Mais Mulher

2694 Words
Não tinha notado até o momento em que saímos do quarto do Dream, que haviam dois seguranças a sua porta. Eles sempre estiveram aqui. Naquela noite a Thaís não quis me deixar sozinha em momento algum, até dormimos juntas. _ Você sabe sobre a outra virgem? _ puxou assunto quando ficamos sozinhas no meu quarto com o Thomas. _ O Thomas não fala nela. _ Claro _ riu irônia _ Quer saber o motivo? Hesitei, mas me rendi _ Muito. Com um riso afetado ela me puxou para sentar com ela na cama e começou a falar sorrindo. _ O Tom é muito romântico, sabe? Sempre achei isso lindo, mas isso o torna meio ingênuo. _ fez uma careta e prosseguiu _ A garota se chamava Lúcia. Leiloaram ela, em um prostíbulo no Chile. Uma escrava s****l virgem. O Thomas se encantou pela garota nua, desprotegida e envergonhada que o encarou com medo de cima do palco. Eu vi acontecer. _ Ele a comprou? _ O Thomas não compraria um ser humano. Ele tem suas regras. Eu a comprei e dei para ele de presente. Sabe que não se pode rejeitar um presente, não é? _ Eu sei. O que ele fez? _ Levou para casa e cuidou dela como se ela fosse uma princesa. A garota se apaixonou por ele. E o fofinho lhe deu a alforria. Ela não tinha para onde ir, o seu pai a vendera. Foi daí que nasceu o primeiro contrato assinado por uma virgem. _ Posso perguntar por que ele a manteve virgem? Gargalhou _ Você não sabe? Neguei. _ Para conquistar a garota. O Tom fez isso pela primeira vez com a Lúcia por solidão. Não era amor. _ Conquistar para que? _ Para se casar com ela, e viver feliz para sempre juntos. Como eu disse, o meu irmão é muito romântico. Mas a garota surtou quando o via sair com outras mulheres referente ao seu trabalho. Mulheres com quem ele negocia, sempre acabavam na cama dele. Ela sentiu ciúmes e não soube lidar com isso. _ Ela enlouqueceu _ repeti o que ouvi do Júlio. _ Exatamente. Ela perdeu a noção de quem o Tom era, de tudo o que ele havia feito por ela. Esqueceu do quanto ela era preciosa para ele. Ela seduziu um segurança e entregou para ele o que o Tom julgava ser a prova máxima do seu amor. A quebra do contrato. Se ela quebrasse o contrato com o Tom, abriria mão de todo o dinheiro que aquele ano lhe garantia. Significaria que o Tom era mais importante do que o dinheiro que lhe garantia uma vida independente. Entendeu? Afirmei. Agora eu entendia porque o Thomas se preocupava tanto com o que eu pensava dele. Ele não queria me passar a impressão errada, porque sentia medo que eu esquecesse quem ele é de verdade para mim. _ Mas não rolou. _ O que aconteceu com o segurança? _ Não sei. Nem sei o que aconteceu com ela também. Mas sei que existe uma ordem de restrição contra ela, até hoje. Ainda bem que foi amor com você _ sorriu _ Fiquei muito feliz quando ele me contou, quando eu fui visita-lo na empresa da última vez. Ele merece ser feliz, e você faz isso com ele. Você faz o meu irmão feliz. _ O que ele falou sobre mim? _ Quando eu o visitei ele só disse que precisava de ajuda para te conquistar, porque ele sabia que te amava. Eu achei que não ia dar em nada, mas lhe dei umas dicas e fiquei torcendo por ele. Um dia ele me ligou e conversamos longamente. Desta vez ele disse que você é um tipo de álien que não liga para dinheiro, fica constrangida com presentes, fala tudo o que pensa, sonhava com ele todas as noites, gostou dele a ponto de nem ler o valor absurdo daquele contrato... Foi quando eu pensei "ele encontrou!". _ Por que ele tem essa fixação por virgindade? Gargalhou _ Ele não liga, flor. Só foi o jeito mais fácil de mascarar as reais intenções. Ele te amou quando te viu, nada mudaria isso. Passei na empresa para ver como