Capítulo 09

1729 Words
Bianca estava linda como sempre e estava mais sem vergonha também, ela praticamente se atirou em Marcos e pior ele não pareceu se importar, eu sabia que os dois tinham ficado próximos na minha ausência, o que eu era óbvio que aconteceria, Bianca sempre se manteve por perto, e por algum motivo Marcos não afastava completamente, os dois tinha uma amizade complicada, nunca entendi, mas quando mais nova tinha um ciúmes louco, já que não entrava na minha cabeça ele não a querer e me querer, Bianca sempre foi linda e sempre teve todos aos seus pés, exceto Marcos, esse sempre se mostrou mais inclinado a mim, mas mesmo assim ele sempre a mantém por perto, ele dizia que ela precisava dele. Nunca me disse o porquê exatamente. — Ela sempre esteve por perto, mas nunca tiveram nada sério. — Helen sussurrou para mim, enquanto olhava para Bianca. — Não me importo em nada com ele. — A mentira daquele afirmação era nítido então Helen ri. — Não vai complementar seu pai. — Minha mãe chega perto de nós, eu olhei para o meu pai que estava sentado há três mesas da minha, ele não tinha dirigido o olhar para mim em nenhum momento. O pior que sempre achei que ele me apoiaria, ele que sempre disse que eu merecia mais que essa cidadezinha que eu merecia mais que ele o que minha mãe podia me oferecer. — Ele não quer falar comigo. — E ficaram na mesma casa sem se falar? — Minha mãe falou zangada. — Odeio o fato de ter nascido com o mesmo gênio dele. — Sabe que da minha parte nada tenho contra ele. — Falei pegando um copo de martini que o garçom ofereceu, mas minha mãe tirou da minha mão e bebeu. — Não ouse beber nessa festa Elizabete. — Ela disse de forma ameaçadora. — Estão todos aqui prontos para apontar o dedo para você, não ouse facilitar para eles. — Mamãe. — Helen a olha a censurando. — Não me olhem assim, sabemos que Liz tem a pior reputação que uma moça pode ter em uma cidade pequena, se a verem bebendo, não dirão “ ela tomou um ou dois drinques" amanhã a fofoca será “ bebeu todas e deu encima do meu marido” — Então não poderei fazer nada porque devo pensar no que vão falar?— Minha mãe me encarou de maneira acusatória. — Não sabe o que tive que ouvir sobre você, nem sabe quantas brigas entrei para desmentir o que falavam, então se tem que fica uma ou duas noite sem beber para me dar um pouco de paz, assim fará Elizabete, e não ouse me desafiar. — Assim seja mamãe. — Falei me afastando, eu sabia que no momento que pisasse aqui eu teria que engolir tudo, porque é isso que uma pessoa fracassada faz, ela engole o que vem. — Tão temperamental Liz. — Luan sorriu e me entregou seu copo, ele era o irmão mais velho de Marcos, sempre responsável e chato, minha diversão nas férias era perturbá-lo. — Não ouviu, não posso beber. — Ele dá o que era sombra de um sorriso. — Vão difamá-la de qualquer maneira, então se quiser beber, beba. — Luan sempre teve um jeito calmo, nada de fato o abalava. Bem exceto quando perdeu Joice e sua filha, minha mãe disse que foi como ele tivesse ido junto, não comia e nem saia da cama, precisou de muito esforço para fazê-lo continuar. — Sempre cheio de razão. — Virei o copo. — Amanhã dirão que dei em cima da festa inteira incluindo você. — Sim, e que nós dois temos um caso anos. — Ele revirou os olhos, então eu ri. — Queria discordar, mas olha com dona zefa nos encara. — Ele olhou para mulher de maneira cansada. — Eu não teria voltado se fosse você, se conseguisse fugir disso, porque voltar? — Não me tornei uma atriz de sucesso e perdi meu emprego temporário, logo as dívidas chegaram, quando vi estava falida e meu único bem era o meu carro, podia vendê-lo, mas foi meu pai que me deu quando fiz dezoito anos, e eu sinceramente, não queria abrir mão de mais coisas. — Consigo te entender muito bem. — Ele disse de maneira pensativo, seus olhos são verdes como os de Leila, diferente do irmão Luan tem cabelos loiro claro, puxou muito as madeixas do meu padrinho, Luan sempre foi o responsável, ele se deixou levar apenas uma vez, apenas quando pediu Joice em casamento um dia depois de ter o primeiro encontro. Lembro do alvoroço que foi, Joice tinha chegado não fazia sequer duas semanas na cidade e logo ela se tornou a noiva do herdeiro dos oliveiras. Na época suspeitaram de gravidez, mas isso foi descartado logo, a verdade foi que ambos se apaixonaram e não viram motivos para esperar. — Eu devia te vindo. — Eu nunca me perdoaria, por não estar aqui com a família quando joice morreu, não consigo imaginar a dor que foi sentida por toda a família. — Fez bem em não vim. — Ele disse e então puxou a ponta do meu nariz