Afonso acordou com a cabeça pesada, se sentia incômodo, abriu os olhos se acostumando com a claridade, até perceber que não estava sozinho se assustou ao ver Bela deitada em seu peito só de calcinha e sutiã.
Afonso: Não! Disse apavorado. Se levantou sem delicadeza alguma e acabou Belinda também acordando. Ela tinha um sorriso no rosto. - Bela, o que aconteceu aqui? Disse fechando os olhos, não poderia ter acontecido o que estava pensando.
Bela: Afonso...
Afonso: Bela, nós não transamos, né?
Bela: Você não se lembra? Disse agora sem o sorriso no rosto.
Afonso: Bela, para de brincadeira. Isso não tem graça. Eu sou noivo da tua irmã. p***a! Disse pondo as mãos na cabeça e fechou os olhos forçando a mente a se lembrar.
Bela: Eu sei que bebemos um pouco, mas não foi tanto para ter se esquecido do que aconteceu entre nós dois. Disse se aproximando dele e ele se afastou.
Afonso: Olha, Bela. A Alana pode estar morta, mas isso não muda o que eu sinto por ela. Isso não podia ter acontecido. Você é a irmã dela.
Bela: Ontem você não pensou nisso. Disse chateada.
Afonso: E muito menos você né. Afinal eu sou o ex da tua irmã e você parece não se importar com o que aconteceu. Falou nervoso.
Bela: Afonso, já aconteceu não há nada que possamos fazer.
Afonso: Como eu pude fazer isso. Disse inconformado.
Bela: Afonso, somos adultos. E aconteceu, bebemos sim e rolou um clima.
Afonso: Clima? Que clima p***a? Disse nervoso. - Eu não lembro de nada. Então vamos esquecer isso, ok?
Bela: Eu não posso, Afonso. Você foi de longe o melhor homem que eu tive. Disse e Afonso gemeu angustiado.
Afonso: Bela, vai embora. Me deixa sozinho por favor. O que aconteceu aqui não vai mudar nada o que continuo sentindo pela Alana.
Bela: Claro que não, você chamou por ela a noite toda. Resmungou para si.
Afonso: O que disse?
Bela: Nada. Eu vou embora e quando estiver mais calmo conversamos. Disse pegando suas roupas e começando a se vestir. Afonso não se deu ao trabalho de ficar foi direto para o banheiro e se trancou por lá.
Afonso: Isso não pode ter acontecido. Não posso ter feito isso. c****e, sempre a vi como uma irmã, nem t***o por ela tinha, como pude t*****r com ela? Disse entrando no box.
Só saiu quando sabia que era tempo suficiente para Bela ter ido embora. Se jogou na cama e se lembrou de Alana, das vezes que os dois tinham transado no mesmo sofá.
Afonso: Me perdoa, amor... Por favor, Alana... Disse se sentindo culpado. Ficou ali deitado, pensando quando foi que as coisas tinham mudado tanto? Pensou na reação de Bela, ela não parecia se importar pelo fato dele ser ainda apaixonado por outra e que essa outra era a irmã dela. Candice e Maria nunca poderiam saber do que tinha acontecido ou nunca mais iriam querer olhar na cara dele. Pior, como ele iria encarar as duas? Como ele olharia para Bela agora? Ele não se sentira m*l por a tratar daquela forma. Ele só sentia culpado, como se tivesse traído Alana.
Tentou voltar a dormir, fechou os olhos e tentou se lembrar o que tinha dado nele para t*****r com Bela. A mulher que sempre viu como uma amiga, uma irmã mais nova. Os flashes começaram a vir, ele e Bela se beijando, ela no colo dele, os dois sem roupas.
Afonso: Não...não fiz isso... Disse com lágrimas nos olhos. Ele só estava tonto e um pouco alegre, mas nada que o levasse a ficar bêbado, então como poderia ter deixado as coisas ficaram daquele jeito. Se lembrou de Bela em cima dele sem sutiã, as mãos dele no corpo. - O que você fez, Afonso! Disse socando o travesseiro.
