Capítulo 3
Christoffer King
Sou o filho caçula de Robert e Lauren King, nascido nos Estados Unidos, tenho aquela típica família norte americana onde tudo é mais do que o necessário, onde crescer e multiplicar é levado a sério, então meus pais tiveram quatro filhos para ganhar o título de família grande e unida mais linda da américa, é o que eu tento me convencer durante todos esses anos.
Parece que no meu país o verbo mais utilizado é multiplicar, não é possível que tantas famílias possam ter tantos filhos, aquela clássica escadinha de crianças saindo para ir para escola. Uma mãe que é dona de casa, faz de tudo para ver sua família feliz e um pai que é o provedor, aquele que faz de tudo para manter aquela família alimentada e próspera.
Eu venho de uma família assim e até chato falar que eu tenho quatro irmãos, eu não poderia ter filho único? Não na família King, aonde todas as gerações sempre tiveram muitos e muitos herdeiros.
Meu irmão mais velho é o Kevin, o braço direito do meu pai nos negócios da família e futuro chefe da família, bom, assim que meu pai resolve largar o osso. Depois vem o Josh, o braço direito do meu irmão mais velho, aquele que tenta ser a razão entre meu pai e meu irmão mais velho. Já o Matt tem seu próprio negócio, claro que esse negócio tem raízes fincadas nas empresas do meu pai, aquele velho ditado, o fruto não cai muito longe da árvore. Meus três irmãos mais velhos são orgulho da família King. Claro que eu não poderia deixar de falar da minha irmãzinha querida, minha linda e amada Susan, ela é a única sensata da sua família.
Eu sou o que dizem por aí, a raspa do tacho, o filho diferente dos demais, o que meus pais vivem para se questionar porque eu sou diferente e louco, o problemático da família, A ovelha n***a.
Sim eu sei de tudo isso, eu não tenho um pingo de juízo realmente, não foi por falta de tentativa, minha mãe me marcava cerrado. Eu não podia dar um espirro sem que a velha estivesse do meu lado, ah se ela me pega há chamando de velha...
O negócio era que eu gostava de ser o caos da família King, eu era do tipo que provocava o caos e depois sentava para assistir com balde de pipoca. Gostava de ver o choque passar na cara deles toda a vez que aprontava alguma coisa e digamos que sou mestre em dar problemas para a minha família.
Já fui pego transando na rua, em bares, carros e até no supermercado... Nossa, foi uma das melhores fodas da minha vida!
Eu saí para comprar uma vodka e tinha que pagar de alguma forma, simples assim.
Não pensem que eu uso entorpecente, que tenha um parafuso a menos ou sou diagnosticado com alguma doença rara, nada disso, meu corpo é meu templo e amo muito ele para estragar ele com essas coisas. Meus pais já me levaram no médico e fizeram uma bateria de exames até eu fazer 18 anos e realmente sou saudável igual a um touro.
Somente sou intenso demais e vivo a vida de forma única, amo sentir que tenho sangue passando em minhas veias, quando faço tudo que faço e porque não me prendo em rótulos.
Não que sou um fantoche dentro da sociedade e não gosto de ser estressado igual os meus irmãos, somente sou um cara alegre e que gosta de curtir a vida.
Tenho meu próprio trabalho independente, fui o único filho que não quis a ajuda do papai, eu realmente comecei do zero e hoje sou bem sucedido em meu ramo. Amo moda, eu sou modelo, então estudar para ser dono de um grande site de compras online foi uma boa sacada na época. Porque hoje cresceu por causa da pandemia, eu já era pioneiro.
Sou dono, mas tenho um CEO que cuida de tudo, gosto de moda, tenho ideias e sei que todo o sucesso da minha empresa vem da minha genialidade, mas sei que não sou um bom com números como os meus irmãos, então seria burro se não colocasse alguém capacitado para cuidar das finanças da empresa. A realidade que declararia falência logo se cuidasse dos dólares que entra a toda hora na minha conta bancária.
Meu pai sempre odiou a ideia, sempre me perguntei se era porque eu tenho minha própria marca de roupas masculinas, ou porque nos meus negócios quem dá a cartada final é o CEO?
Acho que é pelo fato de eu ser a parte feliz da história, sou a alma da empresa, enquanto Susan cuida dos problemas chatos que eu fujo ou finjo não ver. Ela é a minha irmã, a única além da Geo que me atura e me ama está sempre ao meu lado.
As duas sempre falam que eu tenho o meu modo de ver a vida, que na hora de me criarem, adicionaram muito pouco juízo, então agora tinham que cuidar de um garoto de trinta anos com alma de quinze.
Bom, as duas acabam perdendo a paciência quando tem mulher no meio, minha melhor amiga e a minha irmã odeiam quando eu me meto em problemas e esses problemas tem mulheres no meio.
Não tenho culpa da minha fama!
