O Dono

823 Words
Chegamos em uma loja onde ele escolheu minhas lingeries. Muitas lingeries, todas de seda. _ Mas eu tenho lingeries _ disse quando a quantidade começou a me assustar. _ Jogue todas fora. São horríveis! _ nem me olhou ao dizer, estava ocupado escolhendo, sentindo o toque do tecido, analisando as cores. _ Como você sabe? _ Eu vi. _ Esteve na minha casa? _ Sim. _ O que? E fala isso assim? Olhou para mim e gostou de me ver, sorriu _ Você fica muito linda, brava. Voltou as suas escolhas, depois pagou a conta. Os vendedores levaram tudo para o carro. Fomos a outra joalheria onde haviam jóias mais casuais. Ele escolheu tudo sozinho. Depois comprou sapatos lindíssimos. No fim da tarde, voltamos para o Brasil, mas não para a minha casa. Fui parar na casa dele. Uma senhora casa! _ O que eu estou fazendo aqui, Thomas? _ Você vai morar comigo. _ Não tem nada disso no contrato. _ No contrato diz que tenho liberdade total para toca-la. Eu não posso te tocar se você não estiver perto. As entrelinhas, sorri da minha ingenuidade. Porque aquele contrato parecia tão atraente? Por que é claro que eu não li tudo como deveria ter lido. A casa era grande, e por isso, apesar de haver muitos empregados, parecia vazia. Era muito difícil não me sentir intimidada. O Thomas me convenceu a tomar um banho de banheira com ele. Passava a bucha de forma gentil sobre minha pele. O meus cabelos estavam presos no alto da cabeça. Silêncio. Ouvia a sua respiração, e todas as mudanças nela, enquanto ele prestava muita atenção na minha pele, nos contornos do meu corpo, nas sardas e cicatrizes. O seu toque, mesmo com a bucha, gerava uma descarga elétrica por onde passava, eu não conseguia ficar tranquila. Minha respiração descompassava mesmo quando ele não tocava nas minhas zonas erógenas. O seu olhar sobre mim, a sensação de estar nua diante do seu olhar. Exposta, desprotegida, fácil, me vergonhava, mas eu gostava. E gostar disso, aquecia o meu corpo e o meu desejo. Eu queria o seu olhar devorando o meu corpo com sua malícia e luxúria. Sua respiração se alterando me dizia que ele estava igualmente alterado com aquela sensação gostosa que a situação lhe presenteava. Ele me desejava, como eu, ou até mais. Ele sabia do que estava abrindo mão quando não íamos além do toque e das provocações. Eu não. Para o Thomas, havia um respeito solene sobre o meu corpo, minha virgindade, sobre mim. Isso me fez pensar na outra garota e no Marco. _ Você o demitiu? _ Quem? _ O segurança que tocou na sua outra virgem. O olhar que me lançou foi irritado _ Você... _ se interrompeu e expirou alto como se se acalmasse, levou um segundo para retomar. Se concentrou no movimento da bucha sobre a minha perna esquerda _ Ele tirou de mim a coisa mais importante que eu tinha, Alana. O que você acha que eu deveria fazer com ele? _ estava sombrio. _ Então, você o demitiu _ presumi e e ele sorriu irônico sem me olhar. Estremeci quando ele fez silêncio. Não, o Thomas não só o demitiu, ele se vingou. Fiquei tensa e ele notou. Olhou em meus olhos. _ Foi há muito tempo _ soou tranquilo, mas triste _ Não procure por fantasmas, meu amor? _ soou a súplica _ Eu sei que você é curiosa e esperta, não consegue deixar passar, mas no passado não existe nada que eu queira no meu presente com você. _ Eu vou parar _ prometi. Sorriu agrado. Depois do banho, ele me vestiu uma camisola linda e deitamos na sua cama. Ele adormeceu fácil. Fiquei admirando a sua beleza, só de cueca de seda, mas em algum momento, eu dormi também. Só acordamos no dia seguinte, o meu celular nos acordou. Assim que desliguei o alarme o braço dele me puxou para baixo do seu corpo, me encarou bem de perto e muito bravo. Senti uma culpa instantânea e profunda, além de medo. Mil punições que ele poderia me infringir por acorda-lo, passaram pela minha mente e cada um dos três segundos em que ele ficou me encarando. Surpresa total foi quando ele só deitou de bruços me prendendo na cama com o seu braço sobre mim, me segurando. Fiquei quietinha. Acordou quando o seu celular despertou uma hora mais tarde. Procurou o meu olhar e esboçou um sorriso lindo, nem parecia a mesma pessoa que me lançou um olhar assassino, sessenta minutos atrás. Haviam dois banheiros no seu quarto. Cada um foi para o seu. Um banho gostoso depois, com os dentes escovados e cabelos penteados e secos, voltei para a presença do homem mais bonito que eu já vi de perto. Estava lindo, cheiroso e sendo arrogante com alguém pelo telefone. Andava e fazia poses, enquanto conversava. Eu compraria uma revista com essas fotos.
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