Sombras da Verdade
Autora: Nair Fagundes
Capítulo 3 – A Sala Secreta
Helena passou alguns minutos observando a enorme biblioteca da mansão Vasconcelos. As estantes de madeira escura ocupavam toda a parede, repletas de livros antigos cobertos por uma fina camada de poeira. A frase encontrada no diário não saía de sua mente:
"Procure a sala escondida atrás da biblioteca."
Ela começou a examinar cada detalhe. Tocou nos livros, bateu nas prateleiras e procurou qualquer sinal diferente. Depois de alguns minutos, percebeu que um dos livros estava mais limpo do que os outros. O título era "Os Segredos da Família".
Quando puxou o livro, ouviu um estalo.
A estante começou a se mover lentamente, revelando uma passagem escura. Helena acendeu sua lanterna e entrou com cuidado. O corredor era estreito e úmido, como se ninguém passasse por ali havia muitos anos.
No fim da passagem havia uma pequena sala. Sobre uma mesa estavam dezenas de documentos, fotografias e um mapa da cidade com vários locais marcados por círculos vermelhos.
Enquanto analisava os papéis, encontrou um envelope lacrado com o nome de Amanda.
Dentro havia uma carta.
"Se você está lendo isto, significa que descobriram a verdade. Nunca confie em Ricardo. Ele sabe mais do que aparenta e fará qualquer coisa para proteger o segredo da família."
Helena nunca havia ouvido falar de Ricardo. Antes que pudesse continuar a leitura, ouviu passos ecoando pelo corredor secreto.
Rapidamente apagou a lanterna e ficou em silêncio.
Os passos se aproximavam.
A porta da sala começou a abrir lentamente.
Um homem encapuzado entrou segurando uma arma. Ele olhava para todos os lados, procurando alguém.
Helena esperou o momento certo.
Quando o homem passou por ela, deu um golpe em seu braço, fazendo a arma cair no chão. Os dois começaram uma intensa luta. O invasor conseguiu empurrá-la contra a parede e correu para fugir.
Helena saiu atrás dele pelo corredor secreto. Ao chegar à biblioteca, viu apenas a porta principal da mansão se fechando.
Ela correu para o lado de fora, mas o homem já havia desaparecido.
No chão, porém, havia algo importante: um distintivo metálico com as iniciais R.M.
Helena guardou a peça como prova.
Agora tinha uma nova pista, um novo suspeito e a certeza de que alguém estava disposto a matar para manter o passado enterrado.
Ela olhou mais uma vez para a velha mansão.
A investigação estava ficando cada vez mais perigosa.