☆ Capítulo 13☆

2743 Words
☆Livia Carter ☆ — Da próxima vez que me deixar sozinha com ele, eu juro, ruiva… — murmuro entre dentes, inclinando levemente a cabeça na direção de Summer enquanto seguimos em direção ao carro de Mason — …que te mando direto pro inferno com uma passagem só de ida. Sem direito a bagagem e, se duvidar, sem nem escala. Ela solta um riso baixo, daqueles carregados de segredos e segundas intenções, como se estivesse assistindo a um espetáculo particular que só ela entende completamente. — Tô super curiosa pra saber o que rolou — diz, com aquele brilho malicioso dançando nos olhos. — Mais ainda pra descobrir o motivo dele estar com aquele sorriso convencido nos lábios. O olhar dela desliza naturalmente até Mason, que caminha alguns passos à frente, como se o mundo fosse um lugar perfeitamente alinhado aos pés dele. A postura é relaxada demais, despreocupada demais… irritantemente segura para alguém que, poucos minutos atrás, me fez oscilar entre extremos que eu preferia fingir que não existiam. Céu e inferno. Tudo em questão de segundos. E então… nada. Simplesmente se afastou. Como se não tivesse me deixado à beira de algo que meu corpo ainda insiste em terminar, como uma frase interrompida no meio. Como um incêndio contido quando já estava pronto para consumir tudo. Respiro fundo, mas o ar parece insuficiente. — Não vai saber se depender de mim — respondo, firme, cruzando os braços como se isso ajudasse a conter o caos interno. — Agora me explica uma coisa… por que diabos você deu a cópia da nova chave pra ele? Summer franze a testa, a expressão mudando de diversão para confusão genuína em segundos. — Como assim? — ela pergunta, desacelerando um pouco os passos. — Achei que foi você quem abriu a porta. Solto uma risada seca, sem humor algum. — Não… de forma alguma. Eu tinha acabado de sair do banho quando ele entrou, como se o apartamento fosse dele. — balanço a cabeça, ainda tentando entender em que momento da minha vida eu perdi completamente o controle da situação. — Mas não importa. Tenho coisas melhores pra me preocupar. Nada que uma tranca reforçada na porta não resolva. Ou talvez duas. Ou três. Ou um sistema de segurança completo com senha, biometria e, se possível, um campo de força invisível. Summer me observa com uma curiosidade quase palpável, como se estivesse a um passo de cavar cada detalhe que estou claramente evitando entregar. Mas, para minha sorte — ou azar — ela apenas dá de ombros. Sabe que, quando eu fecho a cara desse jeito, insistir é perda de tempo. Então muda de assunto. Começa a falar sobre algo aleatório — alguma história, algum comentário, alguma coisa que normalmente prenderia minha atenção. Mas não agora. Agora, minha mente está longe. Longe demais. Perigosamente longe. Porque, ao invés de focar na conversa, no caminho até o carro ou em qualquer outra coisa minimamente normal… estou ocupada demais analisando, com uma calma quase perturbadora, qual seria a melhor forma de assassinar meu chefe e desaparecer com o corpo sem deixar rastros. E, sendo completamente honesta comigo mesma? Até agora, nenhuma das teorias que meu cérebro elaborou parece viável o suficiente. O que é frustrante. Porque, no ritmo em que as coisas estão indo… eu vou precisar de um plano melhor. E rápido. 