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Ainda Amo Você

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Blurb

Brenda e Nando tinham tudo para viver uma linda história de amor. Mas a vida, caprichosa e implacável, os separou quando um casamento arranjado obrigou Brenda a se casar com um homem que odeia. O relacionamento, cheio de sonhos e planos para o futuro, é interrompido de forma abrupta transformando o que antes era amor em mágoa e ressentimentos.

Seis anos depois, Brenda, agora uma mulher marcada pela vida e sem qualquer sonho, retorna para a cidade onde um dia foi feliz após escapar de seu marido abusivo. Tudo o que busca agora é um porto seguro para ela e sua filha. Em meio a essa busca por paz os caminhos de Brenda e Nando se cruzam trazendo a tona os sentimentos antes amortecidos.

#PLÁGIO É CRIME#

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Capítulo 1
Brenda Valência – Espanha 2008 Procuro forças para manter os olhos abertos enquanto sou carregada por Nando, que grita por socorro a plenos pulmões pelos corredores do hospital. Logo uma equipe o médico de plantão e enfermeiros nos cercam. Uma maca surge do nada e me levam para longe de Nando mesmo sob meus protestos. _ Pode nos dizer o que está sentindo, mocinha? – O médico questiona apontando uma luz em meus olhos. _ Meu peito. – É tudo o que consigo dizer, pois o ar começa a faltar. A dor que vem apertando o meu peito se torna insuportável, a pressão aumenta e tenho a sensação de que o peito vai explodir. Respirar é quase uma luta. Aos poucos perco completamente o controle do meu corpo e começo a apagar. Ainda ouço uma agitação a minha volta, mas não consigo e nem quero resistir a escuridão que me engole. Um barulho irritante e ritmado é a primeira coisa que percebo antes mesmo de abrir os olhos. A luz incomoda um pouco quando tento abri-los levando alguns segundos para me acostumar com a claridade. Tenho a boca seca e a garganta dói um pouco quando engulo a saliva. Olho em volta buscando por Nando, mas é Thomás, o protegido do meu pai, quem vejo parado perto da janela falando ao telefone. Tento levantar, mas meu corpo parece estar amortecido e não responde aos meus comandos direito. O barulho ritmado da máquina fica mais constante atraindo a atenção do homem de terno. _ Que bom vê-la acordada, querida. – Desliga o celular e se aproxima. – Como se sente meu bem? – Tenta tocar meu rosto, mas desvio. _ O que faz aqui? Onde está o Nando? – Minha voz saí rouca e estranha aos meus ouvidos. _ Esses são modos de tratar o seu noivo, querida. _ Não somos noivos. – Rebato o fazendo revirar os olhos. _ Não é isso o que seu pai decidiu. – Seu sorriso me embrulha o estômago. _ Ele não pode decidir nada disso por mim. – Uma pontada fina no centro do meu tórax me faz arfar baixo. – Agora me diz. Onde está o Nando? _ No lugar onde criminosos como ele deveriam estar. – Arruma a gravata impecável. – Na cadeia. _ O quê?! – Tento levantar, mas a dor me joga de volta para a cama. – Você está mentindo. – Balanço a cabeça em negação enquanto o barulho da máquina fica mais intenso. – Por que ele estaria na cadeia? _ Porque ele sequestrou a minha noiva no dia do nosso jantar de noivado. – Pontua em seu espanhol carregado de sotaque. A ponta dos seus dedos triscam em minha bochecha. – Seu pai e eu quase morremos de preocupação esses três dias que ficou desaparecida. _ Não me toca! – Grito o fazendo abrir um sorriso sombrio. – Saí daqui! – Meu peito dói ainda mais, mas não me importo. – Saí! _ O que está havendo aqui? – Uma enfermeira invade o meu quarto alarmada. – Precisa se manter tranquila, senhorita. – Apoia as mãos em meus ombros na intenção de me manter deitada. – Toda essa agitação não lhe fará bem. _ Disse a ela. – Thomás fala de forma dissimulada. _ Saí daqui! – Arfo sentindo o coração acelerar. _ Senhor, vou pedir que se retire. – A enfermeira fala ainda com as mãos apoiadas em meus ombros. – Toda essa agitação não faz bem para a paciente. Ele concorda com um breve aceno de cabeça antes de deixar o quarto. Sempre muito educado quando está diante de outras pessoas. Mas a máscara de bom moço não funciona comigo. Não depois que já vi quem é o verdadeiro Thomás. Respiro fundo segurando o ar por alguns segundos e então o solto lentamente. Repito o exercício algumas vezes até sentir o meu coração voltar a bater num ritmo normal e a máquina parar de apitar como louca. _ Se sente melhor? – Ela pergunta numa voz suave. _ Sim. – Raspo a garganta ainda resseca. – Pode me dar um pouco de água? – Ela assente pegando um copo plástico com um canudo em