Dizer que não estava nervoso, seria mentira. Afonso já não sentia seu corpo, era ansiedade, com medo, nervosismo, alegria. Eram muitos sentimentos misturados, mas nada se comparava quando Nina abriu a porta do quarto e lá estava ela. Sentada com uma revista nas mãos. Com o barulho da porta se abrindo Alana olhou na direção e viu Nina entrar, sorriu, mas assim que viu Afonso entrar em seguida, sua vista embaçou. Ele parecia que ia perder as forças, e nem soube como conseguiu chegar até ela, abraçou como se sua vida dependesse disso, e chorou.
Afonso: Alana.... Ele caminhou em direção a cama, não acreditando no que estava vendo.
Alana: Afonso... Ele a abraçou e só assim pode ter certeza que era ela. A estava tocando, não era coisa da sua cabeça.
Afonso: Meu amor... é você. Disse apertando ainda mais. - Eu...eu...senti tanto a sua falta.
Alana: Sou eu, amor. Disse em um misto de choro e sorriso. Ele a soltou e segurou o rosto dela.
Afonso: Meu amor...Disse sorrindo e chorando ao mesmo tempo. Ela sorriu e como ele sentiu falta daquele sorriso.
Alana: Afonso... eu queria tanto te ver. Dizer que estou bem.
Afonso: Eu nem sei o que dizer, você está aqui. Eu senti tanta a sua falta, eu fiquei tão perdido sem você. Disse a abraçando forte e deixando as lágrimas rolagem livremente por seu rosto.
Durante um tempo se ouvia o choro de ambos, era um misto de sensações. Ele ainda não parecia acredirar que era ela ali nos seus braços, não queria soltá-la. Se fosse um sonho ele não queria acordar.
Alana: Eu perdi o nosso bebê. Disse sentida.
Afonso: Shiiii! Não diz nada. Disse colocando os dedos nos lábios dela. - Vamos poder ter outros filhos. Sei que nenhum vai substituir o que perdermos, mas vamos ter outros. Eu recuperei você e é tudo para mim. Ela sorriu.
Alana: Eu te amo tanto. Ele selou os lábios dele com os dela, inciando um beijo. Ela passou seus braços no pescoço dele, enquanto Afonso a puxava mais para si.
Afonso: Eu senti sua falta. Meu Deus, como eu senti. Disse finalizando o beijo com um selinho.
Alana: Nunca mais vamos nos separar. Me prometa isso.
Afonso: Eu prometo, amor. Eu te amo. Disse a abraçando.
Alana: Eu não quero nem pensar nesses meses em que pensou que estava morta.
Afonso: Não vamos pensar. Não vamos pensar em nada agora. Só me beija. Pediu. Ela sorriu antes de iniciarem um beijo mais urgente que o anterior.
Já do lado de fora daquele quarto.
Candice queria dá privacidade aos dois para esse reencontro, sabia que ambos precisavam disso e por mais que quisesse passar mais tempo com a irmã, ela entendia que Alana precisava estar com o homem que amava. Quando Dulce entrou no hospital viu a amiga sentada na recepção.
Dulce: O que foi? Por que não entrou?
Candice: Achei melhor deixar os dois sozinhos.
Dulce: Você tem razão. Eles precisam desse momento.
Candice: Sim, o que me preocupa agora é essa história da Bela e do Afonso.
Dulce: Antes de irmos precisamos pedir que ele faça o exame de sangue.
Candice: Não vou esquecer. Preciso conversar com a médica dela. Saber até que ponto posso contar tudo a minha irmã.
Dulce: Eu não sei ainda é o ideal, ela acabou de acordar de um coma.
Candice: Eu sei, mas não podemos omitir isso por muito tempo. Depois que toda essa emoção passar, o Afonso vai cair de bicho em cima da Bela. Ele agora está com o foco todo na Alana, mas quando a ficha cair, o que acha que ele vai fazer? Aceita numa boa a mentira da outra? Claro que não. Sem contar que ainda tem os meus pais. Tem o Hugo, a Maya. Muita gente que precisa saber da verdade.
Dulce: Eu sei, Candi. Mas precisamos ir com calma. Principalmente com seus pais. Será um choque muito grande.
Candice: Eu penso nisso sempre.
Dulce: Olha... antes que pudesse continuar Nina se aproximou das duas.
Candice: Eles..
Nina: Está tudo bem. Só quis deixar os dois sozinhos, quando ele entrou ela nem notou minha presença mais. Sai quando os dois estavam aos beijos. Disse sorrindo. E tanto Candi quanto Dulce sorriram tamo. - Tinha que vê a felicidade dela.
Candice: Eu espero que esse pesadelo acabe. Mas ainda temos muitas coisas para acertar. E eu precisava mesmo conversar com você.
Nina: Claro.
Dulce: Antes, sabe de algum médico que poderia fazer um requerimento para exame de sangue? O. Afonso precisa de um, e é tipo urgente.
Nina: Primeiro seria o ideal ele passar por uma consulta e então o médico iria fazer o requerimento, caso fosse necessário.
Candice: É que a situação é um pouco mais complicada. Disse sem jeito.
Dulce: É que realmente precisamos que ele faça esse exame.
Nina: Olha, dependendo do que for, até posso fazer, mas eu preciso saber o motivo, por que como não é meu paciente, estaria arriscando meu emprego.
Candice: Então será que podemos conversar em outro lugar? É que a história é um pouco longa.
Nina: Tudo bem. Vamos até a cantina. É o tempo que o horário de visitas terminar e eu examinar os outros pacientes.
Candice: Está bem. Enquanto caminhavam as três conversavam animadamente até esbarrei com Paul.
Nina: Oi. Disse sorrindo.
Paul: Oi. Dia agitado. Disse enquanto tirava as luvas.
Nina: O meu nem tanto. Essas são. Ia apresentar quando Paul ergueu os olhos a viu.
Paul: Você! Disse sorrindo.
Candice: É sou eu. Disse sem graça. Dul riu baixo.
Nina: Se conhecem?
Paul: Nos trombamos outro dia. Nina sorriu entendendo.
Nina: Ah! Então ela que era a mulher linda que você disse. Candice corou.
Paul: Ela mesma. Disse olhando Candice.
Candice: Vocês estão me deixando sem graça.
Paul: Eu só disse a verdade.
Nina: Vamos tomar um café, quer vir com a gente?
Paul: Não vai dar. Acabei de deixar um paciente na emergência, preciso voltar a ambulância. Eu adoraria mesmo, porém vou ter que deixar para próxima.
Nina: Vou te cobrar. Aliás, Candice, foi ele quem resgatou sua irmã.
Paul: A irmã dela?
Nina: Lembra da minha paciente misteriosa? Paul assentiu. - É ela.
Candice: Sério? Nossa que mundo pequeno. Obrigada pelo que fez pela minha irmã.
Paul: Não me agradeça só fiz meu trabalho. E fico feliz pela sua irmã. Por ter acordado e estar bem. Preciso ir. Disse se despedindo delas.
Nina: Ele é um grande amigo meu. E é um gato. Se quiser te dou o número de telefone dele. Disse sorrindo maliciosa.
Candice: Meu Deus! Disse pondo as mãos no rosto.
Dulce: Então é melhor entregar logo, ela falou que também o achou um gato. E já faz um tempo que não sai com ninguém.
Nina: Então te passo o número dele.
Dulce: Se ela não quiser eu quero. Disse e as três riram.