Capítulo 5

1585 Words
- Aonde eu fui me meter, Emma? - já era a décima vez que Anna me perguntava isso. Assim que saí do carro do Sr. Campbell, eu só queria tirá-lo da minha cabeça. Então, fui entender o desaparecimento de Anna e Matt, que pelo que ela me explicou, ela estava inchada de mais para ir para escola naquele dia. Estamos nessa ligação a mais de uma hora e ela não sai do mesmo lugar. - O que quer que eu diga? Eu disse a você que não era certo, que você ia se meter em confusão. - Eu sei, eu sei. - Ele está muito bravo? - Bravo? Eu pensei que ele me bateria, Emma. Eu nunca o vi daquele jeito e sinceramente não sei se quero ver. - Ele não é assim, acho que é por que ele gosta mesmo de você. - Gosta mesmo de mim? Eu não sei... - Como assim? - Emma, todos os meninos que fiquei só queriam uma coisa e não era me amar. - o pesar em sua voz era notável. - O Matt não é assim, ele é um babaca as vezes mas no fim ele se importa. - Eu fiz a coisa errada não fiz? - Sim,minha amiga. - Ahr , Emma o que eu vou fazer ? - Bom, pedir desculpas a ele e tentar não cometer mais esse erro. - Não sei se ele vai me perdoar. - O que custa tentar? - Você está certa, vou fazer isso agora mesmo! Você é demais , Emma! Depois te conto como foi! - Está bem, até mais. É,minha amiga precisa de terapia. Talvez eu também precise,mas eu não sei para quem contar. Não posso só chegar na minha mãe e falar, "então mãe, eu beijei o meu professor e a situação está ficando cada vez mais constrangedora". James não é uma opção, ele está estudando de mais e já é difícil para ele encontrar tempo para falar comigo. É, Emma. Eu e eu mesma. Eu comecei a pintar depois do café da tarde, minha mãe fez waffles e chá de jasmim e conversamos sobre planos para o futuro. Eu não sabia o que pintar, eu comecei despejando um pouco de azul e depois preto, fui fazendo formas e acrescentando luz e sombras. Quando terminei, me deparei com uma Seattle sob um céu azul estrelado, como os olhos de um certo alguém. Eu deixei o observador bem iluminado, fora o que ele me pediu. Emma,onde está se metendo? "Emma, o jantar esta pronto, venha comer" A mensagem chegou ao meu celular mas eu não estou afim de uma refeição em família, não enquanto estou presa em um caos. Como é o nome daquilo que faz você não parar de pensar na pessoa, seu estômago se revira só de pensar nela, e tudo que você faz lembra dela? Por favor, é castigo demais. "Não estou com fome, vou terminar de secar a pintura que fiz e vou me deitar. Boa noite para vocês. " Acordei atordoada e atrasada, e como sou sortuda, o carro da minha mãe ainda não havia chegado da oficina. Os corredores da escola estão vazios e eu estou com os cabelos soltos e selvagens e a pele suada. O dia começou bem. Quando entrei na sala, eu desejei ter ficado em casa. - Srta. Still, está atrasada. - Desculpe, Sr.Campbell eu...eu perdi a hora. - todos olhavam para mim com sorrisos debochados. O que tem de errado? Eles riem baixo e trocam palavras em sussurros. - Acho que seria melhor você ir no banheiro antes. - disse Eliot. - Tá, tudo bem. Sim, o dia está péssimo e eu só queria voltar para casa. E como se não pudesse melhorar, quando me olhei no espelho do banheiro encontrei os motivos da rizada. Meu rosto,meu pescoço, meus braços estão sujos de tinta. Eu pintei mais um quadro antes de dormir,na noite anterior. Eu não as notei quando corrir para fora de casa e eu estava apressada de mais para pensar em banho. Droga,mil vezes droga. Esse dia não tem como piorar. De volta a sala, os risos começaram assim que entrei. Revirei os olhos enfurecida. - Bom, Medel fez diversos experimentos para chegar em sua conclusão, um deles foi a segregação genética e como foi esse experimento? - perguntou o professor. - Mendel utilizou ervilhas primarias, ervilhas de linhagem pura, para analisar os descendentes destas. - respondi. - Isso mesmo, Mendel em sua primeira lei... - o sinal soou, era o fim da aula. Ótimo,uma aula perdida,mas eu já sabia uma boa parte do conteúdo, não acho que eu perdi muita coisa. - Está tudo bem? - perguntou Eliot, assim que passei por ele. Os últimos alunos saíram e eu queria correr para longe. - Está sim, eu só