Gabriel Montenegro Caminhei ao lado de Helena em direção ao quarto dela, os passos calculados, quase silenciosos, para não acordar Sofia. O silêncio da casa parecia amplificar cada pequena respiração que ela soltava, e meu corpo reagia a cada movimento dela, como se a proximidade fosse um gatilho impossível de ignorar. Ela fechou a porta atrás de nós com cuidado, mas antes mesmo que pudesse se afastar, puxei-a para os meus braços. Meu peito encontrou o dela, e a sensação de tê-la tão perto me consumiu como uma chama que eu não tinha mais forças para apagar. Sem hesitar, capturei seus lábios nos meus, dessa vez sem contenção, como se o tempo que passamos separados tivesse acumulado anos de desejo. Minha boca explorava a dela com intensidade, uma mistura de fome e reverência, enquanto

