☆ Mason Miller ☆
O controle que eu tanto me orgulho de ostentar está afundando em algum lugar desse oceano escuro. Meus dedos se cravam no corrimão de metal do iate com tanta força que sinto o frio do aço queimar minhas palmas, mas nada queima mais do que a mão de Lívia.
Ela mantém a rédea curta, uma tortura milimétrica.
O movimento é lento, pesado, o punho fechado subindo pela minha haste com uma pressão que me faz ver flashes brancos sob as pálpebras. Quando ela chega ao topo, ela para por um segundo, girando o polegar sobre a a******a sensível, colhendo o pré-g**o e espalhando-o com uma calma sádica.
— Olha para mim, Mason... — ela sussurra, e sua voz é um comando que meu corpo obedece antes mesmo da minha mente.
Eu abro os olhos, ofegante, a visão turva pelo desejo. O rosto dela está a centímetros do meu, banhado pela luz prateada da lua, as pupilas tão dilatadas que o castanho sumiu. Ela sorri, aquele sorriso de quem sabe que tem a minha alma na palma da mão.
— p**a merda, Lívia... chega de brincar... — Minha voz sai como um rosnado estraçalhado, as palavras morrendo entre dentes cerrados.
— Eu disse para ficar quieto, Miller — ela rebate, a voz baixa e carregada de uma autoridade que me faz vibrar. — Eu ainda não terminei de cobrar minha dívida.
Ela retoma o ritmo, mas agora é diferente. Ela começa a acelerar de forma intermitente, dando-me três ou quatro movimentos rápidos, firmes, que fazem meu sangue latejar furiosamente na ponta do m****o, para então frear bruscamente e voltar àquela lentidão excruciante.
O som úmido da pele dela contra a minha, lubrificada pelo meu próprio desejo, preenche o espaço entre nós. Eu perco o ritmo da respiração. Sinto o suor escorrer pelas minhas têmporas apesar da brisa gelada do mar. Meus quadris vacilam, buscando desesperadamente o atrito que ela me n**a a cada segundo.
— Isso... — ela murmura, observando minha agonia com um prazer evidente. — Gosta de estar desse jeito? Sem saber se eu vou te levar ao fim ou se vou te deixar sangrando de vontade?
Estou no limite.
Meus músculos abdominais estão rígidos como pedra, e sinto aquela pressão insuportável começar a subir pela espinha, o sinal claro de que a barragem está prestes a romper. Meus olhos se reviram por um instante enquanto ela aperta a circunferência com força, subindo o punho de forma firme e rítmica.
— Lívia... caralho... eu vou... — Minha voz falha totalmente. O prazer é uma nota aguda e constante, me cegando. Eu fecho os olhos, os dedos se cravando ainda mais no metal, o corpo inteiro retesado para o impacto do clímax.
Estou a um milímetro.
O ápice está ali, batendo na porta, o sangue pulsando violentamente na palma da mão dela.
E então... o vazio.
O calor da mão dela desaparece. O atrito cessa abruptamente.
Abro os olhos bruscamente, o peito subindo e descendo em espasmos desesperados, esperando que ela volte, que termine o que começou. Mas Lívia já deu dois passos para trás.
Ela me encara, ajeitando a alça do vestido com uma calma que me dá náuseas, limpando a mão de forma lenta e deliberada no próprio tecido, como se estivesse apenas removendo uma mancha incômoda.
— Acho que por hoje é o suficiente, Mason — ela diz, o tom de voz agora frio, desprovido de qualquer luxúria, apenas carregado de uma vitória cortante. — Agora você sabe exatamente como foi a minha tarde.
— Lívia, não se atreva... — Eu tento
avançar, mas minhas pernas estão trêmulas demais, meu corpo ainda latejando, em choque pela interrupção súbita.
— Boa noite, Miller — ela lança por cima do ombro, dando as costas para mim sem olhar uma única vez para trás.
Eu fico ali, parado no convés, o pênis latejando de forma dolorosa, o sangue fervendo nas veias e a frustração subindo pela minha garganta como veneno. O barulho das ondas parece rir da minha cara. Eu soco o corrimão com força, soltando um palavrão que se perde no vento.
— Filha da puta... — rosno para a escuridão, sentindo a irritação e o desejo não consumido me transformarem em um animal enjaulado.
Ela me deixou no inferno. E a pior parte é que eu sei que vou voltar implorando por mais.
》☆☆☆☆《
☆ Livia Carter ☆
Semanas depois.
Maldita hora em que baixei a guarda e deixei que Mason atravessasse limites que, até então, na minha mente, estavam muito bem definidos. Eu não deveria ter permitido o corpo dele colado ao meu, não deveria ter cedido àquela proximidade perigosa, muito menos desejar — de novo — as mãos dele entre as minhas pernas. E, definitivamente, não deveria me pegar, em momentos de fraqueza, me tocando enquanto penso no meu chefe.
No controle absurdo que ele exerce, na forma como cada movimento dele parece calculado… ou pior, na maneira como aqueles olhos azuis me encaravam, carregados de fome e desejo, enquanto eu mesma o levava ao limite naquele maldito iate.
E talvez esse seja o problema.
Talvez seja exatamente aí que mora a graça distorcida de tudo isso.
Porque não adianta chorar pelo leite derramado. Aquilo aconteceu, foi um momento… um erro, se eu quiser ser mais honesta comigo mesma. Algo que deveria ter ficado no passado, enterrado, esquecido.
Mas, p***a… por que diabos aquele infeliz não sai da minha mente?
Na verdade, eu sei.
Ou pelo menos gosto de fingir que sei. Faz tempo que não fico com ninguém, faz tempo que não deixo ninguém chegar perto o suficiente, então é fácil culpar a carência, a falta de contato, a necessidade básica de qualquer ser humano. É mais confortável assim.
Mas mesmo com essa explicação conveniente… não muda o fato de que a imagem dele continua aqui.
Viva demais.
Presente demais.
Eu preciso sair. Beber. Fazer qualquer coisa que distraia minha mente, qualquer coisa que apague — nem que seja por algumas horas — a lembrança dos olhos azuis de Mason me encarando daquele jeito… como se soubesse exatamente até onde podia me levar.
Muita coisa aconteceu nessas últimas semanas. O rompimento do relacionamento entre Samantha e Mason tomou conta de tudo, principalmente depois do anúncio do noivado. A mídia praticamente entrou em combustão, cheia de especulações, teorias e narrativas que mudavam a cada dia.
Mas antes de tudo explodir lá fora… Samantha veio até mim.
E isso, por si só, já foi estranho o suficiente.
A forma como os olhos dela brilhavam — não de tristeza, não de frustração, mas de uma excitação quase m*l disfarçada — foi o primeiro sinal de que tinha algo errado ali. Algo que não se encaixava na imagem de término que todos estavam prestes a comprar.
E tinha mesmo.
Ela me contou tudo.
Sobre o relacionamento falso, sobre o acordo, sobre o motivo de ter aceitado aquilo… e, em meio a tudo isso, pediu desculpas. Disse que não sabia. Não sabia que a mulher que Mason realmente queria era eu.
Aquilo deveria ter mexido mais comigo.
Talvez até tenha.
Mas não da forma que qualquer pessoa esperaria.
Samantha foi honesta ao dizer que aceitou o acordo porque aquilo beneficiava a carreira dela, porque estar ao lado de alguém como Mason abria portas, criava oportunidades… e, sendo bem sincera, eu entendo.
Em certo ponto, quem não aceitaria um empurrão desses?
Mas aí entra o detalhe importante.
Eu disse alguém.
Não disse meu chefe.
São coisas completamente diferentes.
E essa diferença… é exatamente o que me mantém no lugar.
Resumindo, o caos tomou conta da mídia nos últimos dias. Especulações surgiram de todos os lados, com destaque especial para a teoria de que Mason tinha outra pessoa. Também levantaram a possibilidade de tudo não passar de uma jogada de marketing, o que, honestamente, não chega nem perto de ser absurdo dentro daquele mundo.
Especulações para quem vê de fora.
Porque, para quem está dentro… não tem nada de novo acontecendo.
De qualquer forma, cada um com seus problemas.
E eu já tenho os meus.
Mais do que suficientes, diga-se de passagem.
Respiro fundo, estendo os braços à frente do corpo e depois os levo acima da cabeça, alongando cada músculo como se pudesse expulsar, junto com a tensão, tudo que insiste em ficar preso dentro de mim. Inclino o pescoço devagar de um lado para o outro, tentando aliviar o peso acumulado nos ombros.
À minha frente, a tela do computador continua acesa, exibindo a agenda de Mason.
Agenda essa que eu deveria ter organizado há pelo menos duas horas.
Mas não fiz.
E o motivo é simples.
Ele ainda não apareceu.
E, sinceramente? Eu não estou reclamando.
Na ausência dele, consegui adiantar boa parte de um relatório que preciso entregar ao financeiro ainda hoje. Um relatório que, ironicamente, só pode ser finalizado depois da análise e assinatura dele… o que, no ritmo atual, não vai acontecer tão cedo.
E, por falar nele — de novo.
O que aconteceu naquele dia, tanto no meu apartamento quanto no iate, se tornou uma espécie de pano de fundo. Não é algo que domina meus dias, não completamente… mas também não é algo que desapareceu.
De vez em quando, aparece.
Em pensamentos.
Em lembranças.
Em sonhos.
Sonhos que eu definitivamente não deveria estar tendo com meu chefe.
Mas são só isso.
Sonhos.
E olhares.
Porque, vez ou outra, eu pego Mason me encarando. Sem disfarce, sem esforço, sem a menor tentativa de esconder o que passa pela cabeça dele. Ele me devora com os olhos como se eu fosse um prêmio, um desafio… ou pior, algo que ele já considera seu.
E eu ignoro.
Ignoro porque preciso.
Porque não pretendo repetir o que aconteceu, não importa o quanto meu corpo traia essa decisão em momentos de fraqueza. Minha mente ainda funciona, e ela é muito clara em um ponto:
Eu já tenho problemas demais.
E, sinceramente… não preciso transformar Mason Miller em mais um deles.