Narrado por Marco O sol já tinha subido alto quando saí de casa naquela manhã. Sofia ainda dormia, e Luiza estava no colo de Eleonora, que balançava a neta com aquele carinho calmo de quem já conhecia todos os choros e sorrisos de um bebê. Eu deixei um beijo na testa das duas e saí com a promessa silenciosa de voltar antes do jantar. Era o primeiro dia em semanas que eu colocava uma camisa social e voltava oficialmente para a empresa, sem a cabeça em outro lugar. Mas a verdade era que, mesmo voltando aos negócios, minha mente não deixava de girar em torno das duas pessoas que agora definiam minha vida. Cheguei ao prédio da sede central dos D’Alessandro com os óculos escuros cobrindo metade do rosto e o celular já apitando com notificações. Rafael tinha mandado mensagens sobre a próxima

