Seis

1193 Words
GETÚLIO "Não fuja dos seus erros, eu perdi minha vida, por um capricho fútil. Eu só irei sossegar, quando pagar todo pelo sofrimento que me causou, eu estava me formando, estava tudo programado para minha viagem e por causa daquele ménage à trois, paguei com a minha vida, sabe o quanto, me arrependo por ter aceitado o convite da Val? Ela, desapareceu depois da minha morte e tristemente, vivo perdido, querendo essa tal justiça, contrariando a sua profissão, quem irá nos vingar, quem seria o justiceiro ou justiceira" Que inferno! Anos que não durmo, fica essas vozes me atormentando, não deixando dormir, uma noite inteira, três e quarenta e cinco da manhã e os trovões fazem o espetáculo no céu. Faço um café fresco, um queijo quente e fico contemplando a imensidão da tempestade. Pego, o celular e leio uns documentos, preciso descansar minha mente, resolver tudo sozinho, me faz o super-man que não sou, contudo, um erro se quer, desiquilibra, o meu emocional. Olho para fora e percebo que a chuva, cessou, vou aproveitar o amanhecer e correr, é algo que alivia minha tensão. Às vezes me questiono qual motivo ainda continuo aqui, como se fosse uma árvore centenária, poderia rodar o mundo, eu e o coitadinho do César, nascemos com o Q.I altíssimo, desde dos dois anos sabemos ler, participamos, de vários reality, fazíamos a alegria financeira de nossos pais, porém, foram muito bem administrados. Acredito, que mesmo com a traição do pai do César, o desfalque financeiro, não os deixaram tão miseráveis. O tempo está frio, começo a correr pelo parque que temos perto do lago, que muitos fazem exercícios físicos, yoga e até aula de boxe. Cumprimento, alguns cidadãos e de longe vejo a mulher que estava na cozinha da Lala, ela está se alongando, mesmo com tanto corpo, parece uma pluma. No dia que o Pastel, fez aquele infeliz comentário, percebi que perdi minha f**a, não a procurei, exigi que o Pastel, se desculpasse, senão, a Lídia, iria pagar pela brincadeira i****a que havia feito, ele é apaixonado pela cadeirante e toda vez que ele erra, eu ameaço. Cadê, a corpuda, preta, a mulher sumiu da minha percepção de vista, para onde foi? - Procurando, alguém delegado? Não suporto ser surpreendido. - Pareço procurar alguém? - Sim. Falei consigo e o seu olhar distante. - Gosta de acordar cedo? - Amo. Aproveito, mais o dia. Desculpa, não quero atrapalha-lo. - Como se chama? - Sátira. - Então, enxerga mais a realidade, do que os outros. - Sabe o significado do dicionário. Precisa conhecer a mulher... - Olho desconfiado. Ela dá uma risadinha e sai correndo na minha frente, fico observando aqueles movimentos, meu c****e pulsa, a boca saliva, não me reconheço, nunca transei com mulher gorda ou preta, nunca tive interesse e não entendo o motivo que meu corpo vibra por ela. Fico fissurado naquela mulher, em casa, no banho, me pego imaginando fodendo aquela b***a e nesse momento sinto necessidade de vê-la. SÁTIRA O delegado estava no parque, que homem, minhas carnes estremecem e a voz do homem, fui chegando em casa e peguei meu vibrador de golfinho, já estava úmida e gemi muito, queria muito sentir sua brutalidade, ele tem cara que é bruto, forte, não sei de onde tirei isso, mais aquele homem grande, aqueles cabelos, um aroma maravilhoso e tive a sensação que ele estava procurando alguém. Agora, "tô" de roupão e minha pantufa de elefanta, o céu parece que vai cair com tanta água, o dia será assim, chovendo. Preparo um salpicão de pobre, com macarrão e acompanhamentos, faço um suco de abacaxi com hortelã, respondo as mensagens e ligo o notebook para assistir "Valéria" no Netflix. Mando uma mensagem para Mallu, ela chega semana que vem, será maravilhoso ter minha amiga, para matarmos a saudade. Alguém bate na porta. Não creio no que vejo. O delegado todo molhado, com um sorriso indecifrável, a rua estava alagada e eu estática, olhando para ele, sem nenhum tipo de reação. - Posso entrar? -Perdoe-me Getúlio, entre, saia dessa chuva, espera aqui na porta. -Entro no meu quarto e o entrego uma toalha. Ele tira a camisa, o sapato. - Estou molhando sua casa. - Sem problemas, eu pego o pano e seco já já e no que posso ajudar? - Estava indo, para os outros bairros e a chuva me pegou no caminho e bati na porta. - Se você quiser, tenho roupa masculina... - Não sabia que era casada. - Não sou. É roupa de caridade, senão se importar... - Será melhor do que ficar doente. Entro no quarto e escolho as roupas e o levo para o banheiro para se trocar. - Ficou muito bom, delegado. - Ficou sim. Porque está arrecadando roupas? - Para levarmos para o asilo, alguns colaboradores pararam de ajudar, depois que uma pessoa anônima, mandou pintar e consertar o que era necessário. - As pessoas na verdade, Sátira, são hipócritas, elas doam, para beneficiar a si e se caso não as agradam, elas mostram a verdadeira face. - Muito triste isso. - Vou esperar a chuva passar e não atrapalho. - Atrapalha em nada, vou assistir Netflix. Gosta de séries? - Prefiro leitura. - Quer suco? - Quero. Vai assistir o quê? - Valeria. - Ele me olha confuso. - É o nome da série. - Entrego o suco. - Getúlio, não tenho sofá, somente o tapete e minha cama. - Você sempre fala o que vem na mente? - Já estou úmida. - Gosta de salpicão de pobre? Ele gargