Helena Duarte Acordei com a luz do sol entrando pela fresta da cortina. Meu corpo ainda estava dolorido da intensidade da noite anterior, mas era uma dor boa, misturada com a lembrança do que havia acontecido. Por um momento, permaneci deitada, os olhos fechados, apenas saboreando a felicidade silenciosa que tomava conta de mim. Mas logo percebi que estava sozinha. O lado da cama onde Gabriel deveria estar estava vazio, o lençol ligeiramente bagunçado e ainda quente. Sentei-me, deixando os pés tocarem o chão frio. Passei as mãos pelos cabelos, tentando colocar meus pensamentos no lugar, e peguei a primeira roupa que encontrei jogada pela cadeira no canto do quarto. Ao sair do quarto, segui o som de vozes e risadas vindo da cozinha. Quando cheguei à porta, a cena que encontrei fez meu co