o que me fez ri. — Mas que fez uma falta durante esse tempo fez, pequena mandrágora. O apelido me fez rir ainda mas, ele tinha me apelidado assim após ler Harry potter e dizer que eu gritava como elas e qualquer dia iria estourar os tímpanos de alguém, ninguém além de Luan me chamava assim, e aquilo era reconfortante de alguma forma me sentir parte daquilo, sentir como se as coisas não tivesse mudado. — Quer todos para você Liz. — A voz de Bianca trouxe o desconforto que só ela consegue trazer para qualquer conversa, Luan como sempre gentil e complementou, eu apenas a ignorei. — Quero uma dança com homem mais elegante dessa noite, isso seria possivel? Bianca toca sutilmente o braço de Luan que me olha quase implorando por ajuda, mas eu não o salvaria, porque para isso teria que chamá-lo para dançar, e eu não quero ser acusada de tentar seduzir ele essa noite. E com toda a certeza essa acusação viria. “ não conseguiu atenção de um irmão e então colocou as garras no outro” eu conseguia até definir em quanto tempo essa fofoca chegaria em pessoas que nem aqui estão. Então apenas dei de ombros, ele sorriu para Bianca. — Sabe que não gosto de dançar. — Ele disse de maneira gentil, quase como se suas palavras fosse machucá-la. — Seria uma sacrificio para você dançar comigo? — A forma sedutora que ela disse isso me fez questionar se ela tinha algum pudor, mas obviamente que não. — Não seria uma sacrificio, mas E antes que ele terminasse a frase ela pegou em seu braço. — Então vamos adoro essa música. — Ele me deu um olhar desesperado que me trouxe admito grande alegria. E os dois dançaram, e de certa forma o que Bianca fez foi algo bom, Luan precisa se divertir um pouco ele é tão sério. Me afastei, os olhares sobre mim nem eram desfasados, Helen agora se divertia com algumas amigas, não queria estragar a noite, minha mãe conversava com meu pai, ele me olha mais então vira o rosto. Decidir me afastar da festa, havia sutis olhares e comentários que eram dados em minha direção, a verdade é que eu esperava por isso, e talvez por isso eu não quisesse revidar em cidade pequena em que poucas coisas acontecem a diversão das pessoas são esses buchichos. Então caminhei para o lago dos patos, era um lugar atrás da casa, minha madrinha tinha mandado construir para eles, era meu lugar favorito daqui, eu vinha alimentá-los toda manhãs, — Sempre se esguelhando por aí, fugindo das responsabilidade.— A voz dele me faz sentir um tremos pelo corpo, a minha auto defesa me diz que devo correr, me manter o mais longe possivel daquela voz, mas eu me viro para encara-lo, Luiz estava lá, seus seu olhos negros e famintos me encarava, ele sempre tem o ar de lobo m*l, sempre como se estivesse a espreita da proxima vitima, senti meu estomago revirar. — Um grito e sua vida acaba aqui. — Falei cerrando o pulso, eu precisava de força. a presença dele ali me fazia me sentir pequena e indefesa, como alguém é capaz de fazer isso só com um olhar. — Acha que vão acreditar? Você aqui vale menos que uma moeda. — Ele ri. — O próprio Marcos riu comigo quando contei da nossa noite. — Como ousou. — Parti para cima dele e então ele segurou minhas duas mãos, puder sentir o cheiro dele, meu coração começou a acelerar e a necessidade de correr dali aumentou. — Seu lugar é ao lado das vagabundas, eu sei disso, Marcos sabe disso. — Ele lambeu meu rosto e então me solta, me fazendo cambalear e cair no chão.— Não acha que tem poder aqui Liz, e não ouse me ameaçar ou irei de destruir e destruir tudo que ama. Eu me senti pequena ali, e a verdade era que eu era, ele é o prefeito da cidade, herdeiro da maior fortuna da região, talvez até mais que os oliveiras, e eu só a garota que fugiu, e se eu contasse se eu contasse o que aconteceu, quem acreditaria em mim? quem duvidaria do prefeito? Corri para parte de trás da casa e entrei no meu quarto, eu me sentei na minha cama e fiz a mesma coisa que fiz naquela noite, eu chorei, e isso me dava raiva, porque apesar de tudo eu ainda não tinha força para ir contra ele, ainda sou a garota patética que ele usou. — Precisa de algo Liz. — Ouvir a voz de Marcos por trás da porta, e por alguns segundos pensei em abrir e abraçá-lo, mas então lembrei do que ele Luiz falou “ Marcos riu comigo” — Vá cuidar da sua vida Marcos. — Falei irritada, queria ele longe de mim. — Porque está chorando? — Sua voz era preocupada, então minha raiva se abrandou. — Só vai embora por favor! — Falei já sem vontade de continuar a rejeitar o seu conforto. — Está bem. — Ele disse e pude ouvir seus passos se afastando.
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