Capítulo 9

1283 Words
Três meses depois daquele dia Leandro pouco pode visitar Teresa o trabalho o impedia de ver com frequência a sua amada. Sempre que podia ele passava para dar um oi a Teresa acariciar seus cabelos e ficar uma hora admirando ela dormir. Dona Marta permanecia muito m*l desde o acidente, ficava dia e noite velando o sono da sua filha com uma face abatida e triste notava que ela estava entrando em depressão. Os amigos de Leandro também visitavam Teresa e desejavam melhoras. Sempre que podiam também faziam companhia para dona Marta e tentavam alegrar ela. Fosse com mensagens de melhoras ou poucas palavras trocadas entre eles. Naquele dia Leandro acordou com o celular despertando às seis da manhã. Ele seguiu para o banheiro e tomou um banho relaxante escovando os dentes em seguida como fazia diariamente. Seguindo para o guarda roupa pegou um terno preto e uma camiseta social branca. Teria que ser forte por Teresa e por si também. Depois desceu para a sala e foi para a cozinha preparar um café reforçado acompanhado de pão francês com queijo e um café sem açúcar. Tão amargo como sua vida ainda se mantinha. Depois de terminar a refeição ele retorna para sala onde olhava o estante com uma televisão de 40 polegadas quase cheia de poeira devido ao pouco uso. Livros de vários estilos para os momentos de lazer em uma prateleira, livros de direito, troféus do colégio, medalhas dos esportes que fez, e principalmente um porta retrato dele com Teresa juntos. ao lado de fotos dele com os amigos em quadros espalhados. A falta que sentia dela era grande demais para fazer ele dar um sorriso mas mantinha pelo menos a sua face neutra na empresa. Maju e Leandro se tornaram amigos naquele tempo, pelo menos dava a entender os dois passaram a se mandar mensagem sempre antes de irem para a empresa. — bom dia Leandro. — Bom dia Maju. — alguma novidade da Teresa? — na mesma ainda Maju. Como foi sua semana ? — agitada nem pude ficar na tranquilidade com tanto caso agora. — Tudo bem. Podemos nos encontrar para tomar café da manhã na lanchonete próximo a empresa? — Claro, posso sim Leandro. Depois da curta interação entre eles, Leandro entrou em seu carro e dirigiu com destino a empresa. O caminho ainda continuava o mesmo trânsito e pessoas que iam e vinham de seus trabalhos exaustos e cansados enquanto outros iniciavam o seu dia de trabalho. Não julgava as pessoas apenas entendia a situação e pouco me ligava para ouvir algumas pessoas xingando ao ver que o trânsito não se movia. Depois de exatos dez minutos tudo voltou ao normal e Leandro partiu em direção a empresa depois de estacionar na garagem do prédio ele saiu encontrando no caminho Maju. Que estava usando um scarpin vermelho, um conjunto em preto e em seus lábios um batom vermelho. Também notou que ela usava os cabelos presos em um coque. — Vamos tomar um café, estou faminta. — Claro, vamos sim Maju. Depois das últimas palavras trocadas entre eles, os dois seguiram até o outro lado da rua, onde um café se localizava do seu lado o restaurante onde sempre faziam as refeições além de aproveitar o tempo sem precisar fazer duas viagens. Ao entrar os dois se sentam em uma mesa próxima a saída. Maju deposita a bolsa preta em seu colo e olhava o cardápio enquanto ajustava sua postura. Maju estava aguardando o momento certo para ter Leandro e não ousaria falhar novamente agindo por impulso. — como anda os casos atualmente? — sua pergunta fez Leandro reparar nela por alguns instantes e depois pegar o cardápio sobre a mesa. — Atualmente estou trabalhando no caso do senhor Antônio. — comentou e logo explicou quem era o seu cliente. Antônio era um médico que possuía três filhos biológicos com Patrícia uma psicóloga mas, o relacionamento deles não deu muito certo devido as o amor deles ter acabado. Com isso ambos entraram na justiça para poder repartir os bens aos quais se juntaram dentro do casamento. Ele insistia em dar mais à ex-esposa dele. Está que, por sua vez, negava receber mais do que 50% por cento devido ao impasse nas reuniões dele não tinham um bom acordo entre eles, deixando a resposta pelo juiz do caso. Mas este não era apenas o caso dele atual visto que eram pequenos os problemas. A audiência final deles era na semana que vem e poderia dar por encerrado este caso. — logo o garçom chegou e perguntou o que eles gostariam de comer e beber. — quero um cappuccino descafeinado, um pão doce pequeno por enquanto. — e o cavalheiro o que vai querer? — perguntou o atento garçom que aguardava seu pedido. — apenas um brigadeiro. — Um momento já vou trazer o pedido de vocês. — responde e se retira deixando um silêncio na mesa. Maju pegou seu celular verificando as horas para que não chegasse atrasada. E Leandro finalizou o assunto inacabado com a chegada do garçom. — Além deste caso, estou trabalhando em uma separação de casal com dois filhos e represento a esposa traída pelo homem. — seu tom alternava entre rancor e ódio. — Conte-me mais sobre o caso, talvez possa te ajudar? — pergunta logo colocando o aparelho telefônico dentro da bolsa pronta para ouvir ele. — Neste caso é bem diferente. Patrícia possui dois filhos que são apegados ao pai. João por sua vez tem uma segunda família por ser mecânico ganha em torno de 5 mil reais por semana. Os cálculos batem devido a oficial ser especialista em automóveis de luxo. Mesmo assim João paga apenas 2 mil reais de pensão alimentícia, ainda que minha cliente tenha um emprego como doméstica os filhos não recebem nada além da pensão. Então minha estratégia seria que ele desse mais aos filhos um apoio ou algo do tipo o que você acha Maju? — Leandro olhava para a loira a sua frente que parecia distraída ao mesmo tempo que concentrada em algo. — Existem duas variantes, por assim dizer, neste caso vamos lá. Primeiro ele não tem o dever de dar menos do que 50 por cento do salário para os filhos. E segundo o apoio de renda extra é uma obrigação dele como progenitor segundo a lei ele tem o direito de fornecer o básico ainda que pague a pensão ou seja casado. Sua apresentação do caso para vencer deve ser trabalhado sobre isso, provando as informações que me informou que pode conseguir uma vitória. — encerrou Maju o assunto e logo o garçom depositou sobre a mesa os pedidos indo atender outra mesa. Enquanto comia, Leandro apenas refletia sobre a situação e concordou com Maju sobre os pontos dela. Depois da conversa entre eles cada um se manteve calado e logo pediram a conta. Maju não esperava que Leandro pagasse a conta para ela, já que pouco tinham contato. — o valor é de 30 reais. Prefere Pix, cartão ou cheque senhor? — perguntou um rapaz de aparência jovial não devia passar dos 27 anos ou menos. Sua face bronzeada com os olhos amendoados davam a ele uma apresentação de ser amigável e gentil. — pode deixar eu pago a vista. — respondeu Leandro vendo que Maju pegaria sua carteira e pagaria sua parte. Então retirou duas notas de vinte reais e deixou o restante da gorjeta ao rapaz. Ele ficou feliz e voltou a atender as mesas com alegria. Nem todos os dias recebe gorjeta então o pequeno ato fez Leandro sorrir pode ajudar pelo menos alguém com algo. Maju levantou e saiu sendo seguida por ele logo após.
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