NARRADO POR KEVÃO A noite desceu igual maldição. Céu sem lua, quebrada quieta demais — daquelas noites que até o vento se esconde. Chamei só os de confiança. Rato, Canela, Zói e os dois irmãos da contenção. Sem caô, sem falha. Quem tava ali, já tinha derramado sangue por mim. E hoje era por outra coisa. Por respeito. Por vingança. — “Vamo invadir esses três picos de merda. Um por um.” — falei baixo, sem piscar. — “Sem falar nome de ninguém. Isso aqui é por quem não tem vez.” Rato já chegou mascando ódio. — “Quer na paulada ou na porrada, patrão?” — “Nos dois. Vamo fazer esses filha da p**a engolir cada risada que deram.” Pegamos as máscaras. Luvas. Latas de tinta. Pé-de-c***a. Um taco de beisebol. E uma marreta que o Zói apelidou de “Justiça”. ** Primeiro alvo: aquela academia m

