Capítulo 08

1621 Words
Havia algo nostálgico e doloroso enquanto eu caminhava com minha mãe, meu pai ali com seu sorriso cansado, ele não queria aquilo, mas nem em seus sonhos ele diria não para minha mãe, eles eram felizes e tinha algo que eu não conseguir ter, eles tinha amor, tinha comprometimento, os dois se apoiavam e se amavam, eu sempre quis aquilo, uma pequena lasquinha do que eles tinha e eu estaria satisfeito, então olhei para Liz, tão bonita e metida, estava com queixo erguido como se fosse da realeza. Eu sentia meu sangue ferver só de vê-la ali, eu achei que poderia ter isso com ela, realmente acreditei nisso, coloquei todas as minhas fichas em algo que era só uma brincadeira para ela. — Pode me soltar agora. — Minha mãe sussurrou, percebi que eu estava ali diante do meu pai. — Cuida dessa doce dama. — Falei colocando o braço dela nos dele. — Tem que ser por mais 30 anos? — Meu pai perguntou o que fez todos rirem, e minha mãe ficar vermelha. — Como se você fosse dura isso tudo. — Ela falou entre o sorriso, apenas eu e ele conseguimos ouvir e então meu pai olhou para a fileira onde Liz estava e piscou. Ele nunca a julgou, na verdade meu pai não era do tipo que julgava as escolhas dos outros, quando alguém pedia sua opinião ele sempre mexe os ombros e diz “ a vida é curta e se está buscando conselho ao invés de fazer o que quer, talvez não queira tanto assim.” No salão/ sala de jantar dos meus pais, os grupos já haviam se dividido, meus pais convidaram um grupo de amigos, que para cidade pequena era praticamente ela toda, mas não tinha mais que cento e cinquenta pessoas ali, minha mãe conseguiu se controlar. Eu normalmente faço sala sorrio e sou o irmão carismático já que Luan se n**a a ser, mas com Liz ali, simplesmente não consigo fingir está de bom humor, tudo nela me irrita, a forma como respira, como sorrir, como mexe no cabelo até a forma que ela bebe a taça de vinho me irrita, ela é uma mulher arrogante e egoísta e mesquinha, nada afeta, nada a tira do seu pedestal de superioridade. — Posso relaxar seus músculos com uma massagem. — Bianca sussurra enquanto chegar perto de mim, e começa a massagear o meu ombro, seu lábios vermelhos como carmim estava muito perto. — Não seja tão insolente, sabe o que já falam de você. — Ela dá de ombros. — Que sou uma qualquer…— O olhar dela se torna meigo, e eu cairiam em suas garras se já não a conhecesse. — Não pensa o mesmo pensa? — Jamais…. — Então os outros não me importam, apenas a sua opinião me vale. — Ela sussurrou puxando meu terno para mais perto do seu corpo, ela usava um vestido preto muito colado e com os s***s quase à mostra. — Não me tente. — Me afastei um pouco, não podia perder a postura ali. — O que fará se eu te tentar? — Ela fala de forma inocente, Bianca é linda, inteligente e apaixonante, mas eu sempre soube que não conseguiria amá-la, não porque não merecesse, até acho que ela merece um homem bom, que a proteja desses selvagens, mas eu não podia amá-la enquanto Liz não saísse de vez dos meus pensamentos e a desgraçada, simplesmente não saia. — Já conversamos sobre isso. — Não quero seu amor Marcos, noites na sua cama me bastam.— Ela sorrir, mas isso não era verdade, no momento em que eu percebi que isso não era só s**o para ela me afastei. — Merece mais que isso, sabe disso. — Então ela me soltou, deu um logo suspiro. — Talvez seja o único que pense isso, os outros ficam satisfeitos em apenas me usarem. — Tem caras legais por aí Bianca, mas só quer os complicados. — Ela sorrir, um sorriso cansado, mas então seus olhos negros focaram em algo do outro lado do salão, seguir seu olhar até Liz. — Apesar de tudo que ela fez, ainda assim conseguirá tudo que eu sempre sonhei e aguardei. — Não ficarei com ela. — Não minta para mim, somos amigos apesar de tudo. — Bianca pega um copo de uísque da bandeja de um garçom e vira. — Não minta para si mesmo Marcos, a queria aqui no momento em que ela se foi, mas devo admitir que irei infernizar-la por magoá-lo, e você apenas vai aceitar sem me dizer nada. Ela volta e coloca os braços em meu pescoço, olho para Liz que nos encara e logo se vira de costa. — Será divertido. — Falei, mesmo sabendo que era infantil está radiante ao perceber que Liz tinha ciúme de mim e querer fazer isso com mais frequência, eu