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ARCANJOS 2

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ARCANJOS 2

Nesse livro, vamos conhecer mais das histórias dos outros ARCANJOS MARIANO.

Fausto trará para nós a história de um amor impossível com a pediatra Alice. Ele se apaixonou por ela assim que a viu, mas não esperava descobrir que ela é noiva e está com casamento marcado.

Tizziano viverá uma história ardente de conquista com a Tenente da Marinha dos EUA, Milla, que, por sua vez, terá sua vida virada de ponta-cabeça após uma descoberta. E, no meio de toda essa história, ainda terá um agente “gato” do FBI (que é uma tentação). Essa disputa pelo coração da Milla promete fortes emoções.

Renzo é o Arcanjo que já foi abatido a muito tempo pelo cupido, mas está cego aos seus sentimentos por Charlotte, uma Afrodite Mariano de tirar o fôlego. Ele jura que o que há entre eles é amizade, até que “uma noite” tudo muda. Será que ele vai reconhecer seus sentimentos antes que seja tarde?

Essas histórias serão maravilhosas. Com tudo que amamos (Romance, hot, ação e muita emoção).

Se tudo isso não fosse suficiente, temos a máfia Mariano e todos os personagens que já amamos, que estarão presentes ao longo dessas novas histórias.

Na máfia Mariano, amor, paixão, desejo, desafios, ação, justiça, família e lealdade estão sempre presentes.

Venha vivenciar mais um pouco da Máfia Mariano.

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ARCANJO FAUSTO PIGNATELLI.
ARCANJOS 2 CAPÍTULO 1 FAUSTO PIGNATELLI Estou mais uma vez saindo à noite para tentar esquecer a minha triste situação. Amo uma mulher comprometida. E quando digo que amo, é porque tenho certeza do meu amor por ela. Nunca tive sentimentos românticos por uma mulher e sei bem a diferença agora que sinto por ela. A doutora Alice Perozzi não sai dos meus pensamentos desde que a vi pela primeira vez. E, por mais que tenha lutado para tirá-la do meu coração desde que descobri que ela é noiva, não consigo. Os últimos meses tem sido difíceis para mim como homem e como ARCANJO. Sempre que a vejo, sinto meu coração doer por saber que não posso me aproximar dela e conquistá-la. Ela é de outro homem. De um maldito sortudo. E como Arcanjo a vejo muitas vezes na sede da máfia e até mesmo quando ela vai examinar os herdeiros na propriedade Mariano. Me olho no espelho interno do meu carro e sorrio sem humor. "Quem diria que, no auge dos meus 32 anos, eu estaria vivendo essa situação?" Ligo o som do carro e acendo um charuto. Gosto de fumar às vezes para organizar melhor os pensamentos. Adquiri esse costume quando ainda estava no treinamento especial para me tornar SE. Não digo que é um vício, pois não é essencial para mim. Faço as vezes por escolha, porque gosto da sensação. Dirijo em baixa velocidade até sair da propriedade dos Mariano. Depois, acelero à vontade. É incrível como todos os arcanjos tem paixão por velocidade e adrenalina. A música faz meu coração pulsar, o tabaco entrando em meus pulmões parece adormecer meus nervos, e a velocidade aguça minha visão. Ser um Arcanjo sempre foi meu objetivo. Quando o Dom Ângelo visitava os acampamentos de treinamento, acompanhado de seus Arcanjos, todos os meninos suspiravam, desejando, no futuro, ser um deles. Durante todo treinamento, ouvíamos as histórias de como eles eram, como lutavam e protegiam o Dom. Rogger, o mestre treinador, era um dos ARCANJOS e sempre nos dizia que qualquer um de nós poderia ser Arcanjo, desde que nos tornássemos excelentes. Eu decidi que seria um Arcanjo e me esforcei durante anos para alcançar esse objetivo. Sou filho de um soldado simples da máfia, minha mãe é filha de um soldado também. Sou o que chamam de decente completo: ambos os pais são da máfia por nascimento. Morávamos em uma cidade próxima a Roma, Perugia, onde meu pai trabalha até hoje e vive com minha mãe. Eu só saí para o treinamento da máfia. Tinha apenas 5 anos, mas meu pai sabia que, para ter uma chance de ser um soldado especial, teria que começar cedo o treinamento. Os primeiros anos foram os mais difíceis, mas, logo que me formei na primeira etapa, aos 8 anos, já me destacava. Quando os trigêmeos nasceram, fomos informados que eles teriam suas próprias equipes de Arcanjos, e essa seria a nossa chance de nos tornarmos Arcanjos. A partir da segunda fase do treinamento, as turmas são divididas por habilidades e não por idade. Foi quando a maior parte de nós, que somos os Arcanjos da segunda geração, se conheceu: Elias, Maycon, Magno, Tizziano e eu. Com os anos de treinamento juntos, nos tornamos amigos. Antes de me formar como soldado da máfia Mariano e seguir para o treinamento especial, conheci Mário, Lazzaro e Ítalo, que já haviam retornado como SE, mas permaneceram no acampamento acompanhando os trigêmeos. Eles eram os primeiros pré-escolhidos para serem Arcanjos dos trigêmeos. Quando retornei como SE, fui chamado pelo Consigliere Nicolas, assim como o Maycon e o Tizziano. E quase não acreditei quando fui escolhido para avaliação dos trigêmeos. Acompanhamos os três durante o treinamento deles. Mesmo com apenas 14 anos, o treinamento deles era no nível do treinamento especial, ou até um pouco mais elevado. Porque eles eram os herdeiros. Então participávamos ativamente com eles, e assim o laço de amizade, lealdade e respeito foi sendo forjado. Desde então estou com eles. E já era um Arcanjo antes mesmo de saber. ..... Chego no centro vibrante da noite de Roma. Boates, bares e outros estabelecimentos. Estaciono o meu carro e desço, ajeitando a gola da camisa social preta que estou usando. Sem gravata, porque combina mais com meu estilo pessoal. Quando não estou de serviço. Pego uma goma de mascar de menta no bolso do meu terno cinza feito sob medida e coloco boca. Olho tudo em volta e algumas mulheres já me encaram com interesse. Sei que sou um homem atraente. Meu porte físico é desejável. Sou alto, musculoso, olhos verdes claros, cabelos castanhos que gosto de manter em corte degradê com um leve topete, tatuado em quase todo meu corpo, inclusive no pescoço, piercing no nariz estilo argolinha, brincos em