uma mesinha próxima a cama. Dou alguns pequenos goles até me sentir satisfeita. – O que aconteceu comigo? _ A senhorita teve que passar por um procedimento cirúrgico. _ E por que me operaram? – Levo a mão ao peito sentindo a dor um pouco mais forte. _ Foi um procedimento de emergência. – Explica enquanto mexe no soro. – O médico que realizou a cirurgia está vindo e vai lhe explicar tudo. – Me sorri antes de deixar o quarto. Fecho os olhos com força na tentativa de lembrar como vim parar nesse hospital. A última coisa de que me lembro é de estar na praia com Nando fazendo planos de um futuro juntos. O que aconteceu depois é apenas um borrão e isso me frustra. Uma batida leve na porta traz de volta a realidade. Por um breve momento penso ser Nando. Meu coração se enche de esperança e até consigo sorrir. Mas o sorriso ser vai no minuto seguinte quando a enfermeira retorna acompanhada de um homem de cabelos grisalhos que imagino ser o médico que me operou. _ Como se sente, senhorita Del Rey? – Questiona parando ao lado da minha cama para que eu consiga vê-lo bem. _ Confusa. O que houve comigo, doutor? _ Você deu entrada na emergência na noite de ontem com um quadro grave de arritmia cardíaca, – Começa a explicar de modo tranquilo. – causada por uma insuficiência na valva tricúspide e precisamos substituir essa valva por uma sintética. _ Tive um problema no coração? – Indago ainda mais confusa. – Mas como? Eu tenho dezoito anos. Sou jovem e cheia de saúde. _ Esse quadro é uma condição genética e seus sintomas são sutis. Fadiga, palpitação, edemas. – Lista unindo as mãos na frente do corpo. – Geralmente uma situação estressante pode desencadear uma crise como a que você teve. Por sorte foi trazida a tempo. _ Mas a cirurgia resolveu esse problema? Posso viver uma vida normal? _ Pode seguir uma vida normal, mas com alguns cuidados, é claro. Acompanhamento com um cardiologista, uma alimentação balanceada, exercícios moderados e evitar o estresse. Além de fazer uso de medicamentos. _ E onde isso é ter uma vida normal? – Encaro o teto branco enquanto uma lágrima solitária escorre pela lateral do meu rosto. _ Sei que pode não parecer agora, mas você teve uma segunda chance. Deve aproveitá-la. – Espera que diga algo, mas não tenho o que falar agora. – Vamos deixa-la descansar. O que fiz para viver isso? Essa é a pergunta que rodeia meus pensamentos enquanto me deixo consumir pelas lágrimas. Choro até cair no sono. Não sei por quanto tempo durmo, mas quando desperto é meu pai quem vejo sentado no pequeno sofá que fica no canto do quarto. Seus olhos estão focados na pasta em suas mãos. Provavelmente está trabalhando. Ele sempre está trabalhando independente da situação. Me estico para tentar pegar o copo com água no móvel ao lado da cama, mas não consigo alcança-lo. O pequeno movimento faz um gemido de dor escapar dos meus lábios atraindo a atenção do meu pai. O velho León descansa a pasta de documentos, arruma o paletó ao se erguer e se aproxima com passos lentos. Seu olhar é frio. Não tem qualquer sinal de preocupação ou ternura. _ Como se sente? _ Bem. – Falo com a voz ainda arrastada. _ Então pode me responder. O que tinha na cabeça para sumir com aquele marginal durante o seu jantar de noivado? _ Eu não quero me casar com o Thomás. – O choro embarga um pouco a minha voz. Mas nem mesmo isso parece tocá-lo. _ Mas você vai casar com ele. – Determina como sempre faz. – Vai fazer porque devemos isso a ele. Porque Thomás salvou a nossa família da ruina. _ Não pedi por isso. – Rebato num ato de coragem e rebeldia. _ Pedindo ou não ele fez. – Sua mão aperta o meu braço com força sem se importa com o meu estado. – O casamento vai acontecer e não está em discussão. _ Eu não sinto nada por ele. – Revido. – Eu amo o Nando. _ Esse marginal é passado. – Dá as costas para mim. – Depois da loucura que fizeram vou garantir que vocês nunca mais vão se ver. _ Você não pode fazer isso. – Tento sentar, mas uma pontada na região da cirurgia me impede. _ Você me conhece a tempo suficiente para saber que eu posso tudo. – Se volta para mim com um olhar sombrio. – Então não adianta fazer cena. – Sorri de lado. – Vou te dizer o que vai realmente acontecer. Nós vamos nos mudar de vez para Londres e assim que estiver completamente recuperada vai se casar com o Thomás. _ E se eu não fizer isso? – Questiono em tom desafiador. _ Vou dar um jeito de acabar com a vida do marginalzinho que você tanto diz que ama. A simples menção de suas intenções me fazem tremer na base e ele percebe sorrindo vitorioso.

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