Capítulo 3 - Uma dor inexplicável!

1360 Words
Afonso e todos os outros ouviam com desespero os policias tentarem negociar com os assaltantes. Delegado: LIBEREM OS REFÉNS. Tentou negociar. Aos poucos o tumulto foi ainda maior porque muitas pessoas se aproximavam e tentavam ver o que iria acontecer dali por diante. Com isso se criou uma multidão em frente ao banco. Fazendo que a poucas distâncias do banco tivesse uma barreira de policias e logo atrás cidadãos civis. Alguns amigos e familiares. - SÓ VAMOS SAIR SE NOS DER O QUE QUEREMOS. Um dos assaltantes gritou para o policial do lado de fora. Eles estavam há um bom tempo tentando negociar. Policial: Temos todo preparado para invadir. Afonso se desesperou ao ouvir. Afonso: Não, tem gente inocente lá. A minha mulher é uma delas. Disse quase aos gritos. Policial: Sabemos do seu desespero, mas não pode se meter, rapaz. Hugo: Vem, irmão. Disse o puxando pelo braço. Afonso: Eu não vou sair daqui, Hugo. Não sem a Lana. Hugo sabia que nada faria Afonso sair dali. Delegado: Não podemos invadir, eles matariam quem estive lá dentro. Não podemos arriscar. Vamos tentar negociar, preparem os carros e cerquem toda a cidade, vamos cercá-los aqui fora. Aos poucos as pessoas viram alguns policias se afastarem e outros até entrarem nas viaturas. - LIBEREM PELO MENOS ALGUNS DOS REFÉNS E DAREMOS O QUE FOI PEDIDO. Disse no alto falante. Dentro do banco.... - Ouviram? - Sim, vamos escolher dois rapazes. E um deles levará nossas exigências. - Não seria melhor entregar a mulher que está tendo o bebê? Nos pouparia de tanto trabalho. - Não, ela qualquer coisa a gente deixa para trás. Agora vão. Escolhem os dois e os liberem. Alana e mais duas mulheres tentavam ajudar Lilian a trazer aquele bebê ao mundo, mas o parto se complicara, ela estava perdendo muito sangue e nem sinal da criança ainda. Uma das mulheres já era uma senhora e suspirou ao ver a situação se complicar. Alana O que foi? Disse baixo. - Não vamos conseguir, a criança está atravessada, ela precisa de uma cesariana. Lilian: O que está acontecendo? Porque não consigo? Perguntou apavorada. - Não está na hora. Não estava na hora dela. Alana: Lilian, eu preciso que você se acalme eu sei que é difícil, mas pensa que é isso que você precisa para ajudar o seu bebê a vir ao mundo. Lilian: Salve a minha filha, Alana, por favor, salve a minha bebê. Pediu desesperada. Alana: Vou fazer o possível para que tenha sua filha nos braços. - A Ajude. Pediu a moça que tinha a cabeça de Lilian no corpo. - A deixe quase sentada, apoiada no seu corpo. - O que está acontecendo aqui? Um dos homens entraram armados. Alana: Ela precisa ir para o hospital, de uma cesariana. - Mais essa agora. Bufou dando as costas. Alana: Eu vou ajudar a empurrar o bebê e você faz toda força que tiver. Disse encarando Lilian que assentiu. Mais uma mulher se juntou para ajudar Alana a colocar o bebê na posição certa. Mas parecia como aqueles partos de antigamente quando a criança não estava na posição. A situação só piorava. Os assaltantes não quiseram liberar Lilian e todos viram quando a porta se abriu e dois homens saíram. Delegado: NÃO ATIREM, SÃO REFÉNS. Disse vendo os dois homens andarem com as mãos para cima, ordem dos bandidos, assim que tomaram distância, correram até a barreira de policias. - Vocês estão bem? Disse vendo um dos homens respirar fundo. O povo aplaudiu por dois dos reféns serem liberados. - São quantos no total? - São três assaltantes. Eles querem um carro, para fugir. Delegado: Merda! É Só isso? O homem assentiu o outro finalmente conseguiu falar. - Tem uma moça grávida lá dentro. Afonso ao ouvir se alarmou pensou ser Alana. Queria empurrar os outros que atrapalhavam dele estar mais próximo. - Ela entrou em trabalho de parto, as mulheres estão tentando ajudar, mas eles se recusaram a pedir uma ambulância ou a liberarem, a situação está complicada lá dentro. Delegado: A mãe e o bebê