》☆☆☆《 Mason Miller ☆ Os raios de sol alaranjados pintam o céu com uma precisão quase divina, como se cada cor tivesse sido cuidadosamente escolhida para aquele exato momento. O horizonte se dissolve em tons quentes enquanto o dia se despede sem pressa, e eu me permito apreciar cada segundo daquela vista. Dou um longo trago no charuto, o gosto forte preenchendo meus sentidos enquanto me mantenho debruçado na grade de proteção do iate. O vento do mar bate contra meu rosto, carregando o cheiro salgado da água e uma calma enganosa que contrasta completamente com o que se passa dentro de mim. Lívia e Summer estão no mar, a poucos metros dali. Pequenas diante da imensidão ao redor… mas, ainda assim, impossíveis de ignorar. Summer é bonita. Isso é inegável. Tanto ela quanto a irmã carregam aquele tipo de beleza que chama atenção sem esforço, o tipo que faz homens perderem a linha, a lógica… o bom senso. Mas nenhuma delas chega aos pés da minha mulher. Porra… Lívia é perfeita. Uma obra de arte viva. Uma daquelas que fariam até Afrodite repensar seu próprio título. A forma como os últimos raios de sol deslizam sobre a pele dela — escura, luminosa, quase indecente de tão hipnotizante — é um convite. Um convite perigoso. Proibido. Irresistível. Meu olhar percorre cada movimento dela na água, cada curva revelada e escondida pelo balanço suave do mar, e por um segundo — só um — eu quase cedo ao impulso. Porque tudo em mim quer atravessar essa distância ridícula, puxá-la contra mim, sentir cada reação, cada respiração presa… quer levá-la até minha cama e explorar, sem pressa, tudo aquilo que ela finge não querer me dar. E, mais do que isso… quer dar a ela exatamente o que ela merece. Tudo. Eu daria o mundo se essa mulher me pedisse. Entregaria meu império sem hesitar, colocaria meu coração em uma bandeja de ouro como um maldito devoto… e ainda assim acharia pouco. E essa é a parte mais absurda de tudo. Porque eu não faço ideia de quando essa merda começou. Não era pra acontecer. Não deveria acontecer. Ela é minha secretária. A mulher que me desafia todos os dias sem o menor receio, que bate de frente comigo como se não tivesse nada a perder. A mesma que discorda dos meus métodos, que questiona minhas decisões, que me encara com aquela expressão fechada sempre que acha que eu passei dos limites. E, na maioria das vezes… eu passei. Lívia fica brava. Cruza os braços, fecha a cara e passa o resto do dia me ignorando como se eu não existisse. Mas, diferente dela… eu não consigo ignorá-la. Porque, p***a… como é que se ignora aquilo? Como é que eu finjo normalidade enquanto ela atravessa a empresa com aquelas saias justas, desenhando cada curva daquele corpo como uma provocação silenciosa? Como se não soubesse exatamente o efeito que causa. É um atentado direto à minha sanidade. E eu não sou santo. Nunca fui. Já fiquei com funcionárias antes — não vou fingir que não. Elas deram brecha, eu correspondi, e pronto. A empresa é grande… essas coisas acontecem. Sem apego. Sem complicação. Ou, pelo menos… era assim que funcionava. Porque de todas as mulheres que passaram pela minha vida, a única que eu realmente quis… Nunca me quis. Hilário. E um pouco patético também. Porque se ela quisesse… se ao menos uma vez Lívia me olhasse com a mesma fome que eu olho pra ela todos os dias… não existiria limite. Eu daria o mundo. E, se fosse preciso, queimaria ele inteiro só pra mantê-la ao meu lado. Mas eu não sou homem de desistir fácil. Paciência é uma virtude. E eu sei esperar. Ela vai vir até mim. De um jeito ou de outro. Porque, por mais que negue, por mais que lute contra… o corpo dela já entregou a verdade que a boca insiste em esconder. Horas atrás foi prova suficiente. Ela me deseja. Tanto quanto eu desejo ela. Levo o charuto aos lábios mais uma vez, puxando a fumaça devagar, prendendo o ar nos pulmões antes de soltá-lo lentamente, como se isso fosse capaz de conter qualquer coisa dentro de mim. Meus olhos encontram Lívia outra vez. Flutuando na água, perfeita… intocável. Um perigo. Um vício. Minha possível ruína. E, ainda assim… inevitavelmente minha. 》☆☆☆☆《 Os últimos raios de sol desaparecem no horizonte, dando lugar à escuridão que toma o céu aos poucos, como um manto silencioso que envolve tudo ao redor. O mar perde o brilho dourado e se torna profundo, quase hipnotizante, refletindo apenas fragmentos tímidos de luz. Lívia e Summer já haviam entrado há algum tempo, e Summer tratou de desaparecer pelo iate com a desculpa de tirar o sal do corpo, mas aquilo cheirava mais a fuga do que qualquer outra coisa. Permaneço no mesmo lugar, apoiado na grade de proteção, os olhos fixos na imensidão escura à minha frente, tentando manter o controle que já venho perdendo há horas. O silêncio ao meu redor é interrompido apenas pelo som do mar e pelo vento, até que eu sinto. Não ouço passos, não vejo movimento de imediato… mas sinto a presença antes mesmo de qualquer reação. Antes que eu possa sequer girar o corpo, Lívia se infiltra no pequeno espaço entre a barra de proteção e o meu peito. Ela está perto demais, o cheiro de pele salgada e protetor solar floral agredindo meus sentidos de uma forma que me faz tencionar cada músculo. ​— Achei que iria nadar conosco, Mason — a voz dela ecoa, carregada de uma suavidade perigosa. Seus olhos cor de whisky me encaram com uma intensidade predatória que eu ainda não consigo decifrar totalmente. — A água estava uma delícia... ​Ela sussurra a última palavra, deixando o ar escapar entre os lábios, enquanto sua mão pousa sobre o meu peito nu. Sinto o calor da palma dela exatamente em cima do meu coração, que decide trair minha pose de indiferença e dispara um galope frenético. E porra... ela sorri. Um sorriso lento, vitorioso, ao notar que me desestabilizou apenas com a sua gravidade. ​— Preferi apreciar a vista... estava bem mais interessante daqui de cima — respondo, minha voz saindo mais rouca do que o planejado. Meus olhos desviam, descaradamente, para os lábios úmidos dela e descem para o vale profundo entre seus s***s, onde gotas de água do mar ainda brilham contra a pele bronzeada. ​A mão que estava no meu peito começa a descer. Ela escorrega pelo meu abdômen, mapeando cada gomo da musculatura com uma lentidão calculada, provocativa. Ela não está apenas me tocando; ela está testando o metal de que sou feito. E merda, eu sei que ela quer me ver quebrar. ​— Observador... — ela diz, o tom tão baixo que quase se confunde com o sussurro do vento. — Isso é interessante, sabia? Você gosta de observar... eu também gosto. Principalmente quando pretendo testar todos os limites de alguém. Especialmente os seus. ​— Lívia... o que você pensa que... ​Ela me corta no ato. Sua mão sobe rápida, pousando o dedo indicador sobre meus lábios em um sinal autoritário para que eu me cale. O toque é firme, quase um castigo. ​— Você vai calar a boca agora, Mason, e me deixar retribuir exatamente o que você fez comigo hoje à tarde — ela ordena. Há uma autoridade contida em sua voz, uma promessa de retaliação que faz meu corpo inteiro arrepiar em antecipação. ​Ela desce a mão novamente, mas desta vez não para no abdômen. Seus dedos deslizam para a borda da minha bermuda de banho, traçando o contorno do meu pênis por cima do tecido sintético. Eu travo a mandíbula, contendo um gemido que ameaça rasgar minha garganta quando sinto a pressão certeira dos dedos dela. ​— Você não pode levar alguém ao limite e deixá-la pendurada no abismo da forma que fez mais cedo, Mason — ela continua, a voz agora rouca, saturada de uma luxúria que me atinge como uma porrada. — Você tem ideia de que eu tive que me tocar sozinha no seu banheiro? Que tive que gemer o seu nome contra a palma da minha mão só para aliviar o incêndio que você deixou no meu corpo? ​Sua mão desliza por todo o comprimento do meu m****o, ainda sobre o tecido, mas apertando a circunferência com uma precisão técnica que me faz perder o fôlego. Eu me sinto um refém contra a lateral do iate, cercado pelo mar e pela mulher que jurei não desejar. ​— Isso não se faz, Mason... — ela murmura com uma voz manhosa, quase infantil se não fosse pelo brilho devasso em seus olhos. — Agora é a minha vez de ver até onde você aguenta sem implorar. ​E então, sem qualquer aviso, ela enfia a mão para dentro da minha bermuda. O