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1076 Words
CAPÍTULO VINTE E OITO. Vesper Moreau Em choque, um choque dramático e profundo. — ... — o som de coisas estilhaçando vindo do escritório do meu pai, nem me incomoda. Eu estou é enlouquecida com aquela cena. — Pareceu cena de filme, eu ainda não o tinha visto pessoalmente... — comento com a Kaiane aqui na cozinha. — Ele é bem mais bonito pessoalmente, não é? — pergunto retoricamente, e ela assente. Na verdade todos os que estavam com ele, principalmente aquele que parece ser de algum país asiático. — Ele é — ela responde. Ele literalmente sequestrou a Selene do casamento. Sem medo. — Será que a Selene sabia que ele faria isso? — pergunto, extremamente curiosa. — Eu acho que não... — ela diz paralisada. — Ela deixou bem claro que já não confiava nele quando estivemos no resort, e lá ela pareceu tão sem ação quanto nós — ela diz, e eu não sei não. Eu conheço a minha irmã, ela estava meio calma para o casamento de hoje. Quando ela está nervosa, calmaria não é com ela, ela fica igual a uma tempestade. Talvez ela soubesse, ou tivesse esperança que ele fizesse alguma coisa. E ele fez. Eu já estava começando a desgostar dele, mas acho que agora eu voltei a gostar. — O que vai acontecer agora? — pergunto, escutando o tumulto que está lá na sala de estar. — Eu espero que não os encontrem, porque isso vai virar guerra — a Kaiane comenta. — Encontrá-los é o que mais fácil será — o Kran diz, e eu ganho frio na barriga. — Talvez seja melhor eu ligar para a Selene — falo, discando o número dela. E para variar, fora de área. — Eu me pergunto as vezes, por que ela tem celular — falo, inconformada. — É bom que não tentem fazer contato com ela por enquanto — o Lion diz, entrando na cozinha. — E por quê? Ela pode precisar de alguma coisa — falo. — Eu acho que eles conseguem se virar, mas não se você atrair todos para onde eles estão de imediato — para variar ele tem razão. Mas eu estou meio preocupada. — Não era suposto você odiar o herdeiro do Anakin Duvall, Lion? — pergunto, achando estranho. — Por enquanto, eu prefiro odiar o Zade — responde, e justo o suficiente. — A tia Lorena, está chamando vocês duas — ele diz, e eu assinto. — O Lion está muito calmo você não acha? — pergunto, para a Kaiane. — Todos estão estranhos, nenhum deles levantou uma arma sequer na direção do alvo em comum deles, eles ficaram com medo — ela conta. Claramente estão estranhos. Naquele momento todos ficaram petrificados. Ele tem uma presença que deixou o meu pai embasbacado, o que nunca aconteceu, e eu realmente estou assustada. — Você sabia disso? — foi só eu entrar na sala, para ele já vir me interrogar. — E como eu saberia? — respondo ao meu pai, que está furioso. — Ela é a sua irmã, claro que você saberia — o i****a do Zade fala. — Por sua causa ela ficou trancada aqui, como eu falaria com ela? — pergunto, retoricamente e nervosa. — Eu acho melhor você falar, Vesper — o tio Dawson diz, e eu o encaro. — Eu acho melhor usar esse tom para falar com a sua filha e não comigo — respondo, e ele olha para o lado nervoso. — Onde eu entro nessa história? — a Márcia pergunta, como se não tivesse feito bojarda alguma. — Podemos exibir a pouca vergonha que você fez contra a minha irmã na polícia, para você lembrar — oh, eu estou fula com ela. — Pai? — ela diz, e o tio Dawson nem olha para o seu rosto. — Fique quieta, Márcia — ele diz, e ainda bem. — Se tem alguém que pode chamar a polícia sou eu, e será isso que eu farei — o i****a do Zade fala. — E com que desculpa? Você estava a forçando a casar com você! — falo, e ele me encara. — Ela é a minha esposa, e ele a sequestrou — ele diz, e o meu coração falha. Ela assinou? Não... Não, não, não! — Nós precisamos arranjar um jeito de informar isso para a Selene — a Kaiane diz do meu lado, e eu assinto. Que droga! — Ela não quer você! Você não tem orgulho? — pergunto. — Papai? — falo, e ele está com as veias da sua cabeça bombando. — Agora não, Vesper — ele diz, e eu reviro os olhos. — Sente-se — ordena. — O senhor ia me obrigar a sentar e testemunhar num casamento que a minha irmã não queria, eu não vou ficar sentada aqui — falo. — Mamãe, me avise quando formos embora — falo, para ela que está sentada ali, do lado oposto a Medina. Essa mansão é uma loucura. — m*l-educada — ouço a Márcia falar. — Sabe de quem ela me lembra? Da Lorena, ela é desse jeito, igualzinha a mãe — a Medina, minha madrasta diz, e eu reviro os olhos. — Felizmente, elas se parecem com a mãe. E eu acho melhor lavar a sua língua venenosa quando for falar das minhas filhas — minha mãe, responde-a no mesmo tom. — E antes m*l-educada do que v***a — respondo a Márcia. — Respeite a sua prima! — a minha tia, mãe dela diz, e eu a encaro. — Quem faz m*l a minha irmã, não é prima minha. Devia agradecer por ainda estar aqui, ao invés de exigir alguma coisa — falo, e simplesmente subo para o quarto da Selene. Talvez ela tenha esquecido o celular descarregado no quarto. Entro, fecho a porta, procuro e nada de celular. Eu espero que ela o carregue logo, e lembre que tem uma irmã. — Boa, herdeiro do senhor Anakin... — falo, comigo mesma, bem mais tranquila agora. Mesmo ela tendo sido simplesmente sequestrada e levada de lá como um saco de batatas pelo filho do maior inimigo do nosso pai. Eu devia arrumar as roupas dela, e arranjar alguma forma de a encontrar, mas se eu fizer isso, com certeza me seguirão. E problemas é o que eu não quero causar para ela. Mas ela que não demore me contar o que está a acontecer, e quem é o homem asiático que estava no outro carro.
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