser bem vindo pelo alfa. Olhou mais uma vez para o ômega que lhe enlouquecia os sentidos e agora de perto podia perceber a face inchada, avermelhada e os traços das lágrimas secas. Sem se conter Jungkook levou o dedo até às bochechas cheinhas e macias, as afagou com suavidade, parecia tocar em um dente de leão que a qualquer toque mais brusco desapareceria ao vento. Soltou um sorriso ao escutar um resmungo rouco do ômega que começava a se mexer em sinal que logo acordaria, entretanto, o alfa ignorou qualquer sinal, queria por mais alguns minutos ficar ali, apenas admirando os pequenos detalhes alheios. E quando os olhos violetas finalmente abriram-se, o alfa se viu perdido naquela íris, que agora as vendo mais de perto, também continha pequenas manchinhas verdes. — O-que está fazendo? — o ômega pergunta nervoso. Ver o alfa a centímetros do seu rosto ao acordar trouxe sentimentos dúbios a Yoongi. Medo e excitação se mesclavam ao ter o corpo forte praticamente em cima do seu e também por sentir-se ser hipnotizado por aquela negritude profunda dos olhos alheios. Temeu e se excitou com o que viu refletido ali, assim como também, com as reações do seu corpo a presença tão forte do alfa, que se não controlada poderia levá-lo a fazer uma loucura e destruir o seu futuro. — Apenas avisar que chegamos ao local que iremos pernoitar, meu lorde. — explicou-se mas não conseguiu se distanciar do menor. A voz do alfa fez Yoongi acordar daquela hipnose de desejo. Logo lembrou-se do que Kang lhe contara sobre esse alfa em específico, que não passara uma noite sequer sem a companhia de um ômega em seus aposentos ao estar em Quel'Thalas, será que queria fazer de si seu novo passatempo? E em instantes sentiu toda dualidade desaparecer, e por um único sentimento foi invadido; raiva. — Acredito que haja maneiras mais civilizadas de fazer tal ação. — não tinha forças contra um alfa, sabia muito bem, mas ainda assim o empurrou. — Não acha, meu Lorde? O olhar doce e também entregue de minutos atrás do ômega se esvai, o seu semblante agora era tão frio quanto o tempo de suas terras. A vergonha e a culpa se fez dentro do alfa ao se afastar do menor, mas se realmente assumisse, sabia que era o desprezo do menor que mais queimava. — Me desculpe. Yoongi não lhe respondeu, apenas olhou de forma altiva para frente e deu de ombros para aquela desculpa, em sua irritação o ômega não queria nada daquele alfa. Então logo abriu a porta e saiu apenas com o hanbok fino, pois como sempre tivera o costume de ter um servo para lhe trazer o casaco, não se lembrou de colocar o seu. O Min sentiu o frio forte lhe gelar a espinha, mas antes de voltar para buscar a pele quente, sentiu o tecido grosso, com o cheiro desconhecido, acolher o seu corpo em um calor bem vindo. E agora, não mais se arrepiava por frio, mas sim por aspirar o cheiro forte do alfa. Pensou em declinar aquela gentileza do Jeon, mas a voz suave com que ele disse "fique" ao o ver fazer menção em tirar o agasalho, lembrou o tom suave de seu pai. E levado pela lembrança saudosa do seu progenitor, o fez agarrar a pele de Jungkook e também esquecer um pouco da raiva e realmente agradecer o moreno por sua gentileza. Yoongi sentiu um calor diferente assim que colocou os pés dentro da gruta. Não era por causa do calor que emanava da fogueira muito bem construída por seu protetor, o que o aqueceu foi toda a imagem que viu no local. Seus olhos vagaram por cada detalhe em que Jungkook se preocupara em preparar para seu bem-estar. As peles no chão para seu descanso, a fogueira, para lhe aquecer o corpo mais frágil, e a comida, que seu estômago já estava reclamando por ela. Pela primeira vez, contando com a chegada do Jungkook em sua casa, o jovem ômega riu em sua presença, além de seu corpo, tinha o coração aquecido e o sorriso singelo de agradecimento escapou naturalmente. Apertou o casaco do alfa em seus ombros e sentou-se próximo a fogueira, Jungkook sentou-se ao seu lado, um pouco afastado e começou a servir aos dois. Eles comeram sem conversar muito, Yoongi voltara a sua quietude diante do outro, mas Jungkook sabia que aquilo teria que acabar em breve e revendo a reação de Yoongi quando o acordara, se perguntava como diria a ele sobre como teriam que passar aquela noite. Afinal de contas, quanto mais adentrassem na