O corredor do hospital estava quase vazio naquele final de tarde, iluminado por lâmpadas frias que deixavam tudo com um ar pálido e silencioso. Renata andava de um lado para o outro, mordendo o lábio inferior, as mãos inquietas apertando a barra da própria blusa. Caíque, encostado na parede, observava cada passo dela com atenção — preocupado não apenas com Sofia, mas com o peso que Renata carregava sozinha. Ele respirou fundo e chamou, com a voz baixa: — Renata. Ela parou, virou-se com os olhos ligeiramente marejados. — Eu não sei o que eu faço — soltou de uma vez, como se estivesse segurando aquilo há horas. — Eu trabalho o dia inteiro… quem vai olhar a Sofia? Ela não pode ficar sozinha, Caíque. Não agora. Ela tá frágil demais… e se passar m*l de novo? E se desmaiar? E se… — sua voz

