Capitulo 3

2742 Words
Aaron tinha saído a cerca de uma hora e havia não tinha voltado, o único lado bom era que Vincent se manteve dentro de seu escritório o tempo todo, me deu tempo de explorar um pouco a casa, após um tempo fui para a sala descansar. Estava na sala deitada mexendo em meu celular quando uma voz me fez cair de susto, literalmente. - Desastrada - Vincent contornou o sofá e me ajudou a levantar - Perguntei se você estava se sentindo bem, não devia ter mentido para mim. - Eu não menti para você em momento algum, Apenas cai - passei a mão em meu pescoço o massageando. - Ate onde sei seu nome não e Love. Precisamos conversar sério, Ohana - Vincent se sentou no sofá me olhando. - O  que você quer agora? - perguntei tentando no o olhar. - Você poderia ter morrido, no acidente - ele parecia furioso com isso - Foi só um atropelamento, estou bem - bufei e abracei uma almofada, não queria falar isso, não queria pensar nisso, queria apenas esquecer antes do próximo telefonema. se eu falasse sobre o atropelamento, seria obrigada a pensar em qual será minha próxima ordem. por enquanto eu apenas precisava me aproximar dele, o que será na próxima vez? e principalmente, Vincent sabe de algo? ele realmente tem culpa em tudo isso ? - Escute ruiva, você estava com início de anemia e desnutrição, seu corpo estava se alimentando da gordura de seu corpo mais um pouco e seus rins iriam falhar, você deu  sorte de não morrer na hora da batida, se continuasse assim você iria morrer. você entende a gravidade do que eu estou falando ? - Ele passou a mão nos cabelos sedosos e por um minuto pensei que se preocupava comigo, seus olhos passavam isso, preocupação e cansaço - Meu filho poderia ter sido  preso por assassinato. E sumiu com a mesma velocidade que surgiu. - Sua preocupação por mim e tão tocante que chega a assustar - revirei os olhos irritada, apertei ainda mais o travesseiro. - Não é assim Ohana, claro que eu não queria que você morresse, mas ele é meu filho, sempre vai vim em primeiro lugar. ele é a única família que eu tenho. Família, essa palavra me magoava. Eu não tinha mais uma família, eu tinha patrões. ninguém se importava comigo, minha mãe morreu quando eu tinha dez anos, meu pai..  nem sei quem e, ele morreu do meu nascimento. Meu antigo padrasto foi o único que cuidou de mim, mas ele fez isso apenas para me usar mas tarde. família para mim era igual diamantes, eu via, sabia que existia, mais jamais iria ter uma, não de verdade. Apenas desconhecidos me aqueciam durante a noite. Senti meus olhos queimarem com a vontade de chorar, eu estava traindo a única pessoa que já me tratou bem de verdade nessa vida, sem pedir nada em troca, pobre Aaron. Inocente Aaron. ele era como um príncipe encantado e eu a bruxa má, que o enganou e o enfeitiçou. Sem aguentar, Me levantei e sai correndo para o quarto em que havia acordado, tranquei a porta e me joguei na cama, as lágrimas desciam pelo meu rosto como uma cascata sem parar. Ouvi batidas na porta mas ignorei, me cobri com o lençol, pus o travesseiro em meu rosto e dormi, ou pelo menos tentei. A verdade e que eu ainda sentia dor pelo corpo, mas agora, a dor em meu coração superava ela, era como se alguém tentasse o arrancar com as unhas. eu queria minha mãe, ser uma menininha em seus braços novamente. Abracei meu travesseiro e chorei até dormir. Acordei com batidas constantes em minha porta, me levantei com dificuldade, sentia minha cabeça pesada.  