noite, mais frio se tornaria e tinha certeza que, mesmo com as cobertas de pele, o corpo do ômega congelaria, pois a fogueira teria que ser apagada, para não atrair animais ou pessoas até a gruta. Assim que acabou de comer, Yoongi levantou-se e foi na direção de sua cama improvisada. Sentou-se sobre a pele e puxou outra, cobrindo suas pernas. Mais uma vez sentiu uma saudade dolorosa de casa ou do conforto da mesma, pois queria que limpassem seu corpo, hidratassem e o vestissem, mas não podia se dar aos seus velhos luxos, teria que dormir com as mesmas roupas que passara o dia inteiro e só a trocaria pela manhã quando caíssem na estrada mais uma vez. Sabia que daria trabalho demais e atrasaria a viagem, para ainda fazer exigências que podiam ser consideradas fúteis, diante da importância de chegar logo a Teldrassil e desposar do líder, selando a aliança. Jungkook levantou-se, também já havia comido o suficiente e ao notar que o alfa saia da gruta, o ômega deitou-se, puxando a coberta para lhe aquecer. No lado de fora, o sulista deu aos cavalos o que comer e beber e também levou um pouco de água consigo quando voltou para dentro da gruta, coisa que Yoongi não esperava. Até se assustou quando ouviu os passos ecoando na gruta e uma escuridão dominou o local, assim como o cheiro forte que emanava do alfa. — Desculpe, mas a fogueira não pode ficar queimando a noite toda, é perigoso. — alertou o ômega, inexperiente com viagens, assim que jogou água sobre as madeiras em chamas. — Vai ficar mais frio. — Eu aguento. — respondeu, ignorando como seu corpo realmente tremia. Jungkook sabia que o ômega não estava sendo sincero. Como um alfa tinha os sentidos superiores a qualquer outra classe. Sua audição, visão e olfato eram aguçados, assim como a força de seu corpo. Era um caçador natural, pronto para capturar qualquer presa, mas no momento, tudo o que precisava era proteger aquele belo e frágil ômega das forças da natureza. E ele podia ouvir seus dentes começarem a bater de leve, assim como podia ver, através do breu da caverna, o corpo frágil tremer sob as cobertas nada finas. Andou em sua direção, enxergando perfeitamente, seus olhos de alfa brilhavam no escuro e lhe mostravam imagens nítidas de cada ponto. Ouviu o coração do ômega acelerar, assim que seu corpo pousou ao seu lado, mesmo que afastado. — Lorde Jungkook... O que faz aqui? — Eu também preciso descansar. — respondeu sem rodeios. — A-aqui? — E onde mais? Não posso ficar longe de você e não há grutas privadas por aqui. — se atreveu a rir. — Não se preocupe, eu sempre cumpro bem minha missão e minha missão é protegê-lo. — e foi quando o esperto Jungkook achou a brecha para sua proposta. Sabia da necessidade da mesma, para que pudesse descansar melhor sem colocar a vida de Yoongi em perigo, porém também sabia que o jovem mestre do reino do norte não receberia bem a proposta. — A não ser que me deixe mordê-lo. — introduziu a ideia e logo ouviu a mudança nos batimentos do ômega. — Uma mordida temporária, é claro, apenas para disfarçar seu doce cheiro, já que ele poderá atrair muitos perigos. E como imaginou, Yoongi sentou-se, mesmo que diferente do alfa, não pudesse enxergar no meio daquele escuro, podia ver as orbes brilhantes do outro. — De jeito nenhum. — sua voz saiu carregada de assombro. Tremia só de imaginar Jungkook cravando as presas em sua pele e ter correndo em seu sangue, os feromônios do alfa, aquele cheiro intenso e delicioso, que ainda não sabia de que era. Era enlouquecedor se imaginar envolto naquele cheiro e entendia como aquilo aqueceria seu corpo, pois o manteria em um constante estado de excitação, quase como se entrasse em seu cio. — Essa é a ideia mais absurda que já ouvi. Temporária ou não, apenas um homem pode me marcar e creio que você seja o Jeon errado para isso. Jungkook sabia disso, inclusive sabia que seu irmão ficaria furioso se chegasse ao seu conhecimento que alguém maculara a linda pele clara de seu ômega, mas a marca já teria sumido ao chegarem em Teldrassil e facilitaria bastante todo o percurso da viagem. E por mais que tivesse pensamentos sujos com o ômega, propôr aquilo não tinha nada a ver com sua vontade de tocá-lo, era algo que o protegeria até de si mesmo, tendo que dormir tantas noites ao lado do outro, era como uma tortura e ainda estavam no primeiro