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Vendida ao d***o Possessivo

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Blurb

Aurora passou anos tentando deixar para trás os traumas causados pelo pai abusivo. Agora, aos dezenove, tenta reconstruir a vida ao lado da mãe, estudando em Yale e sonhando com um futuro longe do passado sombrio. Mas tudo desmorona quando ela acorda dentro de uma gaiola — à venda em um leilão humano — e descobre que o próprio pai foi o responsável por entregá-la. Entre memórias dolorosas, amizades duvidosas e o terror de ser tratada como mercadoria, Aurora precisa encontrar forças para sobreviver, escapar e recuperar o controle sobre sua vida antes que tudo seja destruído de vez.

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Capítulo 1
Aurora Acordei dentro de uma gaiola. O metal frio pressiona minha pele, fazendo o pouco calor do meu corpo parecer ainda mais escasso diante da temperatura mordaz da sala. m*l há espaço para esticar as pernas ou me sentar ereta. O ar é denso, pesado como se estivesse carregado de promessas não ditas — ou castigos à espreita. Solto um suspiro trêmulo e tento olhar ao redor, mas a escuridão é completa. Não vejo nada, só sinto. Formas se movem dentro dela, sombras que dançam e criam monstros inexistentes — ou talvez não tão inexistentes assim. Agarro as barras da gaiola por um instante, mas as solto de imediato. Estão congelantes. O frio corta minha pele, queimando-a como fogo. As palmas das minhas mãos ardem em carne viva. Por que estou aqui? O que aconteceu? Meu coração dispara com força dentro do peito. A dor se espalha, pulsa nas costelas, sobe pela garganta. Dói tanto que penso, por um segundo, que posso morrer. Pressiono as mãos contra o peito numa tentativa inútil de conter a Avalanche que cresce dentro de mim. Estou morrendo de medo. E nada pode mudar isso. — Olá? — sussurro na escuridão, a voz quase inaudível. Torno-me estranhamente consciente do meu vestido. Do tecido encostando na parte superior das minhas coxas, como se aquilo pudesse de alguma forma me proteger. É uma lembrança absurda, mas eu me vejo de novo na faculdade — assistindo às aulas, mantendo a cabeça baixa. Sempre de cabeça baixa... para que ele não me visse. Mas ele me viu mesmo assim. E agora estou aqui. As memórias começam a emergir, devagar, como cacos de vidro surgindo da água. Mas eu as empurro para longe. Não quero lembrar. Não ainda. Dói demais. Uma traição tão profunda que me corta até o âmago, como se rasgasse o que restava de mim. — Alô? — tento de novo, a voz mais desesperada desta vez. — Alguém pode me ouvir? Alguém pode me ajudar? De repente, uma luz se acende. Por um momento, fico cega. A claridade me golpeia com violência. Piscar não adianta. Meus olhos lutam para se adaptar, e então... vejo. Um homem entra na sala. Não o conheço. Seus cabelos estão penteados para trás com gel, e ele veste um terno que parece um número maior do que o necessário. Exala arrogância. Tem o rosto cínico, como um vendedor de carros usados que tenta esconder o cheiro de mofo dos estofados com perfume barato. — Você está acordada — ele diz com um sorriso entediado. — Ótimo. Hora de começar o leilão. — Leilão? — repito, sem compreender. Minha voz sai falha, arranhada, quase engasgada. — Por que eu estou aqui? — pergunto, mesmo já sabendo a resposta. Mas preciso ouvir. Preciso confirmar. Preciso saber que não é só mais um dos pesadelos que me assombram desde que me tornei adulta. Ele inclina levemente a cabeça, como se estivesse surpreso com a pergunta. Depois sorri com crueldade. — Seu pai te trouxe até aqui. Ele precisa do dinheiro. E então tudo desaba. Meu pai me sequestrou. A verdade me atinge com uma força devastadora. O chão desaparece. Meus joelhos cedem, e me deixo cair de volta contra o metal frio da gaiola. Queima minha pele, mas não ligo. Nada mais importa. Meu pai me sequestrou... para me vender. Como se eu fosse mercadoria. Vinte horas mais cedo — A história clássica da Bela e a Fera diz muito sobre amor, altruísmo e compaixão — diz a professora Williams ao microfone, de pé atrás do pódio. Atrás dela, o PowerPoint exibe uma imagem perturbadora da fera feia perseguindo uma bela donzela assustada. Anoto o que posso enquanto escuto a palestra. Uma das minhas partes favoritas da faculdade é poder escolher as disciplinas que quero cursar. Escolhi — Literatura de Contos de Fadas — porque esses contos sempre foram especiais — para mim e para minha mãe. Ela lia para mim, uma história diferente todas as noites antes de dormir. Tenho quase certeza de que ainda leria, se eu não fosse — velha demais — para isso agora. Puxo discretamente a barra do meu vestido para baixo. É um vestido branco de verão, simples, com pequenas flores amarelas. Um dos meus favoritos. Mas encolheu um pouco na última lavagem. Ainda serve, só que agora está curto demais para o meu gosto, especialmente sentada aqui numa sala cheia de gente. Assim que a aula termina, pego meus livros e meu bloco de anotações. A maioria dos alunos usa notebook, mas eu gosto mesmo é de um bom e velho caderno de papel. Gosto da sensação da caneta deslizando nas páginas. Me faz sentir mais conectada com o conteúdo. Mais presente. Por causa do meu pai, eu não tive acesso à educação por boa parte da infância. Então, agora que estou livre dele, faço questão de absorver o máximo que puder. Cada aula é um pequeno ato de liberdade. — Oi, Aurora — uma voz masculina soa atrás de mim. Viro o rosto e dou um sorriso para Anthony. — Oi. Anthony é bonito. Cabelos loiros e lisos, traços marcantes, um ar calmo. A cor do cabelo dele é parecida com a minha, o que faz com que muita gente no campus ache que somos irmãos. Mas não somos. Somos apenas amigos. Ele se apresentou logo no início do semestre, e eu me senti estranhamente segura perto dele. Segurança não é uma sensação comum quando estou perto de homens. Nunca foi. — Posso carregar seus livros? — Ah, claro — respondo, entregando-os. Anthony sempre oferece, e eu sempre deixo. É gentil da parte dele. Caminhamos juntos pelo campus. O outono está chegando. As folhas começam a tingir as árvores de vermelho e amarelo. Ainda está quente o suficiente para justificar o vestido leve, e eu queria usá-lo uma última vez antes que o frio tomasse conta de vez. Os invernos em New Haven são cruéis. — Quer tomar um café? — ele pergunta. — Tenho que ir pra minha próxima aula... Mas talvez mais tarde? — Você sempre tem que ir pra sua próxima aula — ele responde com um tom que me faz franzir o cenho. É estranho. Amargo, até. — Eu lutei muito pra entrar em Yale. Não vou estragar isso por nada. — Eu entendo — diz ele, e toca meu braço de leve. Não gosto muito disso. Pequenos toques sempre me deixam em alerta, mesmo quando vêm de alguém como Anthony. — A gente pode tomar esse café mais tarde — completa, com um sorriso que tenta ser leve. Aceno para os livros que ele carrega. — Posso pegar meus livros de volta? Ele hesita, só por um segundo. Mas então os entrega. — Até mais, Anthony. Viro as costas e sigo em frente, sem esperar a resposta dele. Algo no jeito como ele falou... ficou na minha cabeça.

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