contato da pele fria dela contra a minha carne fervendo me faz soltar um suspiro ruidoso. Seus dedos se fecham ao redor da minha ereção, possessivos, e eu sinto que o controle que levei anos para construir está prestes a afundar neste oceano. Sinto o choque térmico da pele dela contra a minha carne em brasa, um contraste que faz meus pelos se arrepiarem e meu baixo ventre dar um solavanco violento. Lívia não tem pressa. Ela envolve meu pênis com a palma da mão, fechando os dedos com uma firmeza que me faz soltar um arfar entre dentes, as mãos agarrando a amurada do iate com tanta força que os nós dos meus dedos ficam brancos. — Olha para mim, Mason — ela ordena, a voz agora carregada de uma satisfação sombria. Eu obedeço, minha respiração já pesada, encontrando aqueles olhos cor de whisky que brilham com o reflexo da lua e uma malícia pura. Ela começa o movimento. É uma subida lenta, torturante, que parece durar uma eternidade. Sinto cada veia latejante do meu m****o sendo mapeada pela palma dela, o calor subindo da base até a cabeça, onde ela para, apenas pressionando o polegar contra a a******a úmida de pré-g**o. — p**a merda, Lívia... — o palavrão escapa como um rosnado baixo, uma confissão de que meu controle está por um fio. — Shh... eu disse para calar a boca — ela sussurra, aproximando o rosto do meu, o hálito com gosto de vinho e desejo roçando meus lábios. — Eu quero sentir cada tremor seu. Quero ver o grande Mason Miller perder a p***a da postura no meio do oceano. Ela desce a mão com a mesma lentidão exasperante, o punho fechado massageando a haste enquanto seus dedos, habilidosos e cruéis, exploram a sensibilidade da base e dos meus testículos. Eu travo a mandíbula, tentando manter a coluna ereta, mas meus quadris traem minha vontade, impulsionando-se minimamente contra a mão dela em busca de um ritmo que ela se recusa a dar. Lívia intensifica a pressão, mas mantém a velocidade mínima. Ela usa a outra mão para puxar minha nuca, forçando-me a inclinar a cabeça para sentir seus lábios roçando meu pescoço, mordiscando a pele exatamente onde minha pulsação está frenética. — Você está tão duro, Mason... latejando na minha mão — ela murmura contra minha pele, e sinto o sorriso dela contra meu pescoço. — Diz para mim... é bom se sentir no limite e não poder se aliviar? Com essa p***a de necessidade queimando o sangue? Por que foi dessa forma que você me deixou hoje a tarde Mason. — Você sabe que sim... caralho... — Minha voz falha, e eu fecho os olhos, entregando-me à sensação. Ela acelera por apenas três segundos, um movimento rápido e fluido que faz meu coração parar, para então parar abruptamente, mantendo a mão firme na metade do caminho. O vazio súbito é como uma queda livre. Eu abro os olhos, ofegante, encontrando o olhar desafiador dela. — Não. No meu tempo, Miller — ela diz, a autoridade brilhando em seu rosto. — Eu quero que você sinta cada gota de frustração que me causou. Quero que você implore para que eu não pare. Ela retoma o movimento, mas agora usa as unhas levemente na descida, arranhando a extensão do meu pênis antes de voltar a envolvê-lo com o calor úmido da mão. O atrito é insano. O som molhado da m*********o, o barulho das ondas batendo no casco e o cheiro de sexo e mar formam uma névoa que me impede de raciocinar. Estou quebrando. Sinto o suor brotar na minha testa apesar da brisa fria. Meus joelhos vacilam quando ela aperta a cabeça do meu m****o com o indicador e o polegar, girando-os lentamente. — Lívia, para com essa p***a de lentidão... c*****o! — eu rosno, a voz completamente destruída, perdendo a última gota de dignidade enquanto tento puxar o quadril dela para mais perto. Ela ri, um som baixo e viciante. — Ainda não, Mason. Eu ainda não ouvi você dizer que é meu. Do jeito que você me obrigou a admitir.
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