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Entre o amor e a vingança - Livro 3

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Continuação do livro dois entre o amor e a vingança, onde vai mostrar o que aconteceu com Enzo o irmão de Donatello e o envolvimento da mãe de Donatello para tirar ele da presidência. Donatello fará de tudo para conseguir recuperar o amor de Ellen, depois dos últimos acontecimentos ele mudou muito não é mais aquele homem arrogante e cheio de si.

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Capítulo 1
Meus olhos se arregalam com a revelação. Ela sabia onde minha filha estava? — Onde está Giulia? Por que não me disse antes? – Minha fala sai apressada, quase incompreensível. Ela suspira, como se carregasse um peso nas palavras que estavam prestes a sair. — Donatello, você precisa entender que as coisas são mais complexas do que parecem. Maria ainda exerce influência sobre muitas coisa, ela ainda é uma pessoa muito poderosa mesmo agora depois de se separar de seu irmão.– , Victoria fala cansada e seus olhos tremem antes de voltar a falar. – E Maria suspeitar que estou viva e souber que estou envolvida nos planos que podem prejudicá-la, ela irá acabar com qualquer chance que temos e usará Giulia contra nós. Suas palavras me deixam enjoado, pensar que ela usaria Giulia contra nós apenas para nos punir, isso era inadmissível. — Por isso peço que você não envolva os detetives ou a polícia nisso.– Sua mão segura a minha e vejo urgência em seus olhos. – Peço que confie em mim. Se a Maria suspeitar de alguma coisa, ninguém conseguirá manter minha neta a salvo. A notícia me deixa perplexo, tentando absorver a gravidade da situação. — Então, o que propõe fazer? Como podemos proteger Giulia? — Precisamos ser estratégicos. Há informações importantes que possuo, mas é arriscado agir de maneira precipitada. Devemos ser cautelosos e planejar cada passo.– Victoria olha diretamente nos meus olhos. Sinto uma mistura de emoções, desde a frustração até a determinação. — Vamos fazer o que for necessário para proteger Giulia. Conte-me tudo o que sabe, e juntos encontraremos uma solução. Victoria concorda com a cabeça. O escritório se enche de uma atmosfera tensa. — Eu tenho ótimos detetives procurando por Giulia, vamos colocá-los a par de suas informações! – Tento apelar novamente para seu lado racional. — Donatello, entenda de uma vez: Maria é uma pessoa muito vingativa, ela sempre teve uma influência muito grande, assim como seu pai. – Victoria suspira levando sua mão ao rosto e balançando sua cabeça negativamente. — Mas, estamos em New York e o meu nome também é poderoso. – Digo evitando revelar mais sobre minha vida secreta. Victoria suspira e me olha como se estivesse guardando seus verdadeiros sentimentos. — Eu sei que seu nome tem poder nessa cidade. Aliás, em muitas outras. – Ela suspira e me olha em silêncio durante alguns segundos. – Eu conheci o seu pai quando éramos jovens, estudei na mesma escola que ele e fiz faculdade com sua mãe. Não pense que a influência de vocês no mundo da máfia os salvará da loucura da minha filha. Suas palavras me deixam boquiaberto. Meus pais nunca mencionaram a existência de Victoria. Então seria por causa disso a obsessão de Maria com a minha família? — Só saiba que a polícia e seus detetives são a minha última alternativa, apenas os procurarei se as coisas estiverem perdidas. – Sua voz é sombria, meu corpo se arrepia. — Coisas perdidas? – Minha fala se perde no ar, como um sussurro. Minha intuição surge com sua fala, como se fosse um aviso de que algo r**m estava se aproximando de nossas vidas. (...) Saio do escritório, tentando deixar para trás a atmosfera pesada que pairava no ar. Meus pensamentos estão em turbilhão, tentando processar todas as revelações feitas por Victoria. A crueldade de Maria, a complexidade da situação e a urgência em proteger Giulia pesam em minha mente. Ao chegar à recepção, me despeço de Carmen, sua mão toca suas têmporas as massageando. Ela parecia cansada, assim como eu. Embora ela fosse uma funcionária nova na empresa, ela era extremamente dedicada ao seu trabalho. Me aproximo de sua mesa, sua atenção se volta a mim. Carmen ajeita sua postura na cadeira, temendo minha rápida aproximação. — Vá para casa, Carmen — digo, forçando um sorriso. — Deixe essas papeladas para amanhã. Aproveite o tempo com seu filho. Carmen ri, mas seus olhos me examinam com preocupação evidente. — Desculpe estar sendo intrometida, mas algo aconteceu com o senhor? Seus olhos estão mais tristes que o normal, vejo uma preocupação no senhor. Fico momentaneamente sem palavras, surpreso pela franqueza e empatia de Carmen. Respiro fundo, decidindo ser honesto com ela. — Não há nada que você deva se preocupar, Carmen. São apenas questões complicadas da empresa. – Digo em um tom