quando a abri dei de cara com um Aaron transtornado, me agarrou pelos ombros e me avaliou de cima a baixo segurando, seus olhos transmitindo uma preocupação desesperada. - O que ela fez com você ruivinha? Quando papai me disse que você subiu chorando vim direto para cá ver como você estava. - ele me puxou e me abraçou apertado, sorri de leve e dei batidinhas em suas costas - desculpe ruivinha. - Estou bem, só cansada, não foi nada - Nem tentei sorrir, estava cansada e com dor de mais para isso. - Eu não devia ter trago você para cá, desculpa Nana, Perdão. Aaron me afastou um pouco e olhou em meus olhos, suspirou e secou meu rosto de forma carinhosa, seu toque era quente como o de seu pai. Ele pôs uma mecha de meus cabelos atras de minha orelha e me abraçou novamente de forma forte. meu coração se apertou ainda mais, eu era terrível, e a pessoa que estava me forçando a fazer isso era pior ainda, as lagrimas escorreram novamente por meu rosto, o abracei forte tentando parar de chorar. Aaron me levou para dentro do quarto e deitou-se comigo na cama, pus minha cabeça em seu peito e fiquei pensando enquanto ele acariciava o topo de minha cabeça, relaxei um pouco sentindo seu cheiro de menta , o calor de seu corpo, era reconfortante, quente. - Desculpa - A palavra saiu antes que eu pós esse impedir elas, me arrependi imediatamente. - Pelo que? - senti seus olhos azuis sobre mim. fechei meus olhos com força tentando não o encarar. - Por te dá tanto trabalho - mordi o lábio ate sentir o sangue com sabor metálico em minha boca. controle, controle. - Você é minha melhor amiga nana, não me dá trabalho, mas me diz, o que Catalina fez com você? - Nada, nem a conheci ainda - e eu estava imensamente feliz por isso -  apenas falei com seu pai e ele me falou sobre a família de vocês e eu me senti m*l por não ter uma como a sua, apenas isso. - Ownn Minha ruivinha, você faz parte da família ok, eu e você contra o mundo O olhei, seus olhos azuis celeste cheios de carinho, Aaron era tudo o que eu sempre quis em uma pessoa só. O abracei ainda mas forte e enterrando meu rosto em seu peito. após um tempo acabamos dormindo juntos, como muitas outras vezes que havíamos feito. Sabe, já fui muita coisa. Já fui muito r**m, e sem coração, mas Aaron e tão gentil que me deixa triste cara, ele é um amor. e como um cachorrinho de olhos grandes. Acordei no outro dia novamente com batidas na minha porta, levantei com mais dificuldades do que da última vez e me arrastei até a porta abrindo apenas um pouco, dei de cara com uma mulher alta de cabelos negros e olhos claros. por algum motivo eu não gostei nem um pouco dela. - Quem e você?  - Minha voz saiu rouca e arrastada. - Eu que devia perguntar isso, quem e você e o que faz na minha casa? - ela pôs as mãos na cintura fina e me olhou com petulância. - Te explico quando acordar, ate lá... Ela abriu a boca para falar algo, mas bati a porta e me virei. bocejei enquanto fui para a cama me deitar, ela bateu na porta com força, mas a ignorei, apenas abracei Aaron e me aconcheguei em seus braços, ele sorriu e beijou minha testa me abraçando mais contra seu corpo. - Quem era? - ele me olhou fazendo careta e bocejou de leve. - O papai Noel dizendo Boa noite, agora cala a boca e dorme ou ele vai deixar carvão em suas meias. Aaron riu e me abraçou mais forte ainda, de forma protetora. tentamos voltar a dormir mas o anjo de plantão continuou a bater na porta, me levantei rosnando de raiva e a abri de uma só vez. - O que e? - Gritei irritada. mas me calei ao ver um Vincent furioso apenas de calça Jean e a mulher anjo me fuzilando com os olhos. - E essa ai, ela invadiu nossa casa, precisamos chamar a Polícia - Pai o que foi? - Aaron apareceu atrás de mim abrindo mais minha porta e pondo a mãos em meu ombro - Oque ela faz aqui? - Ohana, Catalina. Catalina Ohana - Vincent passou a mão em seus cabelos e suspirou - Catalina, meu filho veio me visitar e trouxe a amiga dele - O que ela faz aqui hoje ? achei que passaria a semana fora - Aaron sondava a mulher de forma hostil, nunca havia visto ele daquela forma, feroz e voraz, nunca o havia visto tão furioso assim, o olhei e depois voltei meus olhos para Vincent que suspirava. - Eu moro aqui, me mudei para cá a alguns dias e cancelei minha viagem, não e amor ? - ela sorriu olhando Vincent e depois me olhando - seus amigos são... peculiares - Melhor do que as companhias de meu pai, pelo visto. A mulher olhou Aaron e em seguida me olhou constrangida, ela pôs a mão na boca e seu rosto angelical ficou levemente corado. Ó homem para gostar de uma p**a. - Perdão, e que nunca a vi aqui e acabei ficando assustada - ela sorriu de forma serena - Mas se você não sabia que a gente estava aqui, como veio direto para o meu quarto? - cruzei os braços a olhando desconfiada, Vincent suprimiu um sorriso e eu me senti muito orgulhosa. - Bem...  eu não sei como falar - seu rosto corou ainda mais e minha vontade foi de revirar os olhos mas me contive. - Ela ia dormir aqui hoje, disse para ela escolher um quarto e deu nisso - Vincent passou novamente a mão nos cabelos e suspirou - Eu cheguei a pouco do trabalho, passei 5 horas fazendo uma cirurgia, então por favor, calem a boca e me deixem dormir só um pouco ok? - Desculpe amor - ela passou a mão em seus peito e eu quis vomitar. - Ta ta - ele me olhou e depois olhou Aaron - Nem vou perguntar. o café da manhã já está na mesa, e Ohana, hora de seu remédio, tome ele antes de comer - ele olhou Aaron - faça ela comer bem ok? Principalmente frutas e legumes - Claro pai - Aaron me abraçou pelas costas e eu sorri de leve - Sei cuidar da minha ruiva favorita Vincent nos olhou por alguns segundos, se despediu e saiu para o quarto, Aaron entrou novamente e eu sorri para a senhorita anjo empata sono e fechei a porta na cara dela, fui até a cama e me joguei. - Sabe que eles vão achar que a gente ficou ne - me arrumei e fiquei o olhando - E a gente não transo? - ele se jogou na cama ao meu lado e sorriu para mim. - Meu pobre e inocente garoto, acho que devo te explicar uma coisa, s**o e quando o Dragaozinho de um homem entra na caverna da mulher e fica entrando e saindo entrando e saindo, ate ele enjoar e vomitar . - Dragão? Esta e nova para mim. já ouvir falar em pintinho piu piu, bilau, p*u Brasil, mas Dragão não. - Vivendo e aprendendo jovem gafanhoto - Sorri para ele mas então o olhei de forma seria - Aaron, você e tão legal e bonito. Por que não tem namorada? poderia ter qualquer uma. - Bem, e que eu ainda não achei uma ruiva com corpo de morena e que pensasse como uma loira - ele sorriu passando a mão em minha perna. - Isso foi muito maldade sabia, não se fala isso de jeito nem um - ri e me joguei em cima dele - Mas é sério, responde vai - Não sei - ele deu de ombros e olhou o teto - O céus, será que meu amigo sarado e gostoso e gay? - Você descobriu meu segredo - ele sorriu e me puxou pelos pés e beijou minha testa - não preciso de namorada se eu tenho você querida. Viu o que eu disse, ele é muito fofo, um Príncipe encantado sarado e gostoso dos olhos azuis. Não tem como eu me sentir culpada. - e você ? ele me virou para olhar em meus olhos - você e linda, engraçada, inteligente, você e a pessoa mas forte que eu já conheci, por que esta sozinha nesse mundo ? Olhei por alguns segundos em seus olhos azuis. ele merecia sinceridade. apesar dos motivos que nos uniu fosse completamente malignos e egoístas, o mínimo que eu poderia fazer era ser o mais sincera possível com ele. estávamos acorrentados um ao outro, por correntes forjadas pela enganação e crueldade, e ele nem ao menos sabia, não sentia nossas amarras, nossa falsa liberdade. - uma vez eu me apaixonei, mas ele não me amava, apenas me usava. eu queria me afastar, tentava, mas não conseguia e também não consigo esquecer ele. - A quanto tempo você conhece ele?  - A cinco anos, eu tinha acabado de fazer 18, ele foi o único a me da parabéns e me dar um presente, eu não recebia presentes de aniversario dês da morte de minha mãe. Ele não tentou mais conversar, apenas se levantou e foi ao banheiro. Depois de tomar um belo banho - Primeiro ele é depois eu - Descemos e fomos direto para a mesa do café da manhã onde a mulher anjo estava comendo alguma coisa Verde que não parecia abacate e tinha um cheiro terrível. - Bom dia crianças - Catalina disse sem nós olhar. - Bom dia - Aaron respondeu e me olhou f**o para responder também, dei de ombros e me sentei, peguei uma grande fatia de Bolo e ia comer com a maior felicidade, Mas Aaron me tomou - Ouviu o que o médico disse, tem que comer frutas - Mas eu quero bolo - Fiz bico mas de nada adiantou, tive que comer frutas frescas picadas e suco verde natural feito na hora. Agora sentada a mesa vendo a senhorita anjo na minha frente pude a observar melhor, seus cabelos eram longos, estava cortado em camadas. Seus cabelos eram negros como a noite, sua pele era clara e sem manchas ou marcas de expressão, seus olhos de um azul claro que me dava inveja. O corpo tinha poucas curvas, era esbelta e com uma cintura fina. - Nana, eu tenho que ir para a faculdade, mais juro que volto ok - Aaron apertou minha mão de forma carinhosa e beijou minha testa. - Não vou com você? - eu quase entrei em pânico, mas tive que me controlar, não queria que me vissem assim, desesperada. não queria ficar nessa casa. - Não, meu pai achou melhor você ficar aqui, ainda não está tão bem quanto poderia e precisa de cuidados especiais, ficar aqui e a melhor opção. hoje e a folga de papai, ele ficara em casa descansando se não houver uma emergência. - Mas é meu apartamento? Não posso ficar aqui Aaron eu ... não quero ter perturbar ou ser um incomodar - segurei sua mão - deixe-me ir para casa e tudo ficara bem, prometo me comportar. - Ei, sua saúde e mais importante, só quero que fique bem. Minha vontade era de chorar, Vincent fez uma armadilha e eu cai direitinho nela. eu queria apenas minha liberdade. - Quando você volta? - A noite ok? - Ele beijou minha testa e saiu andando para o quarto novamente, me deixando sozinha com Catalina. A senhorita anjo seguiu Aaron com o olhar e minha vontade foi de arrancar os olhos dela fora Primeiro pelo simples motivo dela ficar olhando meu Aaron, e também por ela está dormindo com o meu Vincent. esta mulher queria morrer, pegando o que me pertencia. Ta eu estava sendo gulosa e descarada por querer ele só para mim mas qual e, eu nunca disse que prestava, apenas disse que...  não disse nada então não me julguem. quem nunca ficou querendo alguém que não lhe pertencia. O importante e, eu não gostava dela, essa tal de Catalina não me parecia confiável, não que eu fosse. Tentei terminar de comer rápido e fugir, mas isso não iria adiantar, estava presa em uma casa com a senhorita anjo e o noivo dela. - Então Ohana, que tal termos uma conversa de mulher para mulher - Catalina sorriu de leve para mim e eu só pude pensar. "Eu to muito Ferrada"
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