Capítulo 16 - O Reenconto (Part. II)

1150 Words
Dizer que não estava nervoso, seria mentira. Afonso já não sentia seu corpo, era ansiedade, com medo, nervosismo, alegria. Eram muitos sentimentos misturados, mas nada se comparava quando Nina abriu a porta do quarto e lá estava ela. Sentada com uma revista nas mãos. Com o barulho da porta se abrindo Alana olhou na direção e viu Nina entrar, sorriu, mas assim que viu Afonso entrar em seguida, sua vista embaçou. Ele parecia que ia perder as forças, e nem soube como conseguiu chegar até ela, abraçou como se sua vida dependesse disso, e chorou. Afonso: Alana.... Ele caminhou em direção a cama, não acreditando no que estava vendo. Alana: Afonso... Ele a abraçou e só assim pode ter certeza que era ela. A estava tocando, não era coisa da sua cabeça. Afonso: Meu amor... é você. Disse apertando ainda mais. - Eu...eu...senti tanto a sua falta. Alana: Sou eu, amor. Disse em um misto de choro e sorriso. Ele a soltou e segurou o rosto dela. Afonso: Meu amor...Disse sorrindo e chorando ao mesmo tempo. Ela sorriu e como ele sentiu falta daquele sorriso. Alana: Afonso... eu queria tanto te ver. Dizer que estou bem. Afonso: Eu nem sei o que dizer, você está aqui. Eu senti tanta a sua falta, eu fiquei tão perdido sem você. Disse a abraçando forte e deixando as lágrimas rolagem livremente por seu rosto. Durante um tempo se ouvia o choro de ambos, era um misto de sensações. Ele ainda não parecia acredirar que era ela ali nos seus braços, não queria soltá-la. Se fosse um sonho ele não queria acordar. Alana: Eu perdi o nosso bebê. Disse sentida. Afonso: Shiiii! Não diz nada. Disse colocando os dedos nos lábios dela. - Vamos poder ter outros filhos. Sei que nenhum vai substituir o que perdermos, mas vamos ter outros. Eu recuperei você e é tudo para mim. Ela sorriu. Alana: Eu te amo tanto. Ele selou os lábios dele com os dela, inciando um beijo. Ela passou seus braços no pescoço dele, enquanto Afonso a puxava mais para si. Afonso: Eu senti sua falta. Meu Deus, como eu senti. Disse finalizando o beijo com um selinho. Alana: Nunca mais vamos nos separar. Me prometa isso. Afonso: Eu prometo, amor. Eu te amo. Disse a abraçando. Alana: Eu não quero nem pensar nesses meses em que pensou que estava morta. Afonso: Não vamos pensar. Não vamos pensar em nada agora. Só me beija. Pediu. Ela sorriu antes de iniciarem um beijo mais urgente que o anterior. Já do lado de fora daquele quarto. Candice queria dá privacidade aos dois para esse reencontro, sabia que ambos precisavam disso e por mais que quisesse passar mais tempo com a irmã, ela entendia que Alana precisava estar com o homem que amava. Quando Dulce entrou no hospital viu a amiga sentada na recepção. Dulce: O que foi? Por que não entrou? Candice: Achei melhor deixar os dois sozinhos. Dulce: Você tem razão. Eles precisam desse momento. Candice: Sim, o que me preocupa agora é essa história da Bela e do Afonso. Dulce: Antes de irmos precisamos pedir que ele faça o exame de sangue. Candice: Não vou esquecer. Preciso conversar com a médica dela. Saber até que ponto posso contar tudo a minha irmã. Dulce: Eu não sei ainda é o ideal, ela acabou de acordar de um coma. Candice: Eu sei, mas não podemos omitir isso por muito tempo. Depois que toda essa emoção passar, o Afonso vai cair de bicho em cima da Bela. Ele agora está com o foco todo na Alana, mas quando a ficha cair, o que acha que ele vai fazer? Aceita numa boa a mentira da outra? Claro que não. Sem contar que ainda tem os meus pais. Tem o Hugo, a Maya. Muita gente que precisa saber da verdade. Dulce: Eu sei, Candi. Mas precisamos ir com calma. Principalmente com seus pais. Será um choque muito grande. Candice: Eu penso nisso sempre. Dulce: Olha... antes que pudesse continuar Nina se aproximou das duas. Candice: Eles.. Nina: Está tudo bem. Só quis deixar os dois sozinhos, quando ele entrou ela nem notou minha presença mais. Sai quando os dois estavam aos beijos. Disse sorrindo. E tanto Candi quanto Dulce sorriram tamo. - Tinha que vê a felicidade dela. Candice: Eu espero que esse pesadelo acabe. Mas ainda temos muitas coisas para acertar. E eu precisava mesmo conversar com você. Nina: Claro. Dulce: Antes, sabe de algum médico que poderia fazer um requerimento para exame de sangue? O. Afonso precisa de um, e é tipo urgente. Nina: Primeiro seria o ideal ele passar por uma consulta e então o médico iria fazer o requerimento, caso fosse necessário. Candice: É que a situação é um pouco mais complicada. Disse sem jeito. Dulce: É que realmente precisamos que ele faça esse exame. Nina: Olha, dependendo do que for, até posso fazer, mas eu preciso saber o motivo, por que como não é meu paciente, estaria arriscando meu emprego. Candice: Então será que podemos conversar em outro lugar? É que a história é um pouco longa. Nina: Tudo bem. Vamos até a cantina. É o tempo que o horário de visitas terminar e eu examinar os outros pacientes. Candice: Está bem. Enquanto caminhavam as três conversavam animadamente até esbarrei com Paul. Nina: Oi. Disse sorrindo. Paul: Oi. Dia agitado. Disse enquanto tirava as luvas. Nina: O meu nem tanto. Essas são. Ia apresentar quando Paul ergueu os olhos a viu. Paul: Você! Disse sorrindo. Candice: É sou eu. Disse sem graça. Dul riu baixo. Nina: Se conhecem? Paul: Nos trombamos outro dia. Nina sorriu entendendo. Nina: Ah! Então ela que era a mulher linda que você disse. Candice corou. Paul: Ela mesma. Disse olhando Candice. Candice: Vocês estão me deixando sem graça. Paul: Eu só disse a verdade. Nina: Vamos tomar um café, quer vir com a gente? Paul: Não vai dar. Acabei de deixar um paciente na emergência, preciso voltar a ambulância. Eu adoraria mesmo, porém vou ter que deixar para próxima. Nina: Vou te cobrar. Aliás, Candice, foi ele quem resgatou sua irmã. Paul: A irmã dela? Nina: Lembra da minha paciente misteriosa? Paul assentiu. - É ela. Candice: Sério? Nossa que mundo pequeno. Obrigada pelo que fez pela minha irmã. Paul: Não me agradeça só fiz meu trabalho. E fico feliz pela sua irmã. Por ter acordado e estar bem. Preciso ir. Disse se despedindo delas. Nina: Ele é um grande amigo meu. E é um gato. Se quiser te dou o número de telefone dele. Disse sorrindo maliciosa. Candice: Meu Deus! Disse pondo as mãos no rosto. Dulce: Então é melhor entregar logo, ela falou que também o achou um gato. E já faz um tempo que não sai com ninguém. Nina: Então te passo o número dele. Dulce: Se ela não quiser eu quero. Disse e as três riram.
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