Lívia Narrando Tudo ainda girava e doía como se meu corpo inteiro tivesse sido esmagado. Minha mãe me ajudou a sentar devagar, segurando meu braço com cuidado, como se eu fosse quebrar só de encostar. — Devagar, filha, devagar… Eu gemi baixo, sentindo cada parte do meu corpo latejar. Respirei fundo, tentando me manter consciente, tentando entender o que tava acontecendo. Foi quando eu vi, uma faca, em cima do sofá. Olhei para aquilo por alguns segundos, confusa, até virar o rosto pra minha mãe. — Mãe, o que significa isso? Ela seguiu meu olhar e apertou os lábios, ainda com os olhos vermelhos de tanto chorar. — Eu ia matar ele. Meu coração falhou uma batida. — O quê? — Eu ia matar aquele desgraçado — ela repetiu, com a voz tremendo de raiva — Mas ele correu quando me viu com a