dia. — Você será o meu futuro cunhado, Yoongi, o lorde que reinará junto ao líder dos Jeon no reino do Sul, o reino que sirvo, por isso preciso fazer o que tiver ao meu alcance para protegê-lo. — M-mas uma marca temporária... De jeito nenhum. — manteve-se firme. — Mantenha suas presas sujas longe de mim. — acrescentou com orgulho e ressentimento. Aquele Jeon era o primeiro alfa que conhecia de verdade, era diferente de seus irmãos e pai. Sabia que esses o super protegiam de tudo e o afetara mais do que devia, saber que aquele homem era o tipo de alfa que se deixava guiar por seus desejos, lhe incomodava pensar que todas as noites se entregava à prazeres sujos com um ômega qualquer e se sentia ofendido, principalmente por ter se deixado iludir por seus instintos, mesmo que só por pouco tempo, e tê-lo desejado. Deixar que Jungkook lhe mordesse era como se rebaixar ao mesmo nível de ômegas inferiores e ele era um nobre, conhecia seu valor. — Tudo bem, mas você precisa do meu cheiro para ficar protegido e do meu calor. — e dito isso, Jungkook moveu seu corpo para mais perto do ômega e o abraçou. — Como se atreve?! — tentou afastá-lo. — Você não deixou outra alternativa, meu lorde. Querendo ou não, teremos que dormir abraçados ou você irá congelar e isso não é uma opção. Por favor, permita. — afrouxou seus braços na cintura do menor. Yoongi vagou mentalmente por suas opções e, ainda que não gostasse de nenhuma delas, percebeu que a escolha era fácil, pois ser marcado por alguém que não era seu prometido, não era sequer uma opção. — Tem minha permissão. — decretou em derrota. O braço que fora afrouxado, há poucos segundos, voltou a se fechar em volta da cintura do ômega, o trazendo mais para o seu peito, algo que logo percebeu ter sido um erro. Como era menor que si, os cabelos de Yoongi ficava na altura das narinas de Jungkook, que se inebriou com aquele cheiro doce dos fios, que pareciam prateados de tão claro. Ainda tentou disfarçar o rosnado com uma tosse, porém tinha outras reações que era impossível mascarar. Não pôde mascarar a forma como suas mãos se fecharam ainda mais no corpo alheio, pois seu lobo pedia mais, na verdade, suas garras até apareceram com intuito de rasgar aquela pele grossa que esquentava o ômega, para sentir o contato cru daquele que lhe esquentava o sangue. E por falar em esquentar o sangue, não pôde máscara a reação do seu p*u ao ter a b***a, que ao toque percebia-se ser muito mais redonda, empinada e durinha, roçar a área de sua pélvis, fazendo o seu m****o crescer aos poucos. Principalmente quando o menor ficou inquieto, e céus, por mais que soubesse que o movimentar do outro era apenas para achar uma posição mais confortável para adormecer, a sensação do alfa era que o Min rebolava rente, e às vezes resvalando naquela zona perigosa. Já o ômega, inicialmente sentiu que o frio finalmente o petrificava, pois não conseguia ter uma reação ao sentir o peito e braços duros do alfa tão perto. E mais, não conseguia reagir ao sentimento esmagador de conforto e segurança que sentiu nos braços do Jeon, pois apesar de ter os músculos firmes, estava tão quente e o cheiro tão bom, que sua vontade era se manter ali para sempre. Entretanto, logo toda realidade lhe bateu ao sentir algo passar a pele de animal do casaco e arranhar a sua, lembrou-se que tal i********e estava resguardada para o seu marido e em instantes sentiu a inquietude tomar os seus músculos. — P-por favor... — a voz de Jungkook saiu mais animalesca e sua mão firmou o quadril do Min em uma posição fixa. — Pare de se movimentar. A resposta ácida estava na ponta da língua do ômega, mas ao finalmente sentir algo duro na região íntima do alfa, Yoongi a engoliu. Pois por mais ultrajado que se sentisse, o calor excitante lhe queimava o baixo ventre, aos poucos se espalhando por cada parte do seu corpo e nublando a sua mente, acabando com os seus pensamentos coerentes. E de repente percebeu como aquele abraço funcionava, pois seu corpo estava em chamas e por mais perigoso que fosse se sentia dominado pelo desejo de mover mais seus quadris e sentir, marcando em sua b***a, a espessura do p*u que, mesmo não roçando mais em si, ainda lhe tocava as nádegas. Sem controle sobre o seu corpo, Yoongi voltou a se mover, eram movimentos delicados e ainda assim perigosos, as