Cinco minutos depois, um dos seguranças que também foi rendido no ataque, entrou na caverna.
_ A Rapunzel foi vista na torre _ o moreno grandalhão, informou no rádio.
_ Por que demorou? _ o ruivo se queixou, saindo do buraco onde estávamos e me ajudou a segui-lo.
Não ficamos nem meia hora alí.
_ O sinal do chip tá r**m. Vai ter que trocar, chefe.
Havia i********e nesta conversa, era como se eles fossem amigos. O Thomas Dream era tão humano com esses caras quanto era comigo. Havia uma cumplicidade entres eles, e agora percebo, entre nós também.
_ Vocês gostam me torturar, não é? _ protestou.
_ Ninguém faria isso de propósito. _ o segurança, Júlio, soou divertido.
_ Desculpa se não acredito _ soou a brincadeira.
Mais três caras nos abordaram fora da caverna. Nos vestiram coletes e uma blusa da farda do exército. Estavam nos camuflando. Olhando ao redor, avistei mais de militares do que Imaginei que existissem no mundo. Renderam o grupo de sequestradores e quebraram o esconderijo deles.
_ Foi tudo planejado! _ bradei a minha descoberta.
_ Garota esperta, Alana. Adoro uma garota esperta! Você é o meu fraco, sabia?
Suas palavras me surpreenderam. Eu era o seu fraco? Encarei o ruivo que tinha aquele brilho malicioso no olhar verde intenso. Corei ao compreender que ele esteve flertando comigo o tempo todo. Estou perdida!
Nos acomodaram em um carro igual aos outros, e seguimos em uma fila de carros discretos. O Thomas me olhava o tempo todo, e eu corava feito um tomate diante do seu olhar.
Chegamos ao hotel e a suíte presidencial dupla. Estávamos no mesmo quarto, praticamente. Nossa bagagem já nos aguardavam. Tomei um longo banho e quando saí, ele estava usando uma calça de malha preta me esperando.
_ Você quer conversar sobre o que aconteceu? _ ofereceu.
_ Acho que sei. Suponho que o cara no seu escritório na semana passada é o líder do grupo rebelde que nos atacou. Nós nos vestimos diferente dos outros soldados para facilitar a nossa captura. Você sinalizou o esconderijo deles. Nós fomos iscas.
_ E você está bem com isso?
_ Levando em conta que eu poderia ter sido torturada até a morte, e assistir o mesmo acontecer com você, acho que estou muito bem com isso. Mas estou p**a com você.
_ Desculpa, Alana. Foi para a nossa segurança. Seria pior se eles não fossem capturados.
_ Mas você poderia ter me dito.
_ Não, isso te colocaria em perigo. Não posso partilhar informações sigilosas.
_ Eu quero aumento.
Estava brava, queria saber das coisas. Não queria um aumento, mas queria que ele compreendesse a gravidade da situação.
_ Feito _ falou como se isso não fosse nada.
_ O que? Tão fácil!
_ Você quer a minha negativa!?
_ Quero que você compreenda que estou zangada com você.
Olhou em meus olhos _ Eu compreendo, Alana.
_ Ótimo _ fiz minha melhor cara brava.
Ele gargalhou e eu cruzei os braços.
_ Você é muito fofa, sabia? Sei que você está brava, mas é... _ suspirou sorrindo, mudou de assunto _ Pedi serviço de quarto para nós dois. Imagino que você não queira ir para o restaurante.
_ Bem imaginado.
_ Vou te deixar se vestir _ saiu do meu quarto para a sala compartilhada.
Quando o serviço de quarto chegou, eu já estava pronta e fui até a sala onde o jantar foi servido. Jantamos juntos. Imagino que as mulheres que saem com ele se sentem assim, como eu agora, um pouco.
_ Scotich, por que aquele homem te chamou assim?
_ Sou escocês.
_ Não sei de nada da sua vida.
_ E quer saber porque?
Não conseguia formar uma resposta coerente.
Sorri _ Não há um motivo lógico.
_ Ainda não acredito que você é virgem, sabia?
_ Isso parece perturbar você.
_ Só provoca. _ bebeu da sua taça _ Tive uma virgem há uns anos.
_ Não me interessa as suas relações _ tentei cortar.
_ Não foi uma relação, foi um contrato.
_ Um contrato? Você comprou a virgindade dela?
Gargalhou _ Você acha mesmo que eu preciso pagar por sexo?
_ Não _ soei como se aquilo fosse a maior mentira que eu poderia ter dito.
Ele gargalhou baixando o olhar como se pensasse antes de dizer _ Era um contrato de permissão para toca-la de forma íntima, sem sexo.
_ Sem sexo! Como?
_ Como um namoro adolescente, mais ou menos. Você consegue imaginar?
_ Já tive namorado.
_ Ele não era bom o suficiente?
_ Era um babaca.
Seu olhar ficou sobre o meu rosto por uns segundos, pensando.
_ Você toparia ser minha virgem?
_ Hã!
_ Eu pago o que você quiser.
Hesitei sem entender e ele se afastou para o seu quarto. Voltou com o notebook e me mostrou um contrato. O contrato que fez com a outra virgem.
O contrato dava ao Thomas a liberdade de tocar o corpo dela como quisesse com o intuito de provocar sensações de luxúria, nunca dor. Havia as condições de jamais haver penetração, além da oral, onde somente a sua língua e mordaças eram permitidas. A violação do contrato gerava uma multa de um milhão de dólares.
_ Mordaças?
_ Para conter gemidos muito altos.
_ Gemidos sem penetração?
_ É mais comum do que você Imagina.
_ Você quer mesmo me tocar assim?
_ Muito, mas se você não quiser, podemos esquecer e nunca mais tocar no assunto.
Ser tocada por ele, era o que eu mais queria.
_ Não, eu só queria saber como é antes de assinar.
Ele fez aquela expressão tímida e sorriu.
_ O que acha de agora?
Havia acabado de comer e bebia vinho branco.
_ Parece uma boa hora _ eu não estava segura disso, mas fingi bem.
Ele me fez levantar e beijou os meus lábios que entreabri querendo mais, e sua língua entrou em minha boca explorando, e mordeu de leve no meu lábio superior. Olhando em meus olhos de perto. Começou a abrir a minha camisa nos botões, tirando em seguida. Me sentia envergonhada e tentei fechar os braços a frente do corpo.
_ Não _ negou me repreendendo, parei.
Depois tirou a minha calça, abaixou diante de mim, passando a calça por um pé após o outro. Suas mãos subiram, por trás, pelas minhas pernas, até as coxas. Seus lábios beijaram as minhas coxas demoradamente subindo beijos demorados. Era bom, fiquei ofegante, excitada.
Beijou o meu sexo vestido, depois os contornos da calcinha, e de novo o meu sexo. Roçava os dentes e beijava, molhando o tecido com sua saliva quente. Tive um orgasmo assim.
Tinha minhas mãos na sua cabeça quando acabou. Suas mãos estavam na minha b***a e ele me olhava, analisando. Sorriu de lado.
_ Posso imprimir?