decidir permitir esse meu lado i****a e imaturo se satisfazer, já que ele foi o mais afetado por ela. — Sim. — Bianca me dá um leve selinho. — E os pombinhos resolveram voltar. — Leila chega olhando para Bianca e sorrir. — Sabe que acabará sendo minha cunhada né. — Sempre tão sonhadora. — Leila brinca. — Não caia na tentação irmãozinho, fazer acordo com Bianca é o mesmo que está fazendo com Lúcifer. — Não seja má Leila, eu ao menos farei do acordo algo prazeroso pro seu irmão. — Bora Bianca, preciso que me ajude com uma coisa. — Leila puxa Bianca para mais perto dela e sussurra algo. — Tem sorte que a quero como cunhadinha. — Bianca diz se afastando. — O que pediu a Leila? — Leila sorriu. — Que chamasse Luan para dançar. — Eu olhei para Bianca indo até meu irmão mais velho, ele falava com Liz, que ria mais logo sua expressão mudou para encarar Bianca. Então logo depois de algumas risadas sem graça, o vi acompanhado Bianca para uma dança. Ri ao me dançando ele odiava aquilo, mas óbvio que Bianca conseguiria, ninguém em sã consciência diz não para ela. — Ele vai te m***r se souber que foi sua ideia. — Leila dá de ombros. — Ele precisa se divertir, depois da morte da Joice ele fica pelos cantos, parece que morreu junto. — Ele perdeu a mulher e filha de uma vez, seja mais gentil Leila. — Ela então olhou para mim. — Isso já faz três anos, e sei que nunca vai esquecê-las, mas ele precisa seguir, nem que seja um pouco, não o quero casar como nossa mãe, quero apenas que ele sorria e aja como um ser vivo. — Está certo, fez bem, e Bianca é uma ótima companhia e ela o fez dança um ato que acho heroico se pararmos para pensar, mas nossa mãe irá reprovar a sua escolha. — Lorena é ótima, mas ele a trocou por Joice, ela será uma lembrança constante do seu passado, nossa mãe tem mania de querer trazer o passado de voltar para casa. — E agora ela falava de Liz, a ideia de que eu pudesse voltar para Liz só podia passar pela cabeça da minha mãe, porque eu teria que jogar meu orgulho na lama para sequer pensar em ter algo com ela novamente, mas lembrança de beijá-la naquela manhã me veio, e sentir o meu orgulho tentado a se jogar na lama por conta própria. — Porque está sorrindo? — Você tá cada dia mais parecida com nossa mãe, sabia. — Falei arrumando minha postura, para receber alguns convidados que estavam vindo em nossa direção. — Não vejo nada de errado nisso.— Ela disse sorrindo para o casal e me deixando sozinho. “ maldita pequena fujona” Já era tarde, e meus pais decidiram ir se deitar os jovens amigos de Leila decidiram que ia acender uma fogueira, eu decidir que preferia ir dormir ao invés de ficar de babar, Luan já havia se recolhido logo após a dança com Bianca, acho que temeu se chamado novamente e não ter como recusar, Liz havia saído muito cedo também, imagino que ainda estava cansada da viagem, mas ela agiu de maneira estranha durante toda a festa, claro que houve piadas e fuchico, me mantive o mais longe dela possível, já que eu sabia que os convidados estavam ansiosos por nossa interação, para poderem fofocar se nos falassem, diriam que a perdoei e que nossa camento estaria marcado para semana que vem, se eu a ignorasse diriam que sou rancoroso e que não consigo perdoá-la porque ainda a amo. Não que minha estratégia de me manter longe não será comentado de todo os jeito, mas ficar perto de Liz era irritante demais, não vejo a hora do dia amanhecer e ela ir embora com seus pais. Quando enquanto subia a escada e ia para meu quarto ouvir um som estranho, percebi que vinha do quarto, me aproximei da porta e ouvir seu choro, ela parecia está soluçando de tanto chorar, decidi bater na porta. — Precisa de algo Liz? — O som parou, ela então se aproxima da porta. — Vá cuidar da sua vida Marcos. —. Sua voz saiu fanha. — Porque está chorando? — Eu devia virar minhas costas e ir embora, mas uma parte de mim não conseguia. —Só vai embora por favor! — Eu sabia que algo não estava bem, mas decidir que eu não devia estar ali mesmo, não devia querer saber dos demônios que assombram Liz, possivelmente eu sou deles. — Está bem. — Falei me afastando da porta, se ela queria chorar sozinha no quarto, então assim fosse, na verdade ela tá é com lágrimas em débitos comigo e com nossas mães.
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