Porque sou conhecido como o Grande King... não é por causa que a minha família é influente e rica, esse apelido é mais pelas minhas características na cama, o jeito que deixo uma mulher louca por mim.
Elas passam a mão na minha cabeça por que todos os outros desistiram de querer me mudar, mas ainda assim não me aceitaram como eu realmente sou.
Porque não podem aceitar que eu sou diferente dos meus irmãos chatos?
Sim, eu tenho três irmãos chatos e certinhos demais, são o orgulho da família King.
Kevin, Matt e Josh
Os três patetas
Eu e Susan somos o ponto fora da curva, ela por ser mulher e eu por ser doido mesmo.
- Quando você vai tomar jeito Cris? – essa é a campeã das perguntas que me fazem sempre.
Como responde há uma pergunta: Quando você vai tomar jeito? Quando você vai crescer? Quando você vai casar?
- No dia de são nunca papai... – A língua chega coça, mas não falo, pois ainda respeito muito meus velhos.
Na bíblia está escrito para respeitarmos pai e mãe, então não sou louco há esse ponto, ok?
Não vou bater de frente com meus pais, pois não vale a pena perder o amor que eu sempre ganhei deles, mesmo com um parafuso a menos.
Porque meus pais ficam pegando no meu pé um dia sim e no outros também, bom meus pais são tão severos e chatos comigo, mas me ama e não tem vergonha de dizer que somos tudo deles e que eles querem somente querem o nosso bem.
- Cadê a Geo? – Susan pergunta com os olhos atentos no computador.
Estava na sede da minha empresa, um lugar moderno e cheio de vida, mas quando eu entrava no escritório da Susu, a alegria saia do meu corpo na mesma hora.
- Restaurante... – Digo com o saco cheio, pois ela me fez vir até aqui para assinar meia dúzia de coisas chatas.
- Quando você vai assumir que gosta dela? - Que p***a de conversa é essa?
- Como é que é? - Pergunto me arrumando na cadeira.
Susu me olha e para de digitar.
- Que você não vive sem a Georgia Reis, meu caro irmão, Cris, vocês são como unha e carne, vivem como se fossem casados a anos, todos da nossa família e a da dela acham que você tem um relacionamento aberto com a Geo. – Acabo rindo da loucura que essas famílias pensam.
- Cara, vocês não aceitam que eu tenho uma união de almas com Geo, eu e ela somos almas gêmeas que nunca vão se separar. Não rola nada s****l, para mim é como se ela nem tivesse sexo, sabe, um anjo lindo que amo com toda a minha alma. – Susu me olha assustada.
- Está falando sério? - Ela se encosta na cadeira e me olha atentamente.
- Porque mentiria para você mana? Fui criado com Geo, desde o nosso nascimento somos unidos, fomos gerados por barrigas diferentes, mas somos irmãos.
A diferença de idade entre mim e meus irmãos é bem grande, então eram os três mais velhos, eu, Susu e Geo, temos meses de diferença, já que após ter Susan minha mãe engravidou logo de mim.
- Já pensou que você pode amar a Geórgia? – a pergunta não é novidade para mim, meus pais me fizeram essa pergunta, os pais dela me fizeram essa pergunta, meus irmãos, amigos...
TODOS já me fizeram essa pergunta.
- Sim, mas não é esse amor que você sente pelo Renato, meu amor pela Georgia não é carnal, amo como se ela fosse uma extensão do meu coração. Como se eu precisasse cuidar dela para não morrer sem seu sorriso, eu sempre cuidei dela, eu sempre estive lá ao seu lado, eu não me vejo longe.
- Cris... – Eu sei o que ela vai falar.
- Eu não vou me casar, Susan, estou bem assim, não quero me prender a alguém, já deixei isso muito claro para cada pessoa que me pergunta. – Minha irmã me olha triste, mas concorda.
Não me vejo casado e tendo filhos, gosto da forma que levo a vida e está tudo bem. Não gosto dessa convenção social onde dita que tenho que estudar, fazer faculdade, trabalhar, casar, construir família e ser um cara como o meu pai.
Eu sempre afirmei veementemente que não vou me casar, não quero um amor como os dos meus pais ou dos meus irmãos, gosto de ser solteiro e acabou, não me vejo louco por alguém.
Eu acredito tanto no amor, que tenho que amar tudo a minha volta, nada de rótulos ou obrigações, a verdade que prefiro ser assim, que no futuro fazer alguém infeliz por não conseguir atingir as expectativas da outra pessoa. De dar esperança e não conseguir chegar em suas expectativas.
- Vamos mudar de assunto, pois você sempre fica m*l humorado quando tocamos nesse assunto. Eu somente pensei que às coisas entre vocês tinha mudado...Você vai levar ela no meu aniversário?
- Claro que eu vou!
- Combinado então...
Ela começa a me encher de trabalho e já me arrependo de ter sentando nessa cadeira, queria mesmo estar tomando margaritas em frente a minha piscina.