Aí Meu Deus.

1287 Words
— Ai meu Deus! — Gritou Liz quando seis homens pararam na frente dela e se ajoelharam. As asas recolhidas nas costas e as espadas douradas com a ponta cravadas no concreto. Tinha dois loiros, um ruivo e dois morenos e um n***o. Todos vestidos com túnicas e malha de aço, pareciam cavaleiros templários. — E as fadinhas chegaram. — Colocando as espadas gêmeas no coldre das costas. Adam caminhou ao encontro das três meninas, a cada passo voltava mais ao normal. — Não espere que eu ajoelhe aos seus pés. — Piscou para a ruiva. — Você deveria ser mais respeitoso com a sua senhora. — Disse o loiro e maior deles. — Senhora. — Fez uma reverência exagerada. — Permita-me a não ajoelhar aos seus lindos pezinhos e assim ter mais mobilidade para salvar seu bonito traseiro. — Terminou a frase piscando para ela. Karen soltou uma sonora gargalhada. — Certo estranho homem sanfona. — Com a cara de interrogação dele ela explicou. — Você era gigante, agora é pequeno. — Gaguejou. — Quer dizer, não tão pequeno, já que é mais alto que e... — Olhando para ele engoliu em seco. — Manterei minha boca fechada. — Para onde levaram Melissa? — Perguntou Clara. — Quem são ou o que são vocês? Que p***a está acontecendo aqui? — Ela mostrou sinais de histeria. Adam estava confuso. — Somos seus guardiões, viemos buscá-las e levá-las para os reinos, até a hora certa. — Cara, até algumas horas atrás eu estava me afogando no meu próprio sangue por ter sido atingida por uma bala, acordei dentro de um necrotério, fui atacada por vampiros, a menina que estava comigo e que solta fogo pelas mãos foi levada e a voz na minha cabeça está me deixando doida. — Sorveu ar. — Então quando minha colega diz, que p***a está acontecendo aqui é porque não estamos entendo nada. — Vocês, por favor, poderiam se levantar. — Liz sussurrou para os silfos. O que foi prontamente atendida. Os seis levantaram como se fosse uma unidade e se postaram lado a lado em uma atitude protetora. — Acho que aqui não é o melhor lugar para termos este tipo de conversa, minha senhora. — Diz o alto loiro. — Eu acho um bom lugar. — Clara cruzou os braços e encarou de cara feia todos. Adam rosnou para ela, mas vendo que as outras seguiam o exemplo suspirou. — Vamos para a versão resumida, vocês são os elementais, terra, água, fogo e ar... — Tá. Pula essa parte. — Disse Clara impaciente. — Então cada um de nós. — Continuou como se não tivesse sido interrompido. — Temos o dever de proteger uma de vocês. Meu bando. — Apontou para os homens parados no beco os olhando. — Estão aqui para proteger a ruivinha, ela tem o chamado da terra mais presente, pelo que posso sentir. — Apontando para os alados. — As fadinhas aí devem estar protegendo a loirinha. Como a garota que controla o fogo, foi levada por alguém que eu desconheço, já que os magos de fogo há muitos anos não existem. Acredito que você seja da água. — Fez uma careta. — Então tenho que te proteger também, já que tenho uma dívida de honra com os guardiões das águas e eles não conseguem chegar até aqui. — Por quê? — Clara questionou. — Os rios da cidade estão muito poluídos. Eles não conseguem viajar por eles. — Disse com pena. — Não é verdade, que os magos do fogo não existem. — Disse o loiro. — Eles estão escondidos. De todos nós, eles são os que menos têm. — Tá de brincadeira. — Gritou Adam. — Onde estão estes putos que não vieram nos ajudar. — Só conheço um. e ele está no lugar que chamam de ABC. — Por que no ABC? — Perguntou Liz. — Por causa, das chamas. Lá tem uma fábrica que as chamas nunca acabam. Se fosse antigamente, eles estariam perto de vulcões. — Então temos que ir para o polo petroquímico achar o mago do fogo? — Perguntou Karen. — Foi ele que levou a Melissa? — Não. Eu posso sentir os elementos e os guardiões deles. — Falou Adam. — Eu não sei quem levou a amiga de vocês, mas meu trabalho é manter vocês duas seguras... — Sem os quatros elementos não podemos restaurar a energia da terra. — Interrompeu o loiro. — Temos que achar o elemento fogo. — Cara! — A paciência de Adam estava acabando. — Eu ainda não sei como a polícia não chegou até aqui, mas acredito que não tarda... — Controlamos os humanos, eles estão a dois quilômetros daqui em transe. — Adam olhou para alto loiro e balançou a cabeça. — Tinha esquecido desta particularidade de você. — Mas com o nascer do sol, isso irá acabar. — Apontou o céu começando a clarear. — Temos de ir. — Olhou para as meninas. — Vocês vão precisar de roupas. — Eu não vou com você. — Clara indagou. — Estou indo para casa. Meus pais devem estar a minha procura... — Ela parou de falar e colocou a mão no pescoço, olhou em direção aos silfos. E só não caiu no chão porque Adam a segurou. — Eu não sei qual o problema com vocês. — O silfo loiro falou. — Os elementais estão diferentes, mas não podemos deixar os humanos verem vocês. — Lupus disse que não sabe o que aconteceu. — Karen colocou uma mecha acobreada atrás da orelha. — Que desta vez é diferente, que a alma da hospedeira — apontou para si mesma — misturou-se com a alma do elemental, agora somos um só. — Aquila, esse é o nome do meu elementar confirma a informação. — Liz disse, e se aproximou do loiro. — Ele disse que posso confiar em você, e eu realmente não sei o que está acontecendo. Precisamos achar Melissa também. — Estou a seus serviços senhorita... — Me chamou Megaliz ou somente Liz. — Ela sorriu para o loiro. — E como vocês se chamam? — Traduzindo meu nome seria iluminado, mas o nome humano seria Lucas. — Apontando para cada guerreiro foi dizendo os nomes. — Bento, Marcos, Pedro, Nathan, Bruno. Karen olhou para o moreno, que estava segurando a Clara. — Sou Karen. — Sou Adam, e apresento a você aos meus homens quando estivemos em segurança. — Venha senhorita Liz, irei levá-la... — Sem ofensa cara. — Adam interrompeu. — Está amanhecendo e vocês terão que voar muito alto para não serem vistos pelos humanos. Devido a esta nova condição dos elementares, pode ser que a menina aí, congele lá em cima. Um dos meus homens irá levá-la e vocês nos seguem. É um lugar seguro aqui na capital. Bixiga, o lugar da melhor macarronada de São Paulo. — Adam caminhou pelo beco com a menina no colo. Os Silfos guardaram suas espadas e levantaram voo. Por entre as nuvens vigiava o grupo de motociclistas cortando a cidade de São Paulo, na garupa deles, as garotas viajam sem saber o que o destino reservava para elas. *** Na manhã daquele dia, todos os noticiários do estado de São Paulo anunciaram o estranho sumiço de quatro corpos do IML dos Jardins. Todos na rua comentavam o fato. Como o prédio foi brutalmente vandalizado. As autoridades não sabiam o que fazer, pois não tinham nenhuma pista. Nada nas imagens das câmeras e nenhuma testemunha confiável. Um morador de rua jurava que viu monstros de olhos vermelhos, homens gigantes e anjos levando as meninas para longe. O pobre coitado foi admitido na Santa Casa de Misericórdia e se encontra fortemente dopado.
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