- Obrigada baby, você é lindo! - agradeci e ele balançou a cabeça negativamente.
Fui dar um beijo na bochecha do Índio, mas ele virou, e nós quase nos beijamos. Ele riu, eu fingi que não aconteceu, então segurei seu rosto, e dei um beijo na bochecha dele.
- Custava dar um beijo? - falou cruzando os braços.
- Tem que conquistar primeiro! - expliquei e ele riu.
- Sai comigo mais tarde então. - arqueei uma sobrancelha pra ele.
- Não. - respondi e ele ligou a moto.
- f**a-se, 20h tô aqui. - acelerou e saiu.
Fiquei olhando até ele sumir da minha vista, entrei na casa da Bia rindo sozinha, joguei minha mochila no sofá e ela me encarou.
- Essas coisa que cê tá usando, tão começando a te afetar. - soltou e eu ri.
- Foi o Índio. - soltei e ela logo deu um sorriso e pulou pra ficar do meu lado. - Me chamou pra sair.
- E você falou o que? - perguntou com um sorriso enorme.
- Que não. - ela me deu um t**a na cabeça e eu ri. - Mas ai ele falou que não liga e que 20h tá aqui.
- c*****o! - ela soltou rindo junto comigo. - Se já critiquei, não lembro.
- An. - exclamei. - E se eu não quiser?
- Ah Lua! Me poupe sua esquisita! - e me olhou com cara de deboche. - É óbvio que você quer! Sua bobona.
- Você me elogia tanto. - debochei e ela me abraçou.
- Você quer, e todos nós sabemos disso. - disse no meu ouvido.
- Nós? - perguntei.
- Ô de casa, tô entrando. - BN gritou e foi entrando.
- Ah pode entrar. - soltei e ele fez careta.
- Larga de ser implicante. - debochou.
- Quero ficar de vela não. - falei me levantando. - Tô saindo.
- Vai pra onde maluca? - Bia perguntou.
- Deixa ela ir. - BN disse e fez joia pra mim.
Coloquei meu celular no bolso do short e sai. Fui andando sem rumo e parei na lanchonete de sempre, me sentei em frente ao balcão e pedi uma água.
- Pode anotar na conta. - uma menina disse se sentando do meu lado.
- Não precisa. - respondi e ela sorriu pra mim.
- Anota por favor. - ela disse quando a garçonete nos olhou confusa. Assim que a garçonete saiu, ela me olhou abrir e beber a água. - Qual seu nome gata?
- Lua. - respondi analisando ela. - E o seu?
- Priscila, mas me chama de Pri. - disse e eu assenti. - Desculpa chegar assim, queria me apresentar faz um tempinho.
- Você me conhece? - perguntei ainda confusa e ela riu.
- Sou irmã do Índio. - respondeu e eu não consegui conter minha surpresa.
- Ah! - exclamei e nós duas rimos. - Tá tudo bem com ele?
- Tá sim, relaxa. - e me analisou. - Já vi ele falando contigo algumas vezes. Você é muita gata, aproveita a água.
E saiu tão do nada quanto tinha aparecido. Fiquei olhando ela ir embora e bebi minha água. Achei bem estranho ela vir conversar comigo do nada, mas tudo bem.