20

494 Words
CAPÍTULO VINTE. Laurent Duvall Ferrado e viciado. Com todas as coisas que eu podia me viciar, álcool, drogas, jogos, eu fui me viciar numa catástrofe personificada. Eu vou perder a cabeça, e eu m*l me reconheço. Ela está me deixando louco, e isso é o que se diz ser impossível. — Ren? — era só o que me faltava. Encontro com a Leila, ao sair do corredor. — O que estava fazendo aí? Por acaso estava falando com a Selene? — ela questiona, e com certeza, eu teria mais paciência em outros momentos. Infelizmente, para ela, esse não é um deles. — Isso não é da sua conta — respondo, querendo sair daqui, mas ela não sai da minha frente. — Bem, é Ren, você é o meu noivo... — corto-a. — Isso é uma farsa — relembro-a, e o seu rosto fecha. — E ela acaba hoje — deixo claro. — O... o que está dizendo? — ela gagueja, e eu respondo. — Que não existe mais noivado algum, e que você deve parar de me seguir agora, Leila — falo, e não só o seu rosto fica vermelho, como lágrimas preenchem os seus olhos. — Isso por causa de uma Moreau? — ela pergunta. — Ela é a filha do inimigo do seu pai, Ren. Ela traiu você! — uma chave vira. Com que então, você também esteve envolvida no plano imundo que fizeram contra ela? Em outro momento eu a confrontaria, mas me pareceu que a Selene tem um plano formado para essa situação e não pretendo estragar agora. Pois, tal como fez, ela irá direitinho contar o que sabe para o Zade. — O seu pai não irá aprovar... — ela diz, me fazendo sorrir. — Era suposto isso ser uma ameaça? — questiono, genuinamente curioso e ela fecha a cara. — Eu... eu sou definitivamente melhor escolha que ela, isso não faz sentido, Ren! — opa! Eu odeio escândalo e falta de noção. — Se recomponha — falo, e ela cora. — Quando precisar é só falar com um dos seguranças que eles cuidarão da sua saída — falo, e saio de perto dela. — Ren! — eu achava que a música era alta o suficiente para me impedir de escutar a voz dela. Adentro o bar, e embora um pouco agitado ainda, o bastardo do Zade já cá não estava para a maldita sorte dele. E, infelizmente, em nenhum lugar em que os meus olhos procuram eu encontro a Selene. Maldição... — Desfigurou o bastardo — ouço o Apollo falar, sentando-se no bar. — O que aconteceu? Você não perde o controle desse jeito? — ele pergunta, e eu suspiro, pegando no copo de whiskey puro que pedi. — O que acha? — questiono, nervoso. — Para onde você foi? — pergunto, e ele dá sinal para não se falar aqui. Outro problema. Eu preciso terminar com isso o quanto antes, porque eu já estou perdendo a paciência.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD