Capítulo 4

1261 Words
Entro apressadamente no hospital, minha mente uma confusão de emoções enquanto me dirijo à sala de espera. Bernardo está lá, ansioso como eu, e nossos olhares se encontram em um misto de alívio e preocupação. — Alguma notícia? – Pergunto, minha voz trêmula de expectativa. Bernardo balança a cabeça, sua expressão séria refletindo a tensão que sentimos. — Não ainda, Donatello. Estamos esperando o médico voltar. Preferi que ele não me dissesse nada sem você aqui. – Ele responde, seus olhos transmitindo a mesma apreensão que sinto. Não demora muito para que o médico retorne, seu rosto sério e preocupado agora iluminado por um sorriso. — Senhor Donatello, senhor Bernardo, tenho boas notícias. A cirurgia foi um sucesso. – Ele diz, sua voz carregada de alívio. Meu coração dispara de gratidão e alívio, as palavras do médico trazendo uma onda de emoção que m*l consigo conter. — Ellen e os bebês estão bem? – Pergunto ansioso, minha voz falhando com a emoção. O médico assente com um sorriso reconfortante. — Sim, apesar da perda de sangue, todos passam bem. No entanto, devido à gestação de risco, é crucial que ela permaneça em repouso e evite qualquer tipo de estresse. – Ele explica, sua voz firme transmitindo a seriedade da situação. Um suspiro de alívio escapa de meus lábios, uma mistura de gratidão e alegria inundando meu peito. Olho para Bernardo, nossos olhares se encontrando em um abraço de alívio e comemoração. — Quando poderei vê-la? – Pergunto ao médico, minha voz trêmula de emoção. Ele sorri gentilmente, colocando uma mão em meu ombro. — Ellen está no pós-cirúrgico, em observação. Assim que ela estiver pronta para receber visitas, avisaremos vocês. – Ele responde com calma, transmitindo confiança. Agradeço ao médico com um aceno de cabeça, um sentimento de gratidão transbordando em meu peito. — Muito obrigado, doutor. – Digo sinceramente, minha voz embargada pela emoção. O médico assente e se afasta, deixando-nos sozinhos na sala de espera. Bernardo coloca uma mão em meu ombro, seu apoio silencioso uma âncora em meio à tempestade de emoções. — Ellen vai ficar bem, Donatello. E os bebês também. – Ele diz com voz suave, transmitindo confiança. Respiro fundo, tentando conter as lágrimas de alívio. — Eu sei, Bernardo. Obrigado por estar aqui. – Respondo, minha voz falhando com a emoção. Nos abraçamos novamente, uma mistura de alívio e gratidão nos envolvendo enquanto esperamos ansiosamente pelo momento de ver Ellen novamente. (...) Abro os olhos lentamente ao sentir um toque leve em meu ombro. Confuso, percebo que estava dormindo com a cabeça no colo de Bernardo. Me sento, esfregando os olhos para afastar o sono. — Desculpe, acabei cochilando. – Murmuro, tentando me recompor. Bernardo sorri gentilmente e assente. — Não se preocupe, você estava exausto. Mas temos boas notícias. A enfermeira veio avisar que Ellen já se recuperou da anestesia e foi para um quarto. Podemos visitá-la. – Ele informa em um tom gentil. Meu coração dispara de emoção e me levanto rapidamente, o cansaço desaparecendo instantaneamente. — Vamos lá agora mesmo. – Digo, meu rosto se iluminando com a animação. Ao olhar para frente, vejo a enfermeira esperando por mim com um sorriso gentil, e sigo apressadamente em direção a ela, ansioso para ver Ellen. Entro no quarto e me aproximo da cama onde Ellen está de olhos fechados. Sento-me na poltrona ao seu lado, observando-a com carinho. Quando ela finalmente abre os olhos, seu olhar cansado encontra o meu. Faço um carinho em seu cabelo enquanto a enfermeira avisa que nos deixará a sós. Ellen permanece em silêncio apenas me observando. — Você veio. – Sua voz é fraca, seus olhos parecem cansados. — Você