Enquanto Afonso se torturava. Candice saía de casa bem cedo, não tinha nem tomado café. Precisava mais que nunca desmascarar Bela e descobrir onde estava Alana. Só que sua sorte não foi tão grande já saindo do prédio encontrou Bela chegando com um sorriso contagiante.
Candice: A noite foi boa? Perguntou com ironia.
Bela: Foi ótima. Pode perguntar ao Afonso. Disse venenosa e Candice paralisou.
Candice: Como assim ao Afonso?
Bela: É melhor perguntar a ele. Disse subindo feliz da vida por jogar na cara de Candice sua felicidade.
Candice: Que merda você fez Afonso! Queria ir direto ao apartamento dele, mas tinha um compromisso. Dulce estacionou o carro e buzinou chamando a atenção dela.
Dulce: Que cara é essa? Perguntou ao ver a amiga com uma expressão nada boa. Dulce pensou encontrar a amiga triste e até abalada, mas ela estava diferente.
Candice: Acho que seu primo fez uma merda.
Dulce: Como assim?
Candice: Eu encontrei a Bela toda feliz, ela não dormiu em casa.
Dulce: O que isso tem a ver com um dos meus primos?
Candice: Eu estava vindo te encontrar quando ela estava chegando. Eu fui irônica com ela, falando que a noite tinha sido boa e ela jogou na minha que era para perguntar ao Afonso.
Dulce: Que? Eu acho que não ouvi bem. O Afonso? O Fons que conhecemos e a Bela?
Candice: Eu não sei o que aconteceu, mas ela parece ter conseguido o que sempre quis.
Dulce: Não é possível, Candi. Ela deve estar querendo te provocar.
Candice: Eu espero. Não quero ter que encontrar minha irmã e dizer que enquanto ela esteve não sei onde o homem que ela ama trepou com a vagabunda da Bela.
Dulce: Vamos na funerária e depois vamos saber do Afonso essa história.
Candice: Vamos contar a ele. Quero que ele saiba quem é a Bela. A Alana pode não ficar com ele, mas a Bela também não fica ou eu não me chamo Candice Accola. Dulce achou melhor não falar nada. Deu partida no carro e seguiam em direção a funerária contratada para cuidar do funeral de Alana.
Quase trinta minutos depois Dulce estacionou no local.
Dulce: Pronta? Perguntou a amiga que estava quieta durante todo o tempo.
Candice: Sim. Vamos. Disse abrindo a porta do carro.
Candice entrou no local e olhou tudo e chegou até ver os modelos de caixões fechados. Até um atendente se aproximar.
- Bom dia! Disse cortês e Candice o encarou.
Candice: Bom dia! Eu poderia falar com o dono? Ou com quem gerência?
- Só um momento. Disse se afastando.
Dulce: O que você dizer?
Candice: Vou querer falar com quem arrumou o caixão.
Um senhor de quase sessenta anos se aproximou.
- Sou Otávio. Em que podemos te ajudar? Perguntou mesmo que a pergunta fosse um tanto tosca já que sempre que iam ali era por um momento difícil para familiares e amigos.
Candice: Prazer seu Otávio. Me chamo Candice. Foi de vocês contratado o serviço de funeral para minha irmã.
Otávio: Eu não me recordo muito da senhorita.
Candice: Podemos conversar a sós? Disse olhando os funcionários.
Otávio: Claro. Me acompanhe. Candice e Dulce o seguiram. - Aceitam uma água ou café? Perguntou gentil. Dulce negou.
Candice: Não, obrigada.
Otávio: Pois bem. Temos sim os registros dos serviços, mas não entendo o motivo da procura.
Candice: Eu preciso falar com quem arrumou o caixão da minha irmã. Ele a encarou sério.
Otávio: Não podemos fazer isso, senhorita.
Candice: Senhor Otávio, é muito sério. Não estaria aqui depois de meses se não fosse realmente algo grave. Disse já se alterando. O desespero já queria tomar conta.
Dulce: Senhor Otávio, há possibilidade de terem trocado os corpos. Só precisamos da confirmação se era realmente a Alana Puente, os laudos médicos não batem com o que foi informado.
