_ O exército já terminou com o homem morto _ foi o que a Thaís disse, antes de qualquer outra palavra, assim que entramos na sala de jantar. O rosto do Thomas ficou sem expressão e o seu olhar, gelado. Ele sentou a mesa e pegou o celular, conferindo a informação da irmã. Sentei ao seu lado. Imaginei que "homem morto" fosse um código para o agressor. Douglas parou a porta, analisou o clima dentro da sala com as mãos nos bolsos e lançou um olhar sobre os filhos. Sem que nada fosse dito, ele soube. Seu olhar pousou sobre mim e sorriu como quem ver uma criança feliz. O olhar dos outros vieram para mim, mas era diferente, uma cobrança. No olhar do Thomas havia algo mais, apoio. O café da manhã foi silêncioso, como se alguém, realmente tivesse morrido. Pensei que o exército o tivesse matado.