cansado. Ela balança a cabeça, não convencida pela minha resposta. — Eu conheço uma pessoa quebrada quando vejo uma – diz suavemente enquanto analisa os detalhes do meu rosto. – E você está com o mesmo olhar que eu tinha quando meu falecido marido se suicidou. Suspiro, reconhecendo a sinceridade em suas palavras. — Você é bem observadora – admito com um sorriso fraco. – Mas realmente, não há nada com que se preocupar. Por favor, vá para casa. Descanse. Fecho seu notebook, a encarando com uma expressão autoritária. Não era uma sujestão e sim uma ordem. A secretária suspira pegando sua bolsa e se levantando. Carmen sorri, mas é evidente que sua preocupação persiste. — Se preocupar com você é o meu trabalho — responde antes de se despedir e se encaminhar para a saída. A observo se afastar indo em direção ao elevador. Suspiro frustrado ao ouvir meu celular tocar. Pego o aparelho hesitante, o alívio se instala em mim ao ver o nome de Bernardo na tela. — Alô? – Digo após um breve segundo de silêncio. — Você me deve uma, me deve uma das grandes! – Ele diz ofegante, sua voz era energética, como se estivesse cheio de adrenalina. Consigo ouvir uma buzina alto no fundo da ligação e ele gritar. — Bernardo? Que diabos você está fazendo? – Pergunto com preocupação. – Você está dirigindo? — Eu segui ela! – Bernardo diz em êxtase. – Eu sei toda a rotina dela! Outro som de buzina seguido de seu grito furioso. Que merda estava acontecendo? Onde estava Bernardo? Ando apressado em direção ao elevador, aperto freneticamente o botão solicitando sua parada em meu andar. Assim que ele se abre, entro rapidamente. — Bernardo, você está drogado? De quem você está falando? – Pergunto observando meu reflexo aflito no espelho do elevador. — Drogado? Você não conhece seu melhor amigo? Nunca usei drogas! – Ele grita. Consigo ouvir o trânsito ao fundo. – Eu sou um gênio e você tá me devendo uma das grandes! — Fala de uma vez! – Rosnei furioso e ouvi sua risada animada, como uma criança. — Eu estava seguindo a Ellen o dia inteiro, percebi que um cara maluco iria assaltar ela e acabei impedindo o assalto. – Ele fala agitado, suas palavras saem quase incompreensíveis. — Assalto? A Ellen está bem? – Um frio se instala na minha barriga, não poderia perde-la. — Estou na moto indo atrás da ambulância que levou ela pro hospital, não sei ao certo seu estado. – Sua voz fica mais alta.– Só sei que ela ficou extremamente grata por eu estar lá, sequer descontou da minha aparição e melhor de tudo: Ellen pediu pra te ver. Suas palavras causam um arrepio pelo meu corpo. Ela estava em uma ambulância? Como Bernado podia estar em êxtase com isso? Iria socar seu rosto quando o visse. Mas, algo volta em minha mente. Ela pediu para me ver? Meu coração acelera como mil cavalos de corrida. O elevador se abre, ando apressado pelo estacionamento em busca do meu carro. —Ela... Ela pediu pra me ver? – Gaguejo segurando as chaves do meu carro com as mãos trêmulas. — Ellen estava com medo chorando, a única pessoa que ela queria por perto era você. – Sua voz agora é séria. – Donatello, apesar de ter impedido o assalto, a situação ainda é séria e Ellen está ferida. Meu corpo congela com a nova informação. A Ellen estava ferida? Meu coração se aperta com um pressentimento muito r**m. — Ferida? Onde... Onde ela foi ferida? – Digo com a voz trêmula. — Donatello, não acho adequado falar isso por chamada. – Sua voz torna-se grave. — Me fale logo, Bernardo! Eu tenho direito de saber! – Minha voz sai mais alta que pretendia. A ligação fica silenciosa durante alguns segundos, apenas o som de sua respiração e o trânsito novaiorquino. — Ela sofreu algumas facadas e uma delas atingiu sua barriga... A coisa foi feia, o golpe foi fundo. – Sua voz fica embargada. – Tentei impedir, mas quando dei por mim, ela estava em meus braços com uma faca presa em seu peito. Sinto o enjôo tomar conta de mim ao ouvir sua declaração. Uma faca em seu peito? Facada em sua barriga? — A Ellen... Ela... Ela está viva? – Rompi os longos segundos de silêncio. — Estamos indo para o NYC Med. Venha rápido. – Sua voz é sombria, arrepiando cada pelo do meu corpo. A chamada é encerrada e o meu coração acelera com suas palavras. Entro em meu carro, seguro o volante com firmeza sentindo os nós dos meus dedos doerem devido a pressão. Acelero saindo da garagem em alta velocidade. — Estou indo pra você, Ellen. – Minha voz soa trêmula. Avanço os semáforos em alta velocidade, minha Lamborghini estava tão rápida que sentia como se estivesse voando pelas ruas chuvosas de New York City. Com os pensamentos acelerados, sentia minha ansiedade tomar conta de mim. Pedindo aos céus que protegessem a mulher que eu amo e meus filhos. Lembranças de nossos momentos juntos invadem minha mente deixando meus olhos marejados.

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