ambas as orelhas (mas esses só uso às vezes) e barba curta. Decido começar a noite pelo barzinho. Se não conseguir nada que me interesse, sigo para uma boate. Admito que depois que me apaixonei pela doutora estou muito mais exigente na hora de escolher uma mulher para o sex0. Entro no lugar e está cheio. Música ao vivo, pessoas dançando e se divertindo, outras bebendo e algumas até se agarrando. Sigo até o bar e observo mais um pouco antes de pedir minha bebida: um uísque puro. Sento-me e degusto minha bebida. Observo algumas mulheres que me olham e comentam, de forma nada discreta, sobre mim. Admito que queria não estar aqui, e sim com a mulher dos meus pensamentos. Mas, como não posso, sigo a minha vida. Ou, ao menos, tento. Já que não tenho o que fazer. Sexo sempre foi casual para mim. E, depois que a conheci, se tornou apenas uma necessidade física do meu corpo mesmo. Até descobrir que ela era noiva, não fiquei com nenhuma mulher. Só pensava nela, a desejava loucamente. Tentei me aproximar, a observava sempre que possível de longe. E algumas vezes até mesmo me aproximei. Percebi o quanto ela era gentil e educada. O que me desiludiu um pouco. Pois acreditava que o jeito que ela me olhou no carro no dia que nos conhecemos e o seu sorriso para mim significou algo, mas na verdade era só o jeito simpático dela. Mesmo assim me mantive esperançoso de a conquistaria. Então podem imaginar o quanto fiquei destruído quando descobri a verdade. Flashback: Me posicionei em um ponto estratégico no estacionamento do hospital da máfia, aguardando a chegada da doutora Alice. Fico atento assim que vejo o carro dela chegar. Ela estaciona e desce falando ao celular. Olho, encantado, para mulher que roubou meu coração. Ela prende os cabelos em um coque e veste o jaleco. Lamento, pois ela estava linda em um vestido social preto. Algo brilha em seu dedo anelar esquerdo, e arregalo os olhos, assustado. — Não pode ser! Tem que ser apenas um anel. Meu coração bate acelerado, estou receoso. Na verdade, estou com medo. — Não posso ser tão azarado. Me aproximo sem que ela perceba, pela lateral. Ela se despede e encera a ligação. E, para minha tristeza, retira a aliança do dedo e guarda no bolso do jaleco. Pude ver com clareza que se trata de uma aliança. Assisto ela se afastar, ainda incrédulo. Chuto o pneu do carro dela e olho em volta para me certificar de que não há ninguém que possa ter visto. Volto para meu carro, apressado e esmurro o volante com muita raiva e tristeza. Recosto-me no banco do carro e lembro-me da primeira vez que vi a Alice, há quase sete meses. Sorrio ao lembrar que ela, mesmo de costas, me chamou tanto a atenção. E, depois, de frente, foi amor à primeira vista. Tudo nela é lindo. Até a boca que, ao contrário do que pensei no primeiro momento, tem, na verdade, lábios carnudos e atraentes. Acho que ela estava selando os lábios de nervosismo e, por isso achei que eram finos. A voz dela me acalma, o sorriso me desmonta e desconcerta. Abro os olhos e digo em voz alta: — Mas nada disso importa. Ela é comprometida. É impossível para você, Fausto. Você é um fudid0 azarado. Fim do Flashback. Vejo uns idiotas entrarem no bar e observar um casal que está dançando. Bebo meu uísque e ergo a sobrancelha assim que percebo o que eles vão fazer. O casal parece não perceber nada do que acontece à volta deles. Estão felizes. Aposto que comemorando alguma coisa. Ela abraça o pescoço dele e ele a segura pela cintura. Eles dançam até um dos quatro homens segurar no braço da mulher, e ela se assusta. Ele parece querer dançar com a mulher, que n**a veementemente e tenta soltar o braço do aperto do cara. O homem que está com ela fala alguma coisa e é empurrado. — Agora já chega! — Falo, e termino minha bebida em um gole só. Bato com o copo no balcão e me aproximo da confusão. O homem tenta puxar a mulher de volta para seus braços, e os outros homens do grupo se aproximam, numa clara tentativa de amedrontá-lo. O homem é magro e, com certeza não conseguirá se defender desses quatro idiotas. Mas hoje ele está com sorte, porque eu estou aqui. Ouço o que eles dizem: “Você é linda! E vai dançar comigo agora.” “Solte a minha noiva, seu i****a. Ou...” “Ou o quê? Vai fazer o quê?” Eles são noivos. A mulher já está praticamente chorando, e noivo dela volta a ser empurrado. “Não! Não machuque ele, por favor.” Os malditos gargalham. “Precisa escolher um homem que possa ao menos te proteger, linda. E não um palito desse.” Uma raiva me invade. Vejo o noivo abaixar a cabeça, arrasado. Como podem não respeitar uma mulher comprometida? Parece até brincadeira do destino que eu presencie algo assim. Um lembrete da minha honra. Porque já quis, sim, me aproximar