Capítulo 10

1229 Words
Acordar em uma casa que houve festa na noite anterior é simplesmente uma das piores coisas do mundo, alguns convidados ficaram na casa para dormir, o que significa que a festa continua no outro dia, então antes das seis da manhã me levantei queria tomar café longe de todo mundo, e então sair para cavalgar antes que minha mãe surgirá que eu ensine algum convidado. E só foi eu abrir a porta para me deparar com Liz, ela usava um vestido florido longo, seu cabelo estava amarrado em um nó frouxo, seu rosto ainda estava inchado, e parecia que não tinha dormido o suficiente. — Bom dia! — Falei fechando a porta do meu quarto. — Bom dia! — Ela falou de maneira morna, o que era estranho Liz era fogo, nada nela era morno, dei de ombros não é da minha conta. Descemos as escadas em silêncio, o que me trazia uma estranheza sem tamanho, já que parecia um absurdo eu não poder tocá-la e perguntar o que estava acontecendo, mas me segurei, não era da minha conta, repetir isso mentalmente umas trinta vezes, até chegar na cozinha, lá estava dona Leonor a cozinheira da casa, ela olha para Liz e abre um largo sorriso. — Venha cá, fiz bolo de cenoura para você e mandei buscar morango, foi uma pena não conseguir te ver ontem, mas eu tinha ido visitar minha filha que teve neném. — Então Marcinha teve nenê? — Liz pergunta se sentando na mesa farta. — Sim, uma princesinha. — Leonor disse com um largo feliz. — E minha madrinha não a liberou para ficar com ela? — Liz pergunta, eu sento do outro lado da mesa. — Sim, ela me deu férias, mas o marido de Márcia me dá nos nervos, então vou lá, um fim de semana sim e outro não, vou deixar para pegar minhas férias no fim do ano, como sempre, a família viaja e os meninos não precisam tanto de mim. — Não seja ecocêntrica, conseguimos muito bem nos alimentar sozinhos. — Ela me olhou com cara f**a. — Faço tudo e ainda tenho que ouvir essas coisas desse ingrato. — Liz me olha e sorri, ela sabe como amo implicar com Leonor. — Quanto drama, vamos me passe o pão de queijo. — Ela me olhou furiosa e ignorou meu pedido, eu sorri e peguei o pão de queijo. — Se vai andar a cavalo, não vá encher o bucho. — Leonor fala, enquanto gentilmente coloca um prato de bolo de cenoura para Liz. — Agora vai implicar com o que eu como? — Ela me olha de maneira irritada, e eu não consegui não sorrir. — Está de onda comigo né, Marquinho? — Ela balança a cabeça e se volta para Liz. Liz sorrir, eu odiava aquele apelido e ninguém além de Leonor tinha permissão de me chamar assim, na verdade tentei fazer com que ela também não me chamasse, mas ela não me respeitava o bastante para me ouvir. Liz comia de maneira apática, o que me dava um coceirinha em questioná-la, saber o que havia acontecido, imagino que ouviu alguns comentários, mas se ela for ficar assim por algumas fofoca terá que andar com caixas de lenços por aí, as pessoas serão cruéis, mas isso não faz parte da personalidade dela, Liz não passaria a noite chorando porque estavam falando dela, com certeza tem outra coisa. E então o pai dela entra na cozinha por um momento e os olhares se cruzam, mas ele olha para mim. — Bom dia! — Ele fala e sem voltar o olhar para ela, ele sai, e então era isso, o clima com pai dela não estava bom, mas não é para tanto, ele é pai vai perdoá-la, só está zangado e ela sabe disso. Ela me olhou e então baixou a cabeça, pude ver as lágrimas se formando, e fiquei tentado em confortá-la, mas apenas me levantei da mesa e a deixei, eu não podia deixá-la se aproximar novamente, não permitiria que ela tivesse poder de me destruir como fez da última vez. Mandei selar o cavalo e decidir que iria passar o dia fora de casa, ela logo iria para casa dela e essa tortura acabaria por pelo menos uma semana ou até mais caso não esbarre com ela pela cidade. “ Maldita” Agora nem posso ir na cidade sem temer ter que encontrá-la e ouvir os malditos cochichos sobre nós, claro que nesse momento voltei a ser a piada da cidade, porque além dela me abandonar ainda é recebida como uma filha pródiga pelos meus pais, minha mãe entendo sempre teve paixão por Elisabete, mas meu pai era demais, eles simplesmente apagaram tudo que ela fez como se não fosse nada. — Quem rouba seu pensamentos, Marcos? — A voz de Luan sai detrás de mim. — Parece um fantasma Luh. — Falei olhando para trás, ele dá o seu sorriso quase apagado, meu irmão mais velho tinha perdido toda a sua alegria e ninguém era capaz de trazer novamente o menino alegre que ele era. — Pensei em cavalgar, tenho que voltar para cidade hoje a noite, preciso liberar as saídas dos caminhões, será uma entrega grande, quero eu mesmo conferir que nada irá está faltando. — É um pedido grande, se precisar eu vou junto. — Luan sorriu. — Nossa mãe me mataria se eu tirá-lo dos planos dela. — Então fui o último a saber dos planos dela? — Minha mãe realmente acha que isso é possível. — E acho que devia se dar essa chance. — Se largado uma vez foi vergonhoso demais, obrigada. — Meu cavalo já estava pronto. Luan subiu no dele e por um momento achei que a conversa havia terminado, mas claro que não, ele era o irmão do sermão. — Já não são os mesmo, não seja injusto com vocês, além do mais ama feito um condenado não ama? — Eu poderia negar, mas o que isso adiantaria ele me conhecia. — Amo o que fomos, quem ela era, seja lá o que aconteceu naquele dia, não posso acreditar que mulher que eu amei seria tão covarde. — Covarde! Acho que ela precisou de muita coragem para fazer o que fez. — Luan balançou a cabeça como se eu fosse um asno incapaz de entender algo tão simples. — Quero entender se é pedir muito que a minha família me apoie? — Eu não pedia que eles a odiassem, apenas que ele entendesse que a doce Liz que eles tanto amam, tinha me destruído e que não foi eles a ter que lidar com isso. — Tem nosso apoio Marcos, mas sabemos que ninguém mais entrou no seu coração depois dela, então porque não tentar? — tenho meu orgulho Luan, acha certo perdoá-la e começamos da onde paramos, fingindo que ela não fez o que fez? — Quanto drama Marcos, o amor da sua vida está ali a poucos metros de você, apegue arraste para a primeira igreja e faça ela a sua mulher. Luan não entendia, não era tão simples, me afastei com meu cavalo, eu queria ficar só, jamais deixaria Liz brincar comigo de novo, jamais permitiria que ela me ferisse como fez. O máximo que ela merece é que eu devolva o insulto e a deixe lá no altar como ela fez comigo.
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