pediu e eu vim... Sempre estarei aqui pra te proteger. – Digo em um tom suave enquanto acaricio seu cabelo. Ellen faz uma expressão de dor e passa a mão na barriga. Eu a olho com preocupação. — Aconteceu alguma coisa? – Pergunto cauteloso. Ela ri baixo antes de responder: — Não, só que os bebês ficam agitados ao ouvir sua voz e sempre chutam. Meus olhos ficam marejados. O alívio toma conta de mim, eles estavam bem, estavam a salvo. — Posso tocar na barriga? – Pergunto, minha voz carregada de emoção. Ellen concorda timidamente, seu rosto ficando vermelho. Me aproximo e toco sua barriga, sentindo imediatamente um chute fraco. — Oi crianças, quem está falando aqui fora é o papai de vocês. – Minha voz sai embargada, as lágrimas de emoção começam a rolar pela minha bochecha. Um chute forte faz Ellen gemer de dor, e sorrio maravilhado, sentindo a movimentação dos bebês. — Eles sempre ficam agitados quando escutam sua voz.. aconteceu a mesma coisa quando nos encontramos no food truck. – Ellen diz timidamente. – Acho que eles sabem quem você é. Meu coração acelera, não consigo conter uma risada enquanto as lágrimas rolam pelo meu rosto. Acaricio a pele macia de sua barriga sentindo os chutes. Eles pareciam tão fortes, era como um sonho tê-los comigo. — Acho melhor você se acalmar, é estranho ver você chorar como um bebê. – Ellen diz em um tom zombeteiro. Me afasto de sua barriga secando as lágrimas, Ellen me encarava com uma expressão provocativa em seu rosto, prestes a zombar de meu estado. — Desculpa... É que... – Dou uma risada envergonhada. – Eu estava tão preocupado. Ellen revira seus olhos negros cobrindo sua barriga com o cobertor. Ela estava tão adorável, parecia um pequeno ursinho. — Pra sua informação, você fica extremamente feio quando chora. – Ellen diz se ajustando na cama. – Espero que meus filhos não herdem sua cara! Seu comentário rude apenas me faz rir, algo que a deixa confusa. — Você é maluco? Acabei de zombar da sua aparência e você ri? – Ellen pergunta confusa. Seguro seu rosto com minhas mãos, dando um selinho demorado em seus lábios. — É bom ter você de volta, senhorita rabugenta. – Digo olhando em seus olhos negros surpresos. Ellen ficou em silêncio durante alguns segundos, suas bochechas estavam vermelhas como tomates. — Se me beijar novamente eu corto fora suas bolas! – Ellen diz desviando o olhar. – Agora que estou bem, pode ir embora! — Você fica linda envergonhada, ainda mais quando me ameaça. – Sussurro próxima ao seu ouvido. – Não vou a lugar algum, gracinha. Seus olhos me encaram furiosos, uma expressão de fúria surge em seu rosto. — Saia daqui agora! Eu ainda não perdoei você e não quero meus filhos perto de um mafioso! – Seus olhos tremiam de raiva. — Esqueceu? Sou o pai deles e não vou a lugar nenhum. Essa cidade tá cheia de gente pior que eu e não vou deixar você por aí correndo riscos! – Minha voz é firme, meu tom autoritário. Seus olhos ficam confusos, Ellen permanece em silêncio durante alguns segundos. — O que você quer dizer com isso? – Sua voz é confusa. — Estou dizendo que você irá morar comigo na minha cobertura, não vou correr o risco de algo assim acontecer novamente. – Minha voz é firme e meu olhar sério. – Não aceito objeções. Quando receber alta, você irá para minha cobertura, querendo ou não! — Você... Você não pode fazer isso! Não sou uma criança! – Ellen geme furiosa. Minha risada sarcástica ecoa pelo quarto, me levanto a encarando. — Esqueceu quem sou? Eu posso fazer tudo que quiser. – Sorri cínico. – Agora trate de descansar, não quero que nada aconteça com meus filhos. Saio do quarto ignorando seus protestos e xingamentos.
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