estavam as coisas. Haviam muitas mensagens e uma outra mulher na minha sala. _ Olá, é um prazer srta Passion _ apertou a minha mão _ Sou Adriana, a sua secretária. _ Eu sou a secretária _ protestei. _ Eu sou a secretária da secretaria. Mas que loucura é essa! A Adriana já havia cuidado do meu trabalho todo. Senti que me tornei bem inútil alí. _ Eu tenho uma secretária, Thomas? _ suspirei tristeza ao visitá-lo no hospital. _ Você tem cargos demais, amor _ justificou, me puxou para perto, pela cintura. _ Mas eu dou conta. _ Não precisa dar conta. Sabia que tem uma revista interessada em suas fotos. _ Eu não sou modelo. _ Você é sim. E é linda, tem talento. Marquei a sua reunião com meu amigo dono da revista. _ Por que? Quando? _ Foi antes da viagem. _ Quando você iria me contar? _ Em casa _ hesitou _ Como estão as coisas? _ Está tudo bem. Ainda estamos de férias. Havíamos combinado de curtir parte das férias em casa, saindo para as distrações mais próximas. Bem agora só iríamos até o jardim e sentar a beira da piscina. Ainda bem que temos sala de filme, de jogos, distrações não faltam. Thaís me deu banho, como o Dream fazia. Tomamos banho de banheira juntas. Me vestiu com uma roupa linda, mas casual. Fez o meu penteado, me maquiou. Eu fiquei muito mais bonita do que achei que poderia. _ Como você fez isso? _ Só te mostrei a beleza que eu vejo em você. A voz dela tinha um sotaque russo muito sutil em qualquer idioma que ela falava. Era tão sutil que eu sou notei agora quando ela fala mais baixo, comigo, intimamente. O Thomas tem o mesmo sotaque. Só notei ouvindo a Thaís. E esse carinho que os irmãos têm comigo, me fez pensar. _ Sua mãe dava banho em você? Sorriu _ Mamãe nos fazia de bonecos. Ela nos mimava com carinhos, cuidados, frases bonitas. Dizia que nada no mundo era mais precioso do que nós dois. Sei que ela fez isso com o Tom quando ele era pequeno. Quando eu nasci, ele já era grande. Os cuidados com ele haviam mudado. Nós nunca sentimos ciúmes. Mamãe sabia amar aos dois como precisávamos. _ Quais os cuidados que ela tinha com o Thomas? _ Minhas lembranças começam quando o Tom já tinha uns onze, era um rapaz. Ela o chamava de príncipe e lhe falava sobre como ele deveria tratar bem a uma mulher. Encantado como ele era pela mamãe, treinava tudo o que ela dizia com ela. Puxava a cadeira para ela sentar, abria as portas para ela passar, beijava sua mão, rosto, testa. Falava- lhe coisas bonitas. Até prometeu nunca deixá-la _ hesitou por um instante _ Ele nunca quebrou uma promessa. _ Como ele foi como irmão? _ O mesmo. Eu fui mimada por ele como uma princesinha jovem. Mas quando cresci, comecei levar broncas do Sr Certinho. Sabe já tenho uma regra para ficar perto de você? _ Qual? _ estranhei. _ Nunca fugir dos seguranças quando estivermos juntas.Vamos visitar aquele chato, estraga prazeres _ brincou. Chegamos ao quarto de hospital. E o olhar do Dream se ficou em mim com uma expressão suave levemente sorrindo. _ Você está tão linda quanto na primeira vez em que eu te vi. _ Eu não estava tão produzida _ me aproximei. _ Mas estava igualmente graciosa. Tinha esse ar angelical que dá a impressão que tudo de belo nos céus e na Terra só existem por sua causa. Me segurou pela nuca e beijou os meus lábios, aprofundando o beijo. O seu olhar verde sorria para mim o tempo todo daquela visita, eu não quis sair. Passei a noite com ele. A Thaís voltou para casa sozinha. Na manhã seguinte o meu amado recebeu alta. Teve uma festa de recepção para ele uma senhora festa na piscina. Todos os empregados íntimos estavam alí. Os que estavam de trabalho passaram brevemente para desejar melhoras e contar vantagem sobre o agressor. Falavam sobre o Scottich ser imortal nas ruas. Foi divertido ouvir, mas eu sabia que não era divertido. Era perigoso, ser o Scottich. Aquele tiro deixou isso cristalino. Eu precisava acordar para essa realidade. Precisava aprender a me defender, e a defender o meu homem, se fosse preciso. Havia uma sala de treino, na casa. Eu a visitava todos os dias, e nas noites em que perdia o sono pensando que ele quase morreu. A prática da luta me dava uma melhor concentração e noção corporal, por isso melhorou a minha pontaria e até a minha conversa e postura física. Me sentia mais confiante. E com confiança, era mais fácil pronunciar as palavras novas que eu aprendia. O meu russo melhorou. As conversas com a Thaís me ajudaram a compreender e saber como agir com o Thomas. Se ele era um príncipe, eu deveria trata-lo como tal no cotidiano. O meu príncipe. Mas não na cama. Na cama, é diferente. Depois, em casa, o vi sem camisa. Estava na cama, totalmente nu. A cicatriz em seu peito me fez querer tocar. Segurou o meu pulso com um susto no toque repentino. Fixou o seu olhar no meu, expectativa em seu olhar, soltou o meu pulso. Voltei a deslizar a mão pelo seu peito. _ Você mudou _ sua respiração se alterando ao meu toque sobre sua pele. _ Mudei? _ Está mais mulher, menos menina. _ Você me achava menina? _ Na primeira vez na minha sala, você tremia feito um coelhinho assustado. Agora você me toca com firmeza, e me olha assim. _ Assim como? _ Como se quisesse tomar de mim o prazer que eu posso te dar. Sorri e beijei os seus lábios que me receberam entreabertos. Ele lambeu por entre os meus lábios e os tragou em sua boca duramente. Um beijo que me roubou todo o controle, e me arracou suspiros, enquanto tomava meus lábios, língua e boca como bem quis. Tirou minha roupa e rasgou a minha calcinha, com uma facilidade e fome surpreendente. Penetrou o meu sexo com um puxar dos meus quadris em suas mãos, deslizando para o seu m****o duro e nu. Gemi ao sentir a sua virilidade me rasgando ao me preencher. Sua boca veio para o meu pescoço, as mãos em meus s***s, provocante. Meu ventre buscando no movimento as investidas que cessaram quando me penetrou. Sua boca tomou o meu mamilo da sua mão, que desceu para minha cintura e me empurrou de uma vez para a penetração plena. Ofeguei na investida dura. Me conduziu duramente para a próxima investida, quando fugi da sensação de estreitamento da minha v****a diante de todo a masculinidade. Outra vez, eu era rasgada no seu ímpeto. Estava ofegante. Sentia ele todo em minha pele interna sensível. Foi quando as duas mãos se posicionaram nos meus quadris e ele me puxou duramente, com força para a seu m****o com vontade. Esse movimento foi seguido de outros, mais rápidos, impiedosos. Gozei para ele, toda manhosa em gemidos. Tão sua. Mas ele não tem piedade, e seguiu me torturando. Provocando meus gemidos, ofegos, suspiros. Com força me comia, duro e forte. Minha b****a se rendia, aceitava, gozava apertando o seu m****o, carinhosa, macia, úmida e quente. Ele me fez levantar e virar de costas. Puxou os meus quadris firmemente para a penetração da sua ereção. Gemi de novo, me sentindo estreita. Continuou me usando assim. O seu olhar e atenção sobre o tremores do meu bumbum quando econtrava o seu ventre, e o seu p*u estava todo dentro de mim. Eu estava refém das suas grandes mãos me apertando forte, da sua gula pela minha b****a enquanto se deliciava com a visão da minha b***a. Toda sua. Eu era sua bonequinha do prazer. A v***a do Scottich. Gozava como uma p**a. Sua mão em minha nuca reclamava meu orgasmo. Ahh, sim!! Sim!!! Obedeci fácil. Empurrou o meu corpo com o seu e eu estava de