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AURORA
"Como é que ele sabe o meu apelido? Quão poderoso pode ser este homem?". Distraída, nem reparo que alguém está prestes a entrar em casa. Mas ele sim. Com rapidez, apaga a televisão e arrasta-nos para trás do sofá, escondendo-nos. Faz-me um gesto para que eu fique em silêncio.
_ Clara, isto são horas de chegares a casa? E quem era aquele rapaz que te trouxe?
_ Mãe, por favoooor. Eu já não sou nenhuma criança...
_ Para mim és e sempre serás.
Continuaram a conversar, escadas acima, no escuro.
_ Eu disse-te que não devias estar aqui. - Sussurrei.
_ Estás mais preocupada com o que os outros pensam, do que contigo mesmo. A sério?
_ Como tu disseste... Não te sirvo de nada morta!
Ele levanta-se devagar e estende-me a mão. Claro que n**o a sua ajuda e levanto-me sozinha.
_ Quais são as condições do trabalho?
_ Condições?
_ Sim, claro. Funções, salário, horários e folgas?...
Ele ri-se. Rapidamente, lanço-me sobre ele e lhe cubro a boca com a minha mão.
_ Estás louco? Ainda te ouvem.
_ Ai desculpa, mas não consigo. - Ele volta-se a rir.
Aperto-lhe a boca com mais força.
_ Aurora? - É a Clara a chamar.
_ Sim, Clara! - Respondo. - Estou na sala. Adormeci aqui. Vou só beber um copo com água e subo.
_ Trazes-me um?
_ Sim, claro. - Ainda com a minha mão sobre a sua boca, arregalo-lhe os olhos para permanecer em silêncio.
_ Hum... - Leonardo tenta falar. Afroxo um pouco a mão. - Não é que esta posição não me agrade. - Coloca as suas mãos na minha cintura e levanta-me. - Mas tenho de me levantar.
Encaminho Leonardo pela porta dos fundos, para falarmos na rua. Ele ainda se ri, mas recompõe-se após inspirar o ar fresco da noite. Eu esfrego os meus braços, com o frio. Leonardo empurra-me para dentro de casa, fecha a porta e vai-se embora.
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CLARA
_ O meu copo de água? - Pergunto assim que Aurora, chega no quarto.
_ Esqueci-me. Vou buscar.
_ Deixa para lá. Vem deitar-te.
Aurora deita-se comigo.
_ Saíste com um rapaz? - Pergunta-me.
_ Não estavas a dormir?
_ Não assim tão profundamente.
_ Saí com o Zane.
_ Clara!
_ Aurora, eu já sei o que vais dizer. Não quero ouvir. Quero apenas que estejas aqui para mim, pode ser?
_ Eu ia perguntar o que jantaste, apenas. - Surpreende-me, mas não sei se acredito.
_ Carne. Um bife delicioso, com puré de batata a acompanhar. Tenho de te levar lá a comer. De certeza que ias adorar.
_ Fico à espera do convite.
_ E tu? O que comeste?
_ Fiz bifanas no pão.
_ Sobrou alguma?
_ Tens fome? - Permaneci calada. - Não sobrou. - Acrescentou.
Aurora foi a primeira a adormecer. Eu estava quase a conseguir fazer o mesmo, quando os nossos telemóveis tocam ao mesmo tempo. Ambas recebemos uma mensagem. A minha dizia: "És linda! m*l posso esperar para estar contigo novamente.". Não respondi e adormeci a pensar nele.
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AURORA
Acordo a meio da noite, sem mais nem menos. Fui à casa de banho. Quando voltei, reparei que tinha uma mensagem no telemóvel. Abro-a.
"Cargo: Chefe de equipa de segurança.
Função: Organizar equipa em tudo o que isso engloba (horários, folgas, equipamento, treinos,...)
Regalias: 3000€/mês, 2 folgas/semana, seguro de saúde e a minha presença, é claro.
Obrigatório: Viver na minha casa para uma disponibilidade total e imediata.
Aceitas?"
A mensagem era de Leonardo. Respondo:
"Aceito."
Ele acrescenta:
"Amanhã às10h00."
E manda-me também a localização da sua casa. Não esperava que me respondesse, visto que já são 3h00.
"Dorme bem e tranca a porta das traseiras." - Só pode estar a brincar comigo...
"Está trancada."
"Não, não está.".
Levanto-me da cama e em b***s de pés, desço e verifico a porta. Não estava trancada. Tranco-a e dou uma mirada no exterior e uma no interior, em busca de alguma intrusão. "Aquele filho da mãe".
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LEONARDO
"Não, não está.".
Visto que não me responde à minha mensagem, posso supor que das duas uma: ou foi verificar se tinha trancado a porta ou adormeceu.
"Agora, está!" - Respondeu.
No meu quarto, deitado na minha cama, ri-me novamente. Eu não podia acreditar que ela não tinha trancado a porta e a minha suposição estava simplesmente correta. Decidi continuar a gozar mais um pouco.
"Adoro ver-te à minha procura." - Envio. De certeza, que ela revistou a casa. - "Dorme bem!"
"PSICOPATA!"
Caio no riso novamente. Mas o que ela tem que deixa assim? Tão fora de mim.
Levanto-me e vou à cozinha buscar um copo de água.
Enchia um copo, quando senti umas mãos a abraçar-me.
_ Outra vez?
_ Ultimamente não me ligas nenhuma. Nem uma mensagem... Tinha de vir ver como estavas.
_ E como te pareço?
_ Sexy, só com esses calções vestidos.
_ Pois agora que viste que está tudo bem comigo, podes ir andando para tua casa. - Afasto-me dela e já estava quase na porta da cozinha, quando...
_ Tens a certeza?
Viro-me para encarar Georgia, cansado deste seu comportamento. Assim que me viro, ela está a abrir a gabardina comprida, que escondia um body todo em renda azul-claro, transparente, que marcavam muito bem a sua cintura e salientavam os seus s***s cheios. O seu cabelo ruivo pendia ao longo do seu peito. Ela estava linda.
_ Tu gostas mesmo de te queimar não é? - Fecho a porta da cozinha e começo a apertar-lhe o cerco.
_ Posso sempre ir embora. - Ela aproxima-se de mim. - Mas acho que não é isso que queres. - Passa-me a mão no pênis, sobre os calções.
Levanto-a e pouso-a no balcão da cozinha. Como-a ali mesmo, após lhe rasgar a lingerie. Ela tenta-me beijar, mas eu não lhe dou hipóteses e viro-a de costas. Ela geme quando os s***s encostam no mármore frio. Eu continuo a preenchê-la.
Um dos meus empregados entra na cozinha, mas assim que me vê, engasga-se todo e pede mil e umas desculpas, enquanto sai. Eu não paro. Continuo a uma velocidade acelerada. Agarro-lhe com força o r**o e venho-me dentro dela. Deixo o peso do meu corpo sobre ela, pressionando-a ainda com mais força.
Um momento depois, afasto-me e puxo os calções para cima. Estendo-lhe a gabardina para que se possa vestir.
_ Agora sim! Já tinha saudades tuas, Leo. - Diz-me enquanto recupera o folgo e se veste.
_ Tinhas saudades do meu p*u!
_ Não! Tuas. - Pega-me na mão. - Vamos deitar-nos. - Puxa-me suavemente, sugerindo que a siga.
_ Vamos. Mas, cada um na sua cama. Boa noite!
Saio da cozinha e vou para o meu quarto, sem me preocupar mais com a Georgia.
Tomo um banho e deito-me, para finalmente dar fim ao meu dia. No entanto, antes, passo os olhos pelo telemóvel novamente.
"PSICOPATA!" - Rio-me novamente da mensagem de Aurora.
Não demoro muito a cair no sono.
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GEORGIA
"Aquele traste!" é tudo o que penso enquanto saio da sua casa. Entro no carro e passo umas toalhinhas húmidas no meu rosto. Retoco a maquilhagem e dirijo-me para a PrimeShares. "Um dia Leonardo, vais-me fazer a tua mulher. Vou ter acesso a tudo o que é teu. Espera e verás".
Estaciono no parque subterrâneo da empresa e subo até ao escritório do Vitor.
_ Precisas de uma distração! - Digo assim que entro no seu escritório.
_ De facto. - Responde-me ao ver-me entrar.
Vou em direção a ele e sento-me no seu colo, dando-lhe um beijo demorado e carinhoso. Ele aceita-o e responde-me com outro. Passa as mãos pelas minhas pernas, deslizando-as até ao meu r**o e fazendo-me arrepiar. Apercebe-se que não tenho praticamente nada vestido, debaixo da gabardina, e sorri.