Décimo nono

1010 Words
Fiquei parada ali vendo Chris sumir do meu campo de visão. Depois da nossa conversa nada comum o ruivo disso que teria que cuidar de umas coisas e eu dei a desculpa que teria que voltar a trabalhar, pois, afinal de contas não era nem de longe o meu horário de almoço muito menos a minha pausa então eu teria realmente que voltar a trabalhar. E por mais que esse fato fosse uma verdade, eu gostaria muito de segui ló. Infelizmente, por agora teria que ficar para depois. Era o meu primeiro dia de volta a empresa depois da pequena confusão de uns dias atrás, ou seja, não poderia vacilar se eu ainda quisesse ficar com esse emprego é claro. E eu quero. E então depois de soltar um suspiro pesado da garganta passei a andar de volta ao meu local de trabalho, ajeitando hora sim e hora não a minha saia. Droga! Eu não achava que isso estava tão pequeno quando eu comprei. Vi alguns olhares na minha direção, soltei um sorriso nervoso e apressei o passo. — O quê está fazendo? — perguntou o homem logo atrás de mim. Eu reconheci a voz logo de cara, era Meteo. — Voltando ao trabalho. — Respondi. Pelo canto do olho vi ele revirar os olhos. — Não. — Retrucou, seu tom de voz era irritado e por alguns segundos soube que teria que tomar cuidado com o que fosse falar, ele respirou fundo e ajeitou se atrás de mim de modo que a minha saia não fosse mais o motivo das pessoas olhasse na minha direção e sim ele. Afinal de contas não era sempre que Meteo estava ali. — Eu quero dizer com essa saia, por qual motivo você veio trabalhar com isso? — questionou, ele claramente estava sem paciência. Ele estava tão perto que conseguia sentir a respiração dele tocar a minha pele, aquilo fez um arrepio circular por todo o meu corpo. — É só uma saia. — Disse. Ok, com toda a certeza do universo aquilo estava longe de ser uma resposta muito boa e pelo visto aquilo também não foi o bastante para satisfazer o homem. Todos os funcionários olhavam, alguns evitavam ainda assim não eram fortes o suficiente para segurarem suas línguas no meio daquele acontecimento. Ouvi uma risada baixa sair da boca masculina, e por alguns segundos tive medo de reagir. — Não é só a p***a de uma saia. — Falou o homem, ele tinha se aproximado do meu ouvido e sua voz era rouca, apertei os dedos e tentei andar para sair dali, infelizmente Meteo não deixou que eu me fosse sua mão segurava o meu braço com firmeza sem a intenção real de me machucar. — E se mexer novamente nela, vou te mostrar o que pode acontecer com você. Dito aquilo Meteo saiu de perto de mim, deixando me desamparada no meio do corredor. O quê diabos tinha acontecido ali? Suspirei fundo, movi a cabeça para os lados em uma lenta negativa e sorri constrangida. Aquele dia estava longe de ser normal e eu sinceramente falando?Só queria ir embora dali o quanto antes e me enfiar no meu cantinho. Me concentrei em trabalhar, não fiquei de conversas e muito menos me distrai com coisas paralelas. O meu objetivo era agora o meu trabalho. Quando o relógio enfim bateu seis horas eu soltei um longo sorriso com isso. Era hora de ir embora, só enrolei um pouco para que pudesse evitar o transporte cheio eu não estava a fim de enfrentar um trem lotado, isso é uma certeza clara. Desliguei o computador, arrumei as minhas coisas na bolsa e por fim me levantei deixando um suspiro baixo escapar dos lábios. Pelo menos eu havia tido um bom dia de trabalho. Comecei a andar até o elevador sem pressa alguma, arrumei o casaco enquanto entrava no cubículo. Não tinha quase ninguém, apenas algumas pessoas que iriam ficar para fazer horas extras. Felizmente eu não era uma dessas sortudas pessoas, apesar dos pesares nunca deixei o trabalho acumular então tinha apenas um pouco de trabalho. Andei pelo hall de entrada com o mesmo ânimo que entrei no elevador. O dia tinha sido uma grande bagunça, isso era a minha única maldita certeza. Comecei a andar para o lugar onde pegaria a minha carona para casa, a rua tinha pouco movimento e por causa disso apertei um pouco os dedos na pele. Não gostava de andar nesse horário. Não era seguro e nem confortável, todos os passos que dava ficava observando com cautela cada lado que passava por ali. O frio da brisa passando pelas minhas orelhas deixavam os pelos do meu corpo eriçados. A temporada do frio estava começando e eu não estava querendo nem ver como seria trabalhar com aquele clima presente. Parei ao lado de um poste, junto de outras pessoas. Soltei um sorrisinho quando as pessoas me olhavam. Pelo menos eu não estava sozinha e consequentemente isso deixou me um pouco aliviada. Ótimo, eu só precisava chegar em casa agora. Fiquei olhando para a rua, batucando o pé na calçada. Estava um pouco impaciente. Só queria ir embora. Suspirei fundo, carros passavam e outros tipos de automóveis também exceto é claro o bendito do veículo que eu precisava pegar para ir para casa. As vezes só as vezes a sorte nunca sorria para mim. E então quando estava quase sozinha um carro preto parou ao meu lado, franzi o cenho olhando aquilo. O vidro abaixou e vi Meteo no banco do passageiro. — Quer uma carona? — ele perguntou. — Não. — Falei. Ele revirou os olhos um tanto impaciente. — Vamos, já está tarde e você não quer ficar aqui sozinha esperando não é? Olhei para rua mais uma vez, não tinha nem só menos sinal do veículo chegar. Ri. As vezes o destino é horrivelmente irônico e c***l. — Tá. — Falei. — É, apenas uma carona e nada mais que isso. Enquanto entrava ouvi uma risada saindo dos lábios masculinos. — Nada mais que isso, Amy.
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