Afonso chegou do restaurante cansado, mais emocionalmente do que fisicamente. Tudo o que queria era tomar um banho e deitar. Por isso terminou de se despir e logo entrou no banho. Fechou os olhos deixando a água quente cair sobre ele. Pensou em como sua vida tinha se tornado uma bagunça nós últimos meses. Quando saiu do banho, vestiu uma bermuda moletom e uma camiseta, abriu uma garrafa de vinha e ligou a TV. Ficou procurando algo nos canais que fosse de seu interesse até que estou a campainha. Mais ainda o porteiro não te avisado, só poderia ser algo da família dele ou um amigo para subir direto.
Se surpreendeu ao ver Bela, mais ainda com a caixa de pizza que ela segurava.
Afonso: Bel? O que faz aqui? Disse dando passagem para entrar.
Bela: Vim saber como você está. Se anda se alimentando direito e me desculpar mais uma vez por ter te colocado em uma situação constrangedora com uma cliente.
Afonso: Que isso, Bel! Por mim já está tudo resolvido. Eu já entendi seu lado. Só não quero que aconteça novamente.
Bela: Prometo não fazer novamente. Como um pedido de desculpas, trouxe pizza. E o sabor favorito.
Afonso: Só você mesmo. E deu sorte ainda não jantei. Senta aí. Disse apontando o sofá. Ela colocou a pizza na mesa de centro enquanto Alfonso trazia maionese e Katchup. Colocou a outra tava de vinho e a serviu.
Bela: Obrigada. Disse pegando a taça.
Afonso: Em um dia como esses deveria estar com alguém especial, Bel. A Alana vivia dizendo para namorar alguém e ela tinha razão.
Bela: Estou com alguém especial.
Afonso: Comigo não conta né. Brincou. - Eu digo um ficante, um namorado. Nunca te vi com ninguém.
Bela: Só não encontrei alguém que valesse pena.
Afonso: Já se apaixonou, Bel? Perguntou curioso.
Bela: Já, mas ele nunca me deu uma chance. Disse direta.
Afonso: Sério? Quem é esse cara? Nunca falou nada com a gente. Queria saber quem é o cara que conquistou seu coração. Fala aí.
Bela: No dia certo eu conto. Riu.
Afonso: Sério que vai ficar de segredo comigo? Pensei que fossemos amigos.
Bela: Mas somos....
Afonso: Mas está me escondendo as coisas. Brincou. - Eu preciso saber quem é esse cara para falar com ele que se machucar minha irmã vai se ver comigo. Bela forçou um sorriso.
Bela: Não se preocupe com isso. Tudo tem o momento certo.
Afonso: Nisso você tem razão.
Enquanto a conversava fluía entre Bela e Afonso. Candice entrou em casa escondendo o choro. Deu graças a deus ao perceber que os pais não estavam em casa. Foi para o quarto de Bela.
Candice: Eu preciso achar.... Disse começando a mexer nas coisas dela. Procurou nas gavetas. Embaixo da cama. Revirou o guarda roupa. - Onde você enfiou isso, Bela? Disse pensando. As caixas dentro do guarda roupa foram reviradas e nada. Até encontrar uma em especial. Ela se lembrava de ver aquela caixa no quarto da Alana. Eram fotos, muitas fotos do Afonso. Dele dormindo com Alana, dele almoçando, dele trabalhando. - Meu Deus, o que é isso? Disse pondo a mão na boca. Fotos da época do colégio. Dele sozinho ou com amigo. Fotos do Afonso em família, festa, Natais. Fotos dele e Alana, onde a maioria estava recortada sem Alana Candice soltou a caixa assustada. - Ela está obcecada por ele. Candice saiu do quarto enjoada. Pegou o celular. Pra quem ela ligaria? Ligou para Dulce, mas não atendeu. Não poderia mostrar aquilo os pais. Como iria? Voltou para o quarto e começou a revirar tudo. Até se separar com um fundo falso em uma das gavetas.
Candice: Filha da p**a. Peguei você! Disse tirando o envelope. O relatório médico. Certidão de óbito. Laudo. Todos os registros do hospital. Além dos gastos e documentos da funerária. - Agora eu acabo com você sua desgraçada.
Mas enquanto Candice estava mais perto de descobrir o que Bela tanto escondia. Bela finalmente conseguia estar mais próxima de Afonso. Entre recordações, conversas e risos. Já estavam na terceira garrafa de vinho.
Afonso: Acho que exageramos... Disse já tonto pela bebida.
Bela: Vamos esquecer tudo. Só hoje. Disse se aproximando.
Afonso: Não consigo...esquecer sua irmã...
Bela: Precisa seguir em frente...quero te ajudar...
Afonso: O que você tá fazendo? Disse ao sentir Bela perto demais.
Bela: Xiiii... Disse pondo o dedo nos lábios dele.
Afonso: Não...Ela deu um selinho nele.
Bela: Esquece tudo... Disse indo para o colo dele o beijando. Afonso apesar de tonto pela bebida, tentou empurra-la. - Só sente... Disse beijando o pescoço dele. - A quanto tempo não tem uma mulher? Humm... Disse descendo os beijos pelo peito dele. Ela tirou a camisa dele. Quando Bela percebeu que ele não tinha impedido nada, ela voltou a beija-lo dessa vez ele a correspondeu. Sentiu as mãos dele por suas coxas. Ela jogou a cabeça para trás e deixou que ele beijasse seu pescoço.
Afonso: Alana... Chamou pela noiva...
Bela o deitou no sofá tirando sua bermuda, o deixando só de cueca. Em seguida tirou sua blusa fica semi nua em cima dele. Levou as mãos dele em seu seio. Voltou a beija-lo. Tinha esperando tanto por aquilo que não se incomodaria dele chamar por Alana.
Bela: Eu sou sua. Sempre quis ser sua. Eu te amo. Se declarou voltando a beija-lo.
Talvez fosse um pouco tarde para Candice descobrir que durante todo aquele tempo Bela esteve escondendo que a pessoa enterrada não fora Alana. Por que finalmente, Bela estava onde desejou estar durante anos. Nós braços do Afonso. E mesmo que Alana voltasse para casa, depois daquela noite nada voltaria ser como antes.
Candice: Eu vou acabar com você, sua v***a desgraçada. Disse pegando o envelope. Começou a colocar tudo de volta no lugar. Até seu celular tocar. Era Dulce.
Dulce: Candi, não é ela. Não é a Alana.
Candice: Eu sei. Eu achei tudo. Amanhã vou até a funerária.
Dulce: Falei com o legista, ele confirmou que no dia do assalto, nenhum corpo era de uma moça grávida. Ela tá viva! Viva, Candi. Disse emocionada.
Candice: Alana...tá viva! Nossa Alana. Eu juro, Dul. Eu vou fazer a Bela pagar.
Dulce: Precisamos contar o Afonso.
Candice: Ainda não! Ele já sofreu muito seria um baque muito grande contar assim. Primeiro precisamos saber onde está Alana. Ela pode estar em qualquer hospital. Eu preciso saber o que aconteceu. Por que era para ela estar naquele carro.
Dulce: Eu vou com você na funerária. Posso contar ao Hugo? Afinal a May é sócia da Alana também.
Candice: Não, Dul. Por enquanto não. Até encontrarmos a Alana. Dulce concordou, apesar de achar que todos deveriam saber logo e saberem de verdade quem é a Bela. Mas Candice queria vingança.