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Agora vai ser diferente

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Blurb

Após descobrir a traição do marido empresário, Scarlett, uma atriz no começo da carreira sofrendo com notícias falsas e perseguições de noticiários, decide viajar por uns tempos para esperar as coisas se acalmarem. Então, em meio a sua fulga conhece Jack, um motoqueiro antipático que arranja conflito o tempo inteiro

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01 Scarlett
Eu me chamo Scarlett, Scarlett Lewis Castro. Bom, pelo menos eu me chamava assim. Minha vida nunca foi muito difícil quando o assunto era sobre questões financeiras, isso não quer dizer que eu era uma patricinha cheia de privilégios, mas que eu tinha o suficiente para correr atrás do meu sonho, e meu sonho sempre foi ser atriz, então meu único dever era correr atrás disso. Haveria um teste para uma personagem de um filme e essa era a minha chance. Eu estava nervosa, era óbvio. E quando eu entrei para fazer o ensaio, senti que os olhos das pessoas que estavam me analisando brilharam, a cada gesto meu enquanto parecia flutuar em meio ao nada, ao mesmo tempo em que eu fingia e falava coisas que eu não sentia, mas que seguiam um roteiro. Ser atriz tem um pouco disso, falar e agir sem sentir. Será que todas as profissões também não possuem um pouco de algo assim? — Scarlett Lewis, não é? — Um dos homens que estavam lá para me avaliar se aproximou de mim na saída enquanto eu estava em frente ao prédio esperando que um táxi passasse por ali e me levasse para casa. — Isso. — Respondi a pergunta. — É do feitio dos jurados ainda lembrarem do nome das atrizes que participam dos testes? — Sorri de canto enquanto falava, brincando com ele. — Bom, só das atrizes que possuem aquela… coisa, que chama a atenção das pessoas e que fica na mente, sabe? — Ele movia as mãos em tom de brincadeira e encostou o indicador na cabeça gesticulando a mente, o que me fez sorrir para reprimir um riso. — Tem algum compromisso para agora, senhorita Lewis? Mal sabia eu que a resposta que fosse dada nesse exato momento iria mudar tudo, absolutamente tudo. Já parou para pensar que, tudo, todas as escolhas que você fez te trouxeram até o que você é hoje? Não é só uma escolha, mas um conjunto de escolhas que te levam exatamente para um lugar, ou como para mim, uma pessoa. Se eu nunca tivesse vindo a esse teste, essa história nem sequer existiria. Isso não é imenso? — Não. — Respondi curiosa enquanto o encarava, em um tom de voz que soava interessado e sincero, ao mesmo tempo. O olhar daquele homem comum, alto, roupas formais mas casuais, pardo e cabelo castanho percorria por meu rosto como se ele realmente estivesse me achando interessante. Isso poderia significar duas coisas, meu papel no filme estava garantido ou a minha vida de solteira estava com os dias contados, não que eu estivesse interessada que acabasse, porque eu realmente não estava nem um pouco. Relacionamentos são tão desnecessários quando se trata de necessidade, isso faz sentido? Não preciso de um relacionamento, mas ao mesmo tempo eu tenho que entrar em um relacionamento alguma vez na vida, e isso é muito desnecessário. — Aceitaria tomar um café comigo? — A pergunta dele veio instantaneamente, já ensaiada. — Bom, eu estava indo para casa ago… — Eu me sentia estranha se aceitasse de imediato, seria estranho aceitar tão depressa. — Você me falou que não tinha compromisso para hoje. — Ele me interrompeu e sorriu mantendo a educação enquanto me contrariava. — Um café exatamente para quê? — Franzi o cenho o dando a entender o porquê da minha recusa. — Conversar, gostei de você. — Ele sorriu sem mostrar os dentes. — Profissionalmente. — Pontuou em desespero me fazendo rir. — Tenho muitos contatos de amigos que trabalham em empresas de marketing, agências de modelos e esse pessoal que trabalha com beleza, eles vivem buscando por belos rostos e atrizes para campanhas de publicidade. Recomendar e trazer essa gente bonita que eles apreciam é bacana para mim, compreende? — Ah, deixa eu ver se entendi. Você achou que eu tenho potencial e quer me ajudar a entrar nesse ramo? — Questionei apontando meu indicador para mim mesma considerando a ideia, mas ao mesmo tempo achando absurda. — Sim, mulher esperta. — Me fez rir novamente. — Vamos tomar um café? Te explico e deixo você decidir se vale a pena recusar. Enfiei as mãos nos bolsos da minha jaqueta, apertei os lábios e estalei a língua enquanto refletia. Não custava tenta, não era? Só a p***a de um café, e me fez subir rápido ao topo do mundo, para quando eu chegar lá em cima cortar as minhas asas e me derrubar na mesma velocidade que me fez subir. — Tudo bem. — Concordei e ele comemorou na minha frente me fazendo encará-lo com uma sobrancelha franzida. Eu já havia recebido milhares de elogios ao longo da vida, mas chegava a ser estranho um homem tão acostumado a ver centenas de mulheres por dia comemorar tanto porque eu aceitei tomar um café com ele. Naquele dia, nos acomodamos em uma das cafeterias daquela cidade, uma maravilhosa que fazia um bom uso do nome “luxuosa”. Sentada na poltrona macia eu m*l prestava atenção no que aquele homem falava, só conseguia reparar no lado de fora do vidro ao meu lado, flocos de neve caindo do céu e colidindo com o chão. As pessoas caminhando de um lado para o outro, rostos desconhecidos para mim, mas todos tinham suas próprias vidas, e isso nunca deixará de ser interessante. Me pergunto as vezes se tem algo de errado comigo, ser atriz é o meu sonho, não é? Mas eu estava lá, após estar caminhando rumo ao meu sonho, mas sem sentir nada, sequer parecia que estava feliz ou nervosa, como se eu fosse de aço. O quanto uma mulher precisa de um homem, o quanto ambos precisam um do outro? Eu não fazia a menor ideia até me casar pela primeira vez, porque antes eu era assim, feita de aço. Mas depois, parecia que eu era feita de papel, tudo era capaz de me destruir. Talvez um homem que devesse me proteger e me fazer segura, fosse o único motivo da minha exposição ao perigo. — Tem mulheres altas que conseguem exalar a delicadeza de uma mulher baixa, você faz parte dessas mulheres, Scarlett. — O nome do homem em minha frente era Humbert e a fala dele me fez encará-lo pelo canto dos olhos sem desviar o rosto da janela. — Você exala uma beleza feminina de uma mulher madura, mas tem o rosto de uma adolescente. As pessoas procuram isso nas mulheres, você sabia que há uma cultura pedófila quando se trata do apreciamento da beleza feminina? — Qual a relação disso com a proposta que me fez há minutos atrás? — Questionei quando vi o assunto se tornar esse tema bizarro envolvendo cultura pedófila. — Os homens apreciam características infantis em mulheres adultas. — Ignorou o meu questionamento e continuou falando suas asneiras. — Você tem o rosto, Scarlett. — Exatamente para o que? — Elevei as sobrancelhas ao alto. — Para ser uma figura pública, uma atriz renomada, um rosto para campanhas de beleza, quando eu te vi entrar naquele salão… eu soube. — Humbert continuava e em seus olhos haviam excitação, como se realmente ele tivesse visto a própria estrela cadente passando por cima de sua cabeça. Mas era tão estranho, era apenas eu, ele estava falando de mim como uma estrela de Hollywood, mas era apenas eu. — Você possui a beleza que se destaca entre milhares, pode conquistar o mundo se olhar nos olhos, erguer o queixo e abrir um sorriso. — Meu sonho é apenas atuar. — Destaquei desconsiderando tudo o que ele falou. — Não, senhorita Lewis. Você pode conseguir ainda mais do que isso. — Ele piscou um dos olhos para mim e fixou seu olhar em algo atrás de mim enquanto voltei a minha atenção para o vidro novamente ponderando o que deve ter sido uma conversa. Eu posso conseguir ainda mais do que isso? Mais o que? Nada me parece mais valioso do que atuar. — Castiel. — Humbert cumprimentou alguém atrás de mim enquanto levantava da cadeira com um sorriso estampado exageradamente no rosto. Estreitei os olhos curiosa com o comportamento e direcionei meu olhar para a pessoa que ele cumprimentava. Deixando de lado tudo aquilo que pode ser alvo de um m*l julgamento, de maneira fantástica e curiosa aconteceu algo que nunca havia me acontecido antes. Fiquei imóvel vendo um homem tão alto e robusto ao meu lado sorrir largo para Humbert, as mangas da camisa social arregaçadas e o relógio de prata brilhando no pulso. Era um homem feito e maduro, estava apertando a mão de Humbert que então direcionou o olhar para mim fazendo com que o desconhecido fizesse reverência para me olhar. — Essa é Scarlett Lewis. Então nossos olhares se cruzaram, eu estava sentada fazendo com que ele me olhasse de cima, como algo que ao ver dele talvez eu sempre fui, inferior. Meu corpo inteiro congelou, engasgada com as palavras eu não consegui mover um dedo, enquanto absorvia toda aquela profundidade de emoções que os olhos daquele homem transmitiam. Era tão bonito. Através dos olhos dele eu o vi, enxerguei toda a admiração e a valorização por mulheres, só por aquele olhar tão rico em carinho e desejo ao íntimo, aquele que não se pode tocar. Meu sorriso foi involuntário só da demora ao observar seus olhos, ele também sorriu, fazendo a minha respiração correr novamente me avisando que nada de pavoroso havia acontecido para a ter prendido. Levantei da poltrona me pondo de pé em sua frente, mas mesmo assim eu continuava inferior a ele, apesar dos saltos e da minha coluna totalmente ereta. Porque nunca foi só sobre diferença de altura. Estendi a minha mão para ele de forma educada e ainda abismado me encarando fixamente nos olhos ele estendeu a dele até a minha a apertando suavemente. — Me chamo Castiel. — Ele falou de forma suave. — Castro, Castiel Castro. É, é exatamente isso. Scarlett Lewis Castro. Mas antes que pense… não! Eu nunca o vi como uma oportunidade, nunca o vi mais do que apenas meu marido, pois quando casei com ele anos depois eu o amei, do início ao fim. — Sabe aqueles amigos que trabalham em empresas de marketing e de beleza? — Humbert questionou, me obrigando a desviar meus olhos dos de Castiel para os dele. — O Castiel é um deles, um dos mais renomados. Humbert revelou me fazendo encarar surpresa mas ao mesmo tempo espantada de imediato o outro homem, que até então era um desconhecido. Humbert então voltou a sentar na poltrona dele e entendi que eu deveria sentar também, sendo seguida por Castro. — Sem exageros. — Ele retrucou puxando a poltrona para mais perto da mesa enquanto sentava e eu não conseguia não observá-lo. — Modesto. — Humbert me falou gesticulando a cabeça na direção de Castiel. Volto meu olhar para ele e o vejo já olhando para mim, de frente para o vidro que antes eu procurava para me distrair, e agora suga toda a luz dele roubando toda a atratividade para si. É incrível como com excesso de luzes as pessoas ficam mais bonitas, os olhos parecem mais claros e os detalhes do rosto parecem mais visíveis. Pigarreei nervosa desviando meu olhar para o meu café e me concentrando no que diziam tentando manter meu foco apenas para aquela xícara. — Aceita trabalhar comigo, senhorita Lewis? — Castiel questionou de repente me fazendo engasgar com o café. Enxugo meus lábios com o tecido macio do guardanapo e encaro Humbert em seguida. — Assim? De repente? — Intercalei meu olhar sobre os dois. — Não tão de repente, ao vê-la naquele teste e a vendo agora rosto a rosto, já é o suficiente. — Castiel adentrou na conversa e ao ouví-lo encaro Humbert confusa. — Ele não estava lá, como que me viu? — Estreitei meus olhos para ele que comprimia os lábios e encarava algum outro ponto fixamente. — Expliquei para você mais cedo, eu consigo as garotas. — Sussurrou como se o homem ali não pudesse ouvir, e Castro o olhou pelo canto dos olhos com a expressão neutra, mas ao mesmo tempo com ar de desdém. — Enviei algumas fotos e vídeos seus, espero que não se incomode. — Humbert revelou me fazendo arregalar os olhos por um instante, mas quando eu ia retrucar fui interrompida. — Só precisa dizer “sim” ou “não”, Lewis. Nessa vida ninguém é obrigado a nada. — Castiel continuava me olhando fixamente, despojado folgadamente sobre a poltrona, com os braços musculosos que marcavam na camisa social cruzados na altura do peito e a barba rala perfeitamente bem feita. Sem pressão, mas aquele olhar era mais do que interessado, tenho a sensação de que se eu dissesse “não” os dois jamais me deixariam ir embora dali. O olhar daquele homem, era óbvio. Eu nunca quis ver, mas era óbvio. Olhos de medusa, amante de Lolita e dono de maiores saberes. — Trabalhar com o que exatamente? — Sem pensar tão bem eu entrei no jogo, permiti que me manipulasse, quis ser manipulada. — Pousando para fotos, sendo o rosto de campanhas de cosméticos. Olhando assim… — Ele estendeu os dedos, tocou meus fios loiros caídos sobre o rosto, os colocou atrás da minha orelha e pousou o indicador no meu queixo o erguendo mais para cima me olhando através dos olhos. — Já consigo imaginar seu rosto estampado em capas de revistas, representando marcas de cosméticos femininos, toda garota fantasia com isso, você não? Ele estava tão distante antes, como que ele ficou tão perto assim de repente? O toque dele é tão delicado e contém tanto respeito, algo dentro de mim me fez sentir confiante, não sentia nenhum pavor ou medo o encarando diretamente nos olhos durante milésimos segundos. — O sonho dela é ser atriz, senhor. — Humbert falou tomando a atenção de Castiel para ele mas voltou para mim no mesmo instante. — Então é isso? Não se preocupe, realize seu sonho. Não precisa abrir mão de nada. — Ele riu, tão simpático que me fez estreitar os olhos. — Eu posso pedir para o Humbert falar com os diretores, ou sei lá quem manda nesses elencos de filmes, e te darão o papel. Estaria fazendo um favor para eles se já não estivessem dispostos a escolher você, claramente é a melhor atriz para a personagem. — O que? — Ofeguei me assustando com tanta dedicação para que eu aceite trabalhar para ele. — Não! Não precisa. — Claro, como quiser. — Ele sorriu com um ofego novamente, porque ele não ria, ele ofegava com um sorriso. — E então, topa? — Humbert questionou me encarando ansioso por uma resposta. — Só quero saber se você se interessa, Humbert fez com que nos encontrássemos aqui para que eu explicasse todas as cláusulas com precisão. — Os dois se entreolharam rapidamente. — Depois de discutirmos você nos dá uma resposta concreta. É nessas horas que uma única pergunta pode nos fazer pensar com clareza, mas eu ainda não sabia questionar a mim mesma. Se a minha eu de agora estivesse ali no lugar dessa Scarlett, me perguntaria “eu quero mesmo isso, ou as insinuações, ideologias e insistências dessas pessoas me induziram a querer?”. — Tudo bem… eu aceito. — Respondi devagar e forcei um sorriso enquanto os dois voltaram a se despojar na cadeira com seus sorrisos inabaláveis. — Ótimo, vai ser maravilhoso trabalhar com você. — Castiel sorriu confortador. Ah, pobre, Scarlett. Você nunca deveria ter feito isso a si mesma.

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