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Renato “Mais Velho” narrando Eu nasci com o Vidigal no sangue. Meu pai sempre foi o dono daquela p***a toda, o cara que mandava subir, descer, quem entrava, quem não passava nem na calçada. Hoje ele tá aposentado, descansando o restinho de vida dele longe do barulho, mas o morro continua no mesmo sobrenome. Quem comanda agora sou eu. Não foi herança simples, não. Foi cadeira pesada que eu sentei desde cedo. Fui criado ouvindo estalo de tiro e barulho de latinha de cerveja abrindo na laje, vendo bandido e polícia trocando olhar atravessado na escada. Enquanto o povo crescia sonhando com escritório e gravata, eu cresci aprendendo a diferença entre respeito e medo. Eu e o Falcão Velho, pai da Beatriz, a gente se conhecia desde moleque. Primeiro porque os nossos velhos eram unha e carne, d

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