Fora Christian quem dirigiu até o banco, ele via que Afonso não tinha condições de fazer nada. Quando Hugo ficou sabendo também largou tudo no trabalho. A notícia chegou rápido. Maria se desesperou ao ficar sabendo, assim como Candice que começou a chorar. Apesar de sentir inveja da irmã, Bela não desejava que algum m*l acontecesse a ela. Mesmo desejando o noivo dela, ainda era sua irmã. Raul teve que impedir Maria de ir até o local. Candice providenciou um calmante e deu a madrasta.
Raul: Eu...eu...preciso ligar para o Afonso. Disse aflito.
Candice: Ele deve estar no restaurante, pai. Disse assim que o pai pegou o telefone para ligar para Afonso. Cerca de dez minutos tentando, o celular só chamava e Afonso não atendia.
Raul: Ele não atende.
Candice: Deixa-me logo para o restaurante. Raul assentiu se sentando no sofá e abraçando Bela.
Bela: Ela vai sair de lá bem, né? Disse sentindo a garganta arder, com vontade de chorar.
Raul: Sim, falei que vai. É só um susto, ela vai ficar bem. Bela assentiu mentalizando naquilo. Pela primeira vez começou a se sentir culpada por desejar Afonso durante todos aqueles anos. Se perdesse a irmã não se perdoaria por ter sido tão invejosa e não ter aproveitado mais a companhia e o amor de Alana.
Candice: Ele já sabe. Disse tirando os dois do transe.
Raul: Ele sabe? Candice assentiu.
Candice: O Chris viu no noticiário, parece que o Afonso até passou m*l. Saíram de lá às pressas. Chris está o levando até o local. Maria se levantou também.
Maria: Eu também vou. Quero estar lá quando minha filha for liberada. Disse decidida.
Raul: Maria...Tentou.
Maria: Não adianta, eu vou. Raul assentiu. Sabia que ela não mudaria de ideia. E eles foram.
Afonso saiu do carro às pressas, viu a aglomeração de pessoas e os policias fazendo uma barreira. Ele começou a empurrar as pessoas pedindo passagem. O rosto era desespero puro. Christian ainda teve que estacionar o carro, não podia parar no meio da rua e aí mesmo tempo precisava ir atrás do amigo. Assim que conseguiu uma vaga e fechava a porta do carro. Hugo o segurou.
Hugo: Cadê o meu irmão? Disse nervoso.
Chris chegou se assustar. Hugo tinha reconhecido o carro do irmão assim que chegou ao local.
Chris: Ele nem esperou estacionar, assim que o trânsito ficou parado ele saiu às pressas.
Hugo: p***a, Chris! Não sabia o ter deixado sair sozinho.
Chris: O que queria que eu fizesse?
Deixasse o carro no meio da rua e fosse atrás dele? Só que Ucker nem esperou Chris se explicar. Já seguia atrás do irmão. - Que ela fique bem, ou Afonso vai surtar. Disse a si mesmo. Hugo viu o irmão discutindo com um dos policiais.
Hugo: Merda!
Afonso: A minha mulher está lá dentro! Eu preciso entrar, eu preciso saber se ela está bem. Disse quase aos frutos.
Policial: Senhor, eu entendo o seu nervosismo. Mas não podemos deixar ninguém passar. O senhor pode colocar a vida da sua esposa e a sua em risco.
Afonso: Que se f**a a minha vida! Eu só quero a minha mulher. Disse desesperado. Hugo puxou o irmão.
Hugo: Ei! Vai ficar tudo bem. Disse tentando acalmar o irmão. Mesmo que fosse inútil. - Ele está muito nervoso, me desculpe. Disse ao policial que assentiu.
Afonso: Eu...eu estou com medo. Confessou. - Ela tem que sair bem de lá. Eu não sei viver sem ela.
Hugo: É claro que ela vai sair bem de lá. Vocês vão se casar em poucos dias.
Afonso: Ela está esperando um filho meu, irmão. Hugo ficou surpreso - Soube hoje quando estávamos na cama, não posso perder os dois. Disse chorando - Eu já perdi tanto. Perdi o papai, a mamãe. Não posso perder eles também. Hugo o puxou para um abraço.
Hugo: Você não vai perde-los. Deus não seria injusto a ponto de tirar a mulher que você ama, ainda mais grávida. Você vai ver como vamos ficar bem, eu ainda vou poder mimar muito o meu sobrinho.
Afonso: Ou sobrinha. Disse tentando sorrir. Não demorou muito para Maria também chegar, quando ela viu o genro, eles se abraçaram compartilhavam da mesma aflição.
Maria: Vamos abraçá-la tanto quando sair de lá. Disse ainda abraçada a ele.
Afonso: É tudo que eu mais quero. Maria, você vai ser vovó. Disse sem se conter. Todos da família dela ficaram surpresos.
Maria: Que? Ela...ela...minha filha está...
Afonso: Sim. Disse secando as lágrimas.
Candice: Vou ser titia. Disse animada. E parecia que no meio de um momento r**m, aquela notícia serviu para acalentar o coração daquela família. A única que não sabia o que sentir com a novidade foi Bela.
O momento foi cortado por causa de um som de tiro. Todos olharam para dentro do Banco apreensivos. Sem sabe o que se passava ali dentro. Até os próprios reféns estavam assim. Lilian gemeu de dor.
Lilian: Ai!
Alana: O que foi?
Lilian: Minha filha, acho que vai nascer. Disse sentindo um dor forte. Todos olharam sem saber o que fazer.
Alana: Calma, tenta respirar devagar. Um dos rapazes que estava no banco estava branco feito um papel.
- Só os tinha e o gerente. Ouviram o tiro?
- Será que?
- Deve ter o matado. Eles só falavam em cochichos. A porta se abriu com um baque. Até um dos assaltantes pegar uma mulher.
- TODOS VOCÊS CALADOS. Gritou puxando a moça.
- A deixe aqui. Um homem se meteu e recebeu uma coronhada na cabeça.
- Cale a Boca, velho. Um dos assaltantes disse após ver o senhor que tentou defender a moça sangrar.
Lilian: Não quero ter minha filha aqui. Disse sentindo as dores aumentarem.
Alana não sabia como ajudar a moça. Ela mesma pensava no seu bebê. Acariciou a barriga pensando que deveria ter escutado o noivo, deveria ter ficado em casa. Podia ter feito como nos outros dias, onde eles acordavam juntos, ela o enrolava e os dois passavam a manhã namorando. Tinha dias que ele se atrasava horas para trabalhar.
Alana: Eu vou fazer de tudo para proteger você, filho. Disse olhando a barriga. Lilian gritou e todos se preocuparam até verem o chão molhado.
- Ela entrou em trabalho de parto. Uma senhora disse.
Alana: O que vamos fazer? Disse apavorada.
Lilian: Não está na hora. Ainda não é a hora. Disse desesperada.
- O certo seria pedir uma ambulância. Mas eles não vão deixar ninguém sair.
- QUE MERDA ESTÁ ACONTECENDO AQUI? Perguntou após ouvir os gritos de Lilian.
- Ela vai ter o bebê. A senhora respondeu.
- Essa criança não tinha outro dia para nascer não? Se irritou.
Alana: Ela precisa ir ao hospital. Murmurou.
- Você está doida, loirinha? Ninguém vai sair daqui. Se virem. Disse dando as costas.
- A deite no chão. A senhora orientou.
Alana: O que vamos fazer?
- Vamos trazer essa criança ao mundo. Uma moça apoiou a cabeça de Lilian em seu colo. Enquanto Alana e a senhora ajeitam Lilian no chão.
Do lado de fora, os três assaltantes se preparavam para negociarem a sua saída. Junto a moça que estava de refém.
- Amarrem e tapem a boca dela. A menina bem que tentou protestar, mas em vão.
- Precisamos fazer isso logo, tem uma mulher em trabalho de parto.
- Vamos levar só as mulheres, elas serão os nossos passaportes.