Capítulo 8

526 Words
- Tá gata pra c*****o hein. - Índio disse com um sorrisinho malicioso quando entrei no carro.  - Posso te dizer o mesmo. - respondi dando um beijinho na bochecha dele. - Onde vamos baby? - Você decide gata. - e ficou me olhando.  - Por que você só me chama de gata? - ele riu da pergunta e deu de ombros.  - Você é f**a? - neguei com a cabeça. - Então pronto.  - Faz sentido. - dei de ombros também.  - E por que você me chama de baby? - rebateu e eu dei um sorrisinho. - Melhor que te chamar de Índio. - respondi no mesmo segundo.  - Pode me chamar de Freitas também. - e me olhou desafiador.  - Ou você pode me falar seu nome! - argumentei e ele fez careta.  - Ninguém sabe meu nome. - respondeu e eu bufei.  - Prazer, ninguém. - soltei com um sorrisinho e ele riu.  - Um dia eu te conto, jae? - propôs, revirei os olhos, mas assenti. - Fica mec Loira.  Ficamos em silêncio, até ele parar o carro em frente à um barzinho, que por sinal, eu ainda não conhecia. Desci do carro, e ele me olhou com um sorrisinho, escolheu a mesa, puxou a cadeira pra eu me sentar, e depois se sentou.  - Então quer dizer que você é um príncipe? - provoquei.  - Tô mais pra cavalo. - rebateu e eu ri.  - É um cavalo tão lindo. - resmunguei e ele me lançou um sorrisinho. - Trás um chopp pra mim e outro pra ela. - pediu pra garçonete, que ficou toda oferecida pra ele.  Fiquei olhando a garçonete ir e vir com nosso pedido, automaticamente cruzei os braços, Índio percebeu, fez uma bolinha com o guardanapo e jogou em mim.  - A senhora quer mais alguma coisa? - ela perguntou me lançando um sorrisinho.  - Ah, quero sim.. - comecei mas o Índio me interrompeu.  - Não, pode vazar já. - disse meio ignorante, ela saiu então ele me olhou. - Ciúmes gata? - Não baby. - respondi com um sorrisinho sínico. - Só achei falta de respeito da parte dela.  - Falta de respeito? - perguntou intrigado e eu bufei.  - Olha o jeito que ela ficou te olhando, Índio. - comecei e ele riu. - E se você fosse meu namorado e ela ficasse te olhando assim? s*******o! - reclamei.  - Bebe ai gata. - peguei meu copo e dei uma golada. - Vou dar um jeito nela.  - Que? - exclamei.  Ele fez sinal pra garçonete, que veio mais uma vez com um sorrisinho, quando ela parou na nossa frente, ele me olhou, piscou, então voltou a olhar pra ela.  - Cê tá demitida. - falou seco. - Arruma suas trouxa e vaza. - então deu um sorrisinho pra ela. - Pode ir.  Arregalei os olhos pra ele, e olhei pra garçonete, que ficou estática por uns segundos, recuperou a pose e saiu. Dei mais um gole no chopp e olhei pra ele, que piscou pra mim.  - Eu sou problema mas também sou solução. - disse e eu dei um sorrisinho.
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