Otávio: Senhorita, se isso for verdade. É um crime.
Candice: Sim, é por isso que precisamos saber. Senhor, é a minha irmã que pode estar viva em algum lugar, a minha mãe acha que ela está morta, a família toda ainda não conseguiu superar essa perda e se temos essa dúvida precisamos saber. A minha irmã pode estar por aí, em qualquer lugar, sozinha, precisando de ajuda. E outra família preocupada com essa pessoa que supostamente está nesse Caixão que pensamos ser a minha irmã. Disse chorando.
Otávio: Tudo bem. Tome. Disse estendendo um lenço.
Candice: Obrigada. Dulce tentava confortar a amiga, mas ela mesma também já chorava.
Otávio: Eu vou ver nos arquivos quem foi que arrumou e vestiu sua irmã. Disse já digitando no computador procurando pelo arquivo onde estaria o nome. - Achei. Alana Puente , jovem, de pouco mais de vinte anos. Quem nos procurou e assinou tudo e pagou pelos serviços foi Bela Puente, irmã da falecida. Certo? Disse conferindo os dados e Dulce assentiu. Ele pegou o telefone - Jair, chame para mim a Rosa, diga que preciso dela na minha sala. - Rosa, foi a senhora que trocou as roupas da sua irmã.
Dulce: E se ela não se lembrar? Tinha medo da senhora nem quer lembrar mais.
Candice: Ela tem que se lembrar. Ouviram alguém bater na porta.
Otávio: Pode entrar. Rosa entrou na sala do chefe.
Rosa: Pediu que me chamasse? Candice e Dulce olharam para a senhora com esperança.
Otávio: Precisamos que você faça uma espécie de reconhecimento.
Rosa: Como assim?
Candice: Alana era o nome da minha irmã e segundo o que consta aqui foi a senhora quem a arrumou.
Dulce: Pode não ser a Alana, pode ser outra moça, que foi enterrada no lugar dela. Rosa arregalou os olhos em surpresa. Por isso precisamos da sua ajuda para saber se realmente é ela ou outra pessoa.
Rosa: Valha-me Deus! Disse totalmente sem palavras.
Otávio: Rosa, conte o que você fez exatamente naquele dia. Aqui consta que foi você em arrumou a moça há alguns meses atrás. Um dia após aquele assalto no banco que deixou pessoas feridas e algumas falecidas.
Rosa: Eu sei quem é a moça em questão. Foi o último corpo que ajudei a preparar. No dia, só estava eu e o Jair aqui.
Candice: Era essa. Disse entrando a foto de Alana. - Era ela? Aguardou a resposta dela aflita.
Rosa: Não, moça. Não era ela. Eu saberia se fosse é uma moça muito bonita. Candice caiu no choro assim como Dulce. Otávio e Rosa se penalizaram, era nítido o quanto as duas estava sofrendo.
Dulce: Tem certeza disso?
Rosa: Tenho sim. Eu só arrumei a jovem que chegou aqui e depois dela só arrumei mais dois homens. Eu saberia. A jovem que chegou aqui, tinha os cabelos pretos e curtos. Era bonita também, mas não era essa moça.
Candice: Não é a Alana! Não é, Dul. Não é a minha irmã. Disse aos prantos.
Otávio: Traga um copo de água para moça. Pediu vendo o estado de Candice. - Se acalme, senhorita. Respire fundo. Disse tentando acalmar Candice.
Dulce: E agora o que faremos?
Candice: Agora que vamos contar ao Afonso, mas antes precisamos ir ao hospital. Preciso saber quem mais esteve lá no mesmo dia que a Alana.
Dulce: Se o senhor fosse intimado para ser nossa testemunha, o senhor iria? Perguntou ao dono.
Otávio: Se isso for ajudar vocês, sim. Dulce sorriu. - Eu e minha equipe vamos ajudar vocês. Lidamos com o sofrimento de muitas famílias aqui, sabemos o quão difícil é esse momento e se teve um responsável por essa dor que estão passando ajudaremos vocês a fazer justiça. Candice o abraçou e o pegando de surpresa.