quatro e ele de joelhos. Continuou me fodendo com o mesmo ímpeto e eu gostava. Senti um tapa forte no meu bumbum e gemi com a dor entre os gemidos de prazer. Ouvi o seu gemer e ele aumentou as investida. Me sentia tão bem fodida. Tão sem vergonha, sem pudor. Seu polegar, foi parar no meu c******s, colocava a pressão certa apertando e esfregando levemente, mas rápido. Inclinei minha cabeça deitando e gozei dentro da nova sensação. Outro tapa soou alto e e o meu gemido também. Continuei gozando sem pausas e quando ele me fez gozar junto com ele, adormeci do jeito que eu estava. Acordei sobre o travesseiro, ao seu lado, envolvida por seus braços. As refeições eram muito animadas. As conversas começavam no trabalho e evoluiam. A Thaís amava o seu trabalho no laboratório de armas. Não havia muito o que fazer lá, o Thomas cuidava de tudo do seu notebook, como sempre fez. O Douglas apenas foi as reuniões que já estavam marcadas, substituindo o Escocês. E eu tinha uma secretária. _ Quando sai o casamento? _ Douglas disparou de repente. Olhei para o Thomas que estava calmo, como se esperasse essa fala do seu pai. Sorriu para mim, me analisando _ Amanhã? Hoje? Diz para mim, eu também quero saber. _ O que? Eu... Não conversamos sobre isso ainda. A mão da Thaís se sobrepôs a minha, ela sorriu _ Vocês serão os meus padrinhos? Meu casamento será em dois meses. _ Sim. _ aceitei, aliviada pelo foco da conversa ter saído de mim. O olhar do Thomas não me deixou mais durante o jantar e depois, ele me pegou pela mão e me levou pela casa. Subiu para o segundo andar e de lá, para o sótão, ligou a luz e entramos. Era uma sala de b**m, com certeza. Haviam cordas passadas dentro das argolas, suportes fixados no teto que penduradas, chegavam ao chão. Cama móvel, suportes nas paredes. Brinquedos masturbadores, chicotes, mordaças, vendas, algemas, vibradores, plugues... _ O que estou vendo? _ Um decorador montou este quarto durante a nossa viagem. É para você. Abri um sorriso, e comecei a explorar o lugar. Era agradável a idéia de que eu era a primeira mulher alí. Haviam um tecido pendurado no suporte do teto em outro ponto da sala. O lugar era realmente imenso. Enrolei as pontas do tecido em meus braços. O ruivo veio até mim e me prendeu rapidamente com poucos enlaces do tecido elástico e suave, em meus braços. Fui imobilizada e ele começou a deslizar as mãos sobre o meu corpo vestido. Suas mãos passearam e pararam nós meus s***s, onde apalpou até sentir os b***s rígidos, brincou com eles. Mordiscou sobre a roupa. Depois suas mãos seguiram e pararam na minha b***a. Segurando a minha b***a, ele apertou a sua ereção sobre o meu sexo. Abriu a minha roupa, me despiu da calcinha e envolveu minhas coxas com o tecido. Quando dei por mim, estava suspensa no ar, através do tecido. Deu um frio na barriga. As pernas abertas, e o olhar do Thomas sobre mim, me fizeram corar de vergonha. Sua boca e mãos vieram para mim, em meu corpo todo. Ele estava em todo lugar. Tirou sua camisa e o resto da roupa. E me penetrou com força, gemi e houve uma pausa antes que saindo quase completamente, entrou plenamente em mim, me tirou outro gemido. A pausa entre as investidas causavam uma excitação extra, a antecipação da sua investida. Seus beijos paravam no meio, quase sobre os meus lábios e eu buscava a sua boca, sedenta por mais. Ele insinuava beijos me provocando. Mordia de leve os meus lábios e lambia, me oferecendo a sua língua que eu buscava com minha boca. Isso, enquanto continuava indo fundo em mim, e me fazendo ansiar por mais. Exausta, fui carregada nós braços, pela casa, até a nossa cama. ❤
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