Décimo sétimo

1042 Words
Dia seguinte. Quando acordei no dia seguinte não estava do jeito que eu imaginava, por exemplo, Chris o meu melhor amigo já não mais dormia do meu lado algo que claramente eu achei estranho. Olhei para os lados, não vi sinal nem da sombra do rapaz e então meus olhos foram capturados por um bilhete na mesa perto de onde eu estava. "Tive que ir embora mais cedo querida, porém vamos nos ver no almoço como sempre não é?" Li aquilo com um sorriso no rosto, por alguns dias e horas eu não me lembrava da empresa como também tinha me esquecido da minha pequena paixão platônica. Será que ele tinha visto o quê aconteceu? O quê será que ele pensava? Mordi os lábios um tanto nervosa. Hoje era o dia em que eu voltaria a trabalhar, ver todas aquelas pessoas novamente me causou um nervoso que dificilmente explicaria com facilidade. Me levantei e olhei ao redor, soltei um suspiro no fim. Infelizmente só existia uma maneira de encarar os problemas e nesse caso era de frente e não fugindo como uma covarde. Por fazer dias que o ocorrido aconteceu imaginava - esperava - que ninguém naquele prédio se lembrasse, infelizmente uma parte minha sabia que se lembrariam já que a internet meio que deixava as coisas imortais por muito tempo. Maldita seja a tecnologia. De toda a forma eu deveria ir para o trabalho, era adulta e consequentemente tinha responsabilidades para lidar e apesar de não gostar muito eu teria que ir para o trabalho para quem sabe assim tivesse uma pequena oportunidade de pagar as contas e sobreviver por mais tempo. Andei até o banheiro, tirei a máscara do meu rosto e fiz a minha rotina de skincare matinal deixando um sorriso em meu rosto. . As coisas iriam melhorar. Eu faria com que elas melhorassem. Tirei minhas roupas e fui tomar um banho antes de ir para o trabalho, tentaria ter o meu melhor primeiro dia de volta. Seria madura, lidaria com tudo de cabeça erguida e para começo de conversa eu iria conversas com Thomas Waston ao invés de escrever uma carta e consequentemente receber uma possibilidade de resposta. Foi uma alternativa um tanto covarde agora eu tentaria uma maneira diferente de abordar as coisas. Olhei meu reflexo no espelho ao lado do chuveiro, a água caia com pressa pelo meu corpo ao mesmo tempo em que então meus lábios formavam um sorriso largo. — Tudo vai ser diferente. — Falei. Após alguns poucos segundos sai do banheiro enrolada na toalha e fui direto para o quarto me trocar. Uma camiseta branca com detalhes pretos, sem mangas um corte de tecido elegante; para a parte parte de baixo uma saia tubinho de cor escura assim como também os sapatos nos meus pés azul marinho que parecia preto ou algo parecido. Dei um jeito nos cabelos, passei uma maquiagem leve e peguei as minhas coisas antes de sair para ir trabalhar. Então mais um dia no transporte público. Dava para ver a animação no meu rosto. É, ironia é claro quem em são juízo gosta de pegar transporte público? Felizmente tive a sorte de me livrar do horário de pico, só por causa disso soltei um suspiro de alívio. Demorou algumas horas até que meus olhos vissem o prédio da empresa, por mais estranho que isso possa parecer eu adorei ver aquele lugar novamente, talvez eu seja uma pessoa um tanto obcecada pelo trabalho?Com toda a certeza, só sei que é ótimo estar de volta e não entediada em casa. Cumprimentei algumas pessoas e o restante apenas ignorei, não queria arrumar brigas pelo menos por enquanto. Caminhei até a minha mesa, segurando um copo de café quente que fazia eu me perguntar o motivo pelo qual fazia essas coisas. Me sentei e não vi Chris, franzi o cenho com isso. — Se está procurando por ele, ele não vem. Ouvi a voz, porém eu não olhei na direção contrária para verificar quem era apenas soltei um suspiro baixo. Deixei o copo na mesa, liguei o computador e peguei alguns avisos colados na tela. Seria então um dia chato e horrível de trabalho. Comecei a trabalhar, estava concentrada e nada poderia me atrapalhar naquele momento. Pelo menos até ver o homem que fazia o meu coração bater um pouco mais rápido. Thomas estava circulando pelas mesas, falando com algumas pessoas. Ele estava vestindo um terno preto que coube tão bem nele que arrancou o meu fôlego ou talvez eu apenas esteja sendo um tanto exagerada ou tenho um fraco - penhasco - quando se trata daquele homem. Seus cabelos estavam perfeitamente arrumados e eu imaginava que estaria usando aquele perfume gostoso que eu tanto adorava. Sem perceber acabei me levantando um pouquinho da cadeira e meus pés estavam indo de encontro para ele, as minhas bochechas ficaram temporariamente vermelhas durante um curto segundo. Engoli em seco e antes de falar ou chegar perto dele parei os meus passos. O quê eu estava fazendo? Deus! Com toda a certeza eu estava enlouquecendo. Felizmente ele não me viu, ou seja, eu tinha um tempo para correr antes que algo acontecesse então foi o que eu fiz. Da forma mais natural o possível eu me distancie dali da forma mais elegante que eu poderia ter feito. Que de elegante não tinha absolutamente nada. Enquanto andava - infelizmente tive o prazer ou melhor dizendo, desprazer de tropeçar com algumas pessoas, então em menos de alguns segundos via se papéis voando e pessoas reclamando em voz alta. Se o objetivo era não chamar a atenção eu com toda a certeza fiz o contrário. Todos estavam olhando para aquela cena ridícula que fazia. — Desculpe. — falava ao mesmo tempo em que meus pés se moviam. — Desculpe, desculpe. Deus! Por qual motivo que tudo na minha vida tem que ser assim tão bagunçado? Não podia ser só simples? Eu sei que eu disse que faria as coisas diferentes, que seria mais corajosa mesmo assim não me senti pronta; ao menos não agora. Movi o meu corpo até o refeitório do andar, me sentei em um banco e tentei me acalmar. Poxa, era só falar com ele... Não poderia ser difícil, poderia? Eu sou uma i****a.
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