garras de Jungkook entraram um pouco mais fundo em sua pele, o cheiro do ômega tornou o local quase insuportável, mostrando seu desejo de seduzir o alfa e talvez se Jungkook não fosse experiente como era, perderia sua racionalidade para seus instintos de acasalar, assim como já parecia ser o caso de Yoongi. Encostou a boca na orelha do ômega, sentindo que seu cheiro era ainda mais doce naquela local e com um tom quase desesperado, rosnando entre dentes, fez sua súplica final, pois sabia que se o ômega continuasse se negando, iam acabar fodendo como animais sedentos. — Yoongi, por favor, deixe-me mordê-lo. — N-não, jamais... — falou manhoso, mantendo seu orgulho. Jungkook tentou ser mais convincente, pressionou sua ereção na b***a redonda do jovem Min e deixou sua respiração quente pousar na pele branquinha, que reagiu bem com arrepios consecutivos e a voz de Yoongi se fez ouvir, quase quebrando o resto de autocontrole que o Jeon tinha. Nunca tinha ouvido um gemido sexy como aquele, a voz subia alguns tons e tornava-se manhosa. Para surpresa do alfa, o menor agarrou sua mão, que estava firme em seu corpo ainda e rebolou devagar, dentro da cabeça do Min havia apenas o cheiro de Jungkook e o calor gostoso de seu corpo. Queria ser possuído. — Isso não vai acabar bem. — roçou os lábios pelo pescoço imaculado de seu futuro cunhado e resistiu a tentação de degustar seu sabor, mantendo sua língua dentro da boca. — Você quer ser mordido ou quer ser fodido, meu lorde? Yoongi não queria responder aquilo, porque tudo o que sentia era o desejo sufocante de ter um alfa dentro de si, ao mesmo tempo que o senso com o seu dever o esmagava. De qualquer jeito, ser mordido ou ceder aos seus desejos, era um grande erro e desonra como futuro esposo de um líder como Jeon Hoseok, mas entre se deixar morder para sua proteção e sucumbir a vontade de se entregar ao seu cunhado, a escolha mais uma vez foi clara. Desta vez faria a decisão correta, que se tivesse tomado antes, não teria chegado até aquele ponto. O ômega engoliu o orgulho advindo da raiva que sentia constantemente do alfa ao lembrar dos seus costumes promíscuos, que o impedia de agir racionalmente e permitir o Jeon lhe marcar. Até porque agora, depois que a situação chegou tão longe ao ponto de perder a noção do decoro e rebolar no m****o alheio, não passava de um sentimento sem sentido e continuar com aquela atitude, digamos que birrenta, o faria cometer ações piores, e diferente da marca temporária, irremediável. Então, com muito esforço, se separou do atrito que lhe fazia gotejar e consequentemente, esquentar. Virou-se de frente para o maior e apesar da escuridão da noite sentiu-se enfraquecer ainda mais com a intensidade do olhar alheio e ainda levado pelo resquício do orgulho, apenas deixou o seu pescoço exposto em um resposta não verbal. Porém para o alfa, que sabia que não deveria brincar com uma situação tão delicada, insuficiente, seu ego exigia um pedido. Queria escutar o tom, que sabia que deveria esquecer, mais uma vez. Ou melhor, imaginar que Yoongi realmente queria aquela marca e lhe pedia a mesma por desejo, e não pela necessidade de sobrevivência. — Não escutei sua resposta, meu lorde. — aproximou o seu rosto do local indicado, e que Hoseok o perdoasse, encheu sua mãos, por baixo do hanbok, nas nádegas deliciosamente molhadas. — M-me a-awn... — soltou o primeiro gemido claro ao sentir o dedo, ousado demais, passear por sua b***a. — marque, alfa. Refreou aquela louca exploração no corpo do ômega, afinal, ele tinha que ter foco ali, ou melhor dizendo, ser forte. Pois entre os dois, ele era o único com experiência suficiente no assunto, e bem, sabia muito bem como a primeira experiência com o sexo era enlouquecedora e como o t***o fazia a consciência se esvair momentaneamente. Tocou a região alva, às presas já estavam expostas e quando estas deram o primeiro arranhão na pele alheia, sentiu o tremelicar do corpo de Yoongi, que agarrava-se no ombro do alfa com pavor. — Não tenha medo. — falou suave e sem a malícia anterior, enquanto alisava as bochechas cheinhas. — Serei o mais gentil possível, lindo ômega. — Irá doer? — perguntou em um tom que indicava o seu medo. — Apenas um pouco, mas logo passará, Yoongi. — nunca havia marcado ninguém, mas falou aquilo que já tinha escutado de outros alfas e até de alguns ômegas. — Quando o veneno com meus feromônios entrar em seu sangue, você apenas sentirá a minha presença e calor, a dor será apenas um pequeno detalhe. — Promete, Jungkookie? — falou em extrema manha agarrando-se a roupa do alfa, sempre que o medo assolava o ômega, o seu lado mais mimado aflorava.. — Juro que vou lhe fazer sentir bem, Yoongi. E o timbre de Jungkook lhe passou uma confiança tão grande que seu corpo se tornou um pouco mais relaxado. O corpo grande do alfa enfatizava sua fragilidade, a causa do porquê precisava tanto de proteção, e com um roçar leve de seus lábios sob sua pele, Jungkook abriu a boca e seus olhos se tornaram um pouco mais selvagens, fincou as presas na pele macia de Yoongi e sentiu o gosto ferroso e doce do sangue alheio. Suas presas expeliram o veneno que guardava seu cheiro, sua essência, o fazendo correr e espalhar uma onda ainda maior de calor por sua corrente sanguínea. Jungkook gemeu junto ao ômega, sentindo as garras do mesmo serem fincadas em sua pele, a rasgando. Segurou sua b***a com mais firmeza, mas moderou mais uma vez seu próprio desejo. — J-Jungkookie... — de fato a mordida não era doloroso ou tinha o efeito da dor, completamente coberto pelo prazer que lhe dominava. Com um movimento rápido, Jungkook encerrou a marca, mas o ômega desabou sobre seu corpo, ofegante, era como se eles tivessem realmente tido uma noite intenso de prazer. E meio aéreo, pela intensidade sensual daquela ação, o alfa ainda lambeu os resquícios de sangue que ficou no pescoço alheio. — O meu cheiro... — Yoongi começou, um tanto exausto. — É como o seu agora. Yoongi se apercebia completamente envolto no cheiro inebriante do alfa e se perguntava como estaria protegido de Jungkook e de si próprio dessa forma. — Isso manterá qualquer um longe e o efeito dos meus feromônios no seu corpo, irá mantê-lo aquecido. — escorregou os dedos mais uma vez pela bochecha do lindo rapaz em seus braços. — Sua pele está quente... Sente a diferença? — Sim, mas... Não contou à Yoongi, mas ainda podia sentir o cheiro doce de azaleias selvagens emanar de seu corpo. Apenas os outros e o próprio Yoongi que tinham o olfato confundidos por aquela marca temporária. — Jungkook, o seu cheiro, que agora também é meu cheiro, me diga... O que é? Não é nada que tenha em Quel'Thalas e é tão gostoso, não consigo decifrar. — com um toque ousado, Yoongi escorregou os dedos pelos cabelos negros do outro e encarou o brilho de seus olhos, na escuridão. — Grama molhada, poderá ver quando chegarmos a Teldrassil. — respondeu calmo. Mas um clima estranho pairava no ar, algo que nem Jungkook, nem Yoongi jamais haviam vivenciado. Yoongi mordeu seu próprio lábio, sabendo que qualquer movimento seu era bem capturado pelo alfa, o afastou e voltou a deitar-se longe. — Me sinto ainda mais exausto. Entendendo o que o ômega tentava lhe dizer, Jungkook deitou-se longe do rapaz, sabendo que não havia mais necessidade para contatos físicos desnecessários que fazia despertar dentro de ambos feras sedentas. O ômega sentiu o alfa se afastar, realmente, era totalmente desnecessário os seus braços em volta de si, afinal, o seu corpo queimava com o veneno alheio em suas veias. Mas ainda assim, queria estar preso em seu confortável abraço. O Min não sabia explicar, mas se sentia mais receptivo a Jungkook, e não! Não era pela constatação clara de que o alfa despertava sensações estranhas e ao mesmo tempo prazerosas em si. Mas sim, pela forma como o Jeon reagiu a toda aquela situação, que o próprio ômega deixou-se levar sem qualquer resistência. Ao saber dos boatos das noites do alfa e, claro, vendo que desde o primeiro encontro com o mesmo, este deixou bem claro que o desejava. Imaginou que o moreno não perderia a oportunidade em desgraça-lo, entretanto hoje, mesmo que inicialmente o ômega achasse que toda aquela proposta para protegê-lo não passasse de um plano para se aproveitar de si, Jungkook provou que estava ali para lhe proteger, dos perigos da viagem, do clima e até dos seus próprios desejos. Por isso antes de realmente se entregar àquela sonolência, decidiu mostrar ao o alfa um lado seu que era guardado para seus familiares e Kang. — Jungkookie? — chamou o alfa. — Sim? — Podemos começar de novo?
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