perdi a noção do tempo ontem e esqueci de ajustar o alarme. - Ainda tem tinta, na verdade em todo o lugar. - Elas demoram sair, geralmente eu ponto só no final de semana,mas eu precisava, então... - Entendo. - ele disse suavemente. - Obrigada, pela preocupação. - lhe dei as costas e saí. No refeitório, me sentei com Anna e Matt, tudo indica que eles estão bem. Anna esfregou algumas das manchas de tinta de minha pele com o guardanapo. - O que ele queria falar com você? - perguntou Anna. - Ele quem? - O professo Campbell. Ele te deu uma bronca? - Ele só perguntou se eu estava bem, não tenho costume de chegar atrasada, ele deve ter pensado que aconteceu algo r**m ou sei lá... - Ele não sabe esse costume, não sei, sinto que tem algo estranho nele. - Como assim? - ela se aproxima do meu ouvido, e então sussurra. - Ele não parava de olhar para você. - meus olhos se arregalaram com a possibilidade. - Isso é loucura. - Eu vi, Emma, você estava ocupada de mais tentado limpar essas tintas de seu braço! - Não sei, talvez seja só preocupação. - Por que ele se preocuparia? Emma,não faz sentido! - Aí,não sei Anna, só sei que preciso tirar essas tintas do meu braço! Anna não insistiu mais no assunto,mas pelo meu conhecimento ela não vai deixar isso para lá. As tintas permaneceram em minha pele por todo o período de aulas e eu só consegui tirá-las quando cheguei em casa, com um pano umedecido com o solvente apropriado. - Passei o maior mico. - Eu imagino. - disse o meu pai - Como está se sentindo? - Envergonhada, mas bem. - Se alguém mexer com você é só falar comigo, tá bom? - Humrum. Encontrei o meu pai na garagem averiguando o carro que tinha acabado de chegar da oficina. No meu olhar estava tudo bem,mas para meu pai que investiu tempo e dinheiro nisso, era impossível para ele evitar de ser meticuloso com os detalhes. - Vou entregar uns papéis para meu professor que ele pediu, lá na escola - menti, é Emma, você está cavando seu próprio poço. - volto antes do jantar, está bem? - Tudo bem. Eu queria por um fim nisso, quero dizer a ele chega, que somos professor e aluna e só, que esse joguinho ou seja lá o que for precisa acabar. Eu não demorei muito para chegar em sua casa, não fica muito longe da minha, só alguns quarteirões antes da escola e eu quase voei até lá. Depois de tocar a campainha, escutei Magnus do outro lado da porta, latindo incansavelmente contra a porta. - Emma? - sua expressão demonstrou surpresa e confusão - o que faz aqui? Apertei a borda do pacote com força, senti a madeira embaixo do papelão . - Vim lhe entregar algo e conversar com você, posso entrar? - Claro. A casa continua intacta, exatamente como eu me lembro. Claro que eu não notei uma dúzia de outras coisas por eu está bêbada naquela noite,mas agora eu vejo um par de espadas de esgrima pregadas a parede, um tapete marrom no centro da sala,me lembro de deslizar meus dedos do pé por ele. - Então? - ele perguntou. Eu sentei no sofá e ele sentou na poltrona de couro marrom ao meu lado, se forma que facilitava muito a conversa. - Aqui. - estiquei o pacote. Fiquei esperando ele abrir o pequeno quadro. O quadro que eu havia feito para ele. - Nossa, Emma... - ele voltou a me chamar de Emma, mas eu iria continuar a chamá-lo de Sr. Campbell - Isso está incrível! - Que bom que gostou. - O que queria falar comigo? - ele não desviou a sua atenção do quadro, parecia hipnotizado. - Bom, - meus dedos se mexeram dentro do tênis - é que eu acho que para termos uma relação saudável na escola, esses encontros casuais e inesperados como caronas ou...enfim, acho que isso deveria parar. - seus olhos encontraram os meus e eu pude jurar ver as estrelas se apagarem. - Hum, entendo e concordo, não seria bom para nós caso pensem que isso é mais do que realmente é. - ele voltou sua atenção ao quadro mais sem aquela luz, que eu nem havia notado, ter se apagado. - Eu adorei o presente, Emma. - Eu fico feliz. Era só isso, - eu me levantei do sofá e ele me acompanhou. - eu tenho que ir agora, prometi ao meu pai que eu seria rápida. - Tá, te acompanho até a porta. - Vejo você na escola. - eu disse, antes de partir.
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