da Alice e roubá-la do noivo dela, mesmo que isso pudesse custar a minha vida, já que a regra da máfia é clara. Mas voltando à confusão: “Solte minha noiva. Não fizemos nada contra vocês.” Eles gargalham. “Só quero dançar com ela. Acho que não terá coragem de se opor a isso.” “Claro que vou. Não é por que são quatro covardes que vou permitir vocês assediem a minha noiva.” Sorrio com a postura do noivo. Ele é corajoso e protetor, mesmo a situação sendo desfavorável para ele. “Sendo assim.” O homem sorri. “Não vou só dançar com ela. Vou arrebentar você e levar ela para...” — Se eu fosse você, calaria a boca agora, enquanto pode! — Digo sério, e eles me olham. — Quem é você? — Sorrio de canto. — Não tem que se meter aqui. Olho para o que está segurando o braço da mulher, e ela se solta e corre para abraçar o noivo. — Parece que esse cara sentiu pena de você, o****o. Veio defender a mulher dele? Por quê? — Por quê? Porque quero, posso, odeio malditos sem vergonhas como vocês e hoje não estou de bom humor para gente como vocês. Me posiciono na frente do casal. — Mas você é um só. Eles gargalham. Abro o botão do terno e digo. — E, mesmo assim, só preciso de uma mão para acabar com vocês quatro. — Pisco para eles, que se olham e depois gargalham. — Obrigada! — A mulher agradece atrás de mim. — Vamos sair daqui meu amor. E me desculpe por não conseguir te proteger. — O importante é que você morreria tentando. Mesmo isso sendo muito e******o. Sorrio ao ouvir o diálogo deles e resolvo encerrar as coisas pacificamente. Dou dois passos na direção dos homens e digo. — Hoje é o dia de sorte de vocês. Mas vou encontrá-los novamente. Um deles tenta falar e ergo o meu indicador como ordem para que se cale. — Saiam daqui agora. Sou um ARCANJO da máfia Mariano e não quero sujar meu terno com o sangue de vocês. Coloco as mãos sobre minhas armas no coldre e as retiro lentamente. Eles sabem quem eu sou com certeza. Todos já ouviram falar de nós, mesmo que não acreditem. — Vou estourar os miolos de vocês em três segundos. — Eles tocam um no braço do outro assustados. — Um! Dois! — Saco as armas, e eles se viram e saem apressados. Guardo as armas e digo, sem nem olhar para o casal. — Acompanho vocês até o carro. Acho que a noite acabou. — Olho por cima do ombro, e eles assentem. — Nem sei como te agradecer. Eles tinham razão. Não sou capaz de proteger minha mulher. Sou fraco. — Sabe que pode aprender a atirar e lutar. E será capaz de se defender tranquilamente de idiotas como aqueles. Mesmo que o ideal seja que não precise. — Vou seguir seu conselho. Com uma linda mulher ao meu lado, temo que essa não será a única vez que passaremos por algo assim. Sorrio, e ele a beija. — Tenho que ir. Desejo felicidades casal. E se cuidem. — Obrigada! Se nós o convidássemos para o casamento, iria? — Olho para mulher que está insegura. — Será um prazer. É só me ligar. — Sério? — O noivo pergunta. — Sim. Me deixe salvar o meu número. Ele me entrega o celular meio atrapalhado. Salvo meu contato e devolvo. — Fausto Pignatelli. Assinto e aperto a mão dele. Me aproximo e sussurro. — Se voltar a precisar de ajuda, é só me ligar. Ele assente, e me afasto depois de acenar para eles, que ficam abraçados me olhando por alguns segundos e depois entram no carro e vão embora. — Cazzo de vida! Já entendi o recado, universo. Devo ficar longe da doutora Alice. ........................ Chego na boate e sigo direto para um dos camarotes. Pego uma bebida e observo o lugar. Há um grupo de cinco pessoas praticamente fazendo uma orgia em um dos cantos do camarote. Sorrio e sigo até o mezanino. Olho a pista de dança à procura de uma mulher para passar a noite. Coço os olhos, porque acabo de ver uma mulher que acredito ser a Alice. “Não pode ser ela! Pode?” Sei que ela é jovem, mas, ao longo desses meses, nunca soube que ela frequentasse boates. Um casal para ao meu lado, se beijando e falando coisas obscenas, e chama minha atenção. Vejo uma aliança de noivado no dedo dele, mas não no dedo da mulher. Ela me olha e parece me reconhecer. Desvio o olhar e enquanto penso de onde a conheço. — As outras dançarinas daqui não chegam aos seus pés. Gostosa! O homem fala, e eu olho bem para cara do safad0. Ele é noivo e está aqui, traindo a noiva com uma dançarina da boate. Tomo meu uísque e decido sair daqui. A dançarina não me olhou mais. Agora sei que ela realmente me reconheceu. Sabe que sou da máfia Mariano, porque a boate é da máfia e venho aqui às vezes. Será que o noivo da Alice é um safad0 também? Poderia acabar com o noivado dela, se esse fosse o caso. E, finalmente, ela estaria livre para que eu pudesse conquistá-la.

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