Uma semana depois o jantar foi marcado. Stefan já havia comprado os anéis de compromisso e os dois usavam uma aliança prateada finas, mais brilhantes que os normais. E claro que o pai dela não poderia deixar de soltar gracinhas enquanto aguardavam as mulheres descerem.
-Olha só quem diria, o cara da TI! - foi a primeira coisa que o Victor falou ao ver o homem entrando em sua sala sendo acompanhado por Matteo.
-Senhor, Victor! É uma honra poder estar na sua casa. - eles apertaram as mãos.
-Para um cara de TI, você até que se veste bem. - o homem olhou bem para Stefan que continha uma camisa polo cinza e uma calça caqui segurada por um cinto preto.
-Papai, por favor, ele tem nome. - Manuela chegou no alto da escada chamando atenção dos rapazes. -Oi, querido!- eles se abraçaram e ele deu um beijo na cabeça dela.
-Você está linda! - a fala dele fez com que ela o olhasse e sorrisse.
-Você deve ser o Stefan! - a voz da mulher mais velha se fez presente na sala chamando a atenção de todos. Então Helena chegou até mais perto, vindo de um dos corredores do andar de baixo.
-Sim! Senhora, Helena Cesarini, correto? - com toda sua cordialidade, Stefan a reverenciou.
-Exatamente! Senhor Heiden? - a mulher esticou sua mão e ele a pegou para beijar.
-Podem me chamar de Stefan. - aquele sorriso galanteador apareceu.
-Fico feliz em finalmente te conhecer. Ouvi boatos sobre você e minha filha.
-Sinto muito pelos boatos, por isso estou aqui, vim esclarecer quaisquer dúvida que houver. - nesse momento todos estavam se encaminhando para a mesa de jantar. Stefan ficou ao lado de Manuela, em frente a Matteo. Nas pontas, estavam os anfitriões, a mesa era de seis lugares, onde sempre foi perfeito para eles. Após algumas conversas sobre a família de Stefan e o jantar regado a indiretas soltadas pelo homem mais velho ali presente, a sobremesa foi tomada na varanda da casa. Manuela e Stefan comiam uns pães com Chimia.
-Nossa, eu sabia que eles queriam te agradar, mas dessa forma…- Manuela falou assim que viu a geléia de Chimia.
-Parece que estou em casa! - Stefan sorria enquanto comia. Chimia era uma geleia alemã que pode ser feita com as mais diversas frutas, como goiaba, uva, maçã, figo, morango, abóbora, entre outras. -Preciso agradecer aos meus sogros! - Stefan fez menção de se levantar, mas logo foi parado por Manuela.
-Deixa de graça! - ela o segurou pelo braço. -Não se acostume com isso, que tem prazo de validade.
-Então deixa eu me aproveitar um pouquinho, vai! - Stefan começou a fazer cócegas na mais nova e então começaram a rir na varanda, sendo atrapalhados somente pela mãe de Manuela. Ela pigarreou para chamar atenção dos dois. -Hã, Senhora Cesarini desculpe. Eu queria agradecer pela sobremesa, está uma delícia e pela lembrança também, é claro.
-Fico feliz que tenha gostado, Sr. Heiden. Acredito que já esteja ficando tarde e é melhor o senhor seguir seu caminho, estou correta? - os mais novos se olharam e Manuela deu de ombros.
-Claro que sim! - ele colocou o bowl que continha a geleia em cima da mesinha.
-Eu te acompanho até a saída! - Manuela fez o mesmo que ele. Stefan se despediu de todos e os dois foram até a porta. -Me desculpa pela minha família!
-Eles são sempre assim? - ela ficou esperando o resto da frase -Certinhos e chatos?
-São! - os dois riram. -É por isso que eu preciso sair daqui e preciso de você para isso.
-Seus pais são de que ano? 50?
-Quase isso! Somos uma família com muito dinheiro, então, quanto mais próximos, melhor. Não para mim, para eles.
-E você me quer para sair desse palácio?
-Com um tempo você se cansa e quer viver sua própria vida. Agora anda, vai! Nos falamos depois.
-Posso abraçar minha namorada?
-Ninguém está vendo, não precisa! Só vai!
-Doce como uma mula. Até mais! - ele se despediu, entrou no carro que havia alugado e saiu dali. A menina entrou novamente na casa e quando ia subindo as escadas, foi chamada pela sua mãe.
-Manuela! - ela parou no meio e se virou. -Gostei dele! - ela permitiu respirar fundo. A mulher assentiu e seguiu seu caminho. O começo do seu plano, estava dando certo.