estão bem? - É parto de risco, pelo que elas estavam dizendo, precisariam de uma cesariana o bebê não está na posição correta. Delegado: Vamos acelerar as coisas. Disse a um dos policias. Quando os rapazes foram liberados para serem examinados, e até reconhecer algum familiar, Afonso queria notícias, queria saber como estava a noiva por isso não hesitou em segurar o braço de um deles, que se assustou. Afonso: Minha mulher está lá dentro, loira, olhos azuis. Alana o nome. Disse com os olhos cheios de lágrimas - Ela tá bem? Não está ferida né? - Ela está ajudando a moça que está tendo o bebê. Ela está bem dentro do possível. Não se feriu. Respondeu sentindo dó do rapaz. Afonso: Obrigado. Hugo: Viu? Ela está bem, é só um susto logo estaremos em casa outra vez. Afonso assentiu sentindo as esperanças renovadas. O carro foi preparado e os assaltantes arrumava tudo para saírem. Dentro da sala um deles puxou Alana. - Você vem conosco. Alana: Não! Eu tenho que ajudá-la. - Cale a boca! Aqui você não manda nada. Começou a amarrar as mãos dela. O outro puxou a outra moça. - Vamos! O terceiro assaltante levava o dinheiro e vinha atrás dos dois parceiros. Eles usavam as reféns como escudos e apontavam a arma na cabeça delas. Quando saíram Afonso se desesperou ao ver Alana sendo usado como escudo humano. Afonso: Alana! Maria sentiu tudo rodar e borrar na frente caindo sem forças no braço do marido. Delegado: - LIBEREM OS REFÉNS E DEIXAMOS VOCÊS FUGIREM! Alana chorava copiosamente, ela já sabia que dali não sairia viva. Na barreira dos policias bem perto do delegado ela o viu. Alana: Afonso... - Cale a Boca. Disse no ouvido dela, ao se aproximarem do carro. Eles entraram no carro rapidamente e como distração empurraram a outra moça que caiu ao chão enquanto eles aceleravam o carro. Afonso: NÃO! ANA! NÃO. Gritou em desespero e foi ainda pior ao ver que um dos policias começou a atirar no veículo - PARA! PARA! Minha noiva está naquele carro. Disse e empurrou o policial. Foi uma confusão por enquanto tudo isso acontecia os outros reféns do banco também saiam correndo e uma ambulância chegava ao local para Lilian. Delegado: Sessar fogo! Deu a ordem. - Estão loucos, tem civis aqui e uma refém naquele carro. Disse com raiva. Tinha negociado com os assaltantes justamente para ninguém se ferir e dois dos seus agentes começaram a atirar. Vamos atrás deles. A cidade está toda cercada. As pessoas se dispersaram com os tiros, algumas gritaram e outras correram. Afonso quis pegar o carro, mas Hugo o impediu. Hugo: Não vai dirigir nervoso desse jeito. Afonso: Não vou ficar aqui parado esperando. Hugo: Eu sei que não! Afonso: A levaram, porque irmão? Porque justo ela. Disse começando a chorar - Se eu a perder, se perder a Alana, eu...eu...não sei o que vai ser de mim... eu amo aquela mulher. Hugo: Eu sei. Ele bem que tentou passar força, mas foi impossível ele sentia que algo r**m ia acontecer. Maria ainda era socorrida por um dos paramédicos no local. Só que enquanto Afonso e Hugo entravam no carro, barulhos de tiros para todos os lados eram escutados, assim como sirenes. Os carros da polícia faziam a perseguição. Alana sentiu o pânico tomar conta, quando um dos tiros acertou um dos vidros da janela do carro acertando a cabeça de um dos assaltantes. Alana: Desculpa, bebê. Nunca deveria ter saído de casa, seu pai tinha razão. Disse sentindo as lágrimas. Eu sempre vou te amar, Afonso. Chorava baixinho. Outro tiro acertou o carro. A perseguição continuou até um dos motoristas perder a direção do carro e capotar várias vezes em seguida. Batendo em outro carro deixando mais feridos e mortos. Afonso saiu do carro e caiu de joelhos no chão ao ver o carro onde a noiva estava todo amassado e virando de cabeça para baixo. Afonso: Alana...não! Disse sentindo o coração sangrar, um dor forte se abater sobre seu peito, uma dor Inexplicável.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD