BELA NARRANDO Acordar naquele lugar ainda me parecia um sonho. O teto era de gesso, com detalhes dourados, e as paredes brancas refletiam o sol que entrava pelas janelas enormes, como se até a luz lá dentro fosse mais bonita. Eu pisava no chão gelado de porcelanato e sentia que ainda não pertencia àquilo. Mas o Larva… o Larva fazia tudo parecer mais fácil. Ele me acolheu ali no alto do morro, naquela casa que mais parecia um castelo mesmo , e agora… era como se eu tivesse um lar. A rotina já estava começando a virar rotina mesmo. De manhã, ele sempre deixava café passado. Às vezes, pão quentinho. E o que mais me emocionava: tinha biscoito, suco, leite, bolinho de caixinha. Coisas simples, mas que eu nunca tinha tido todos os dias, sabe? Ele enchia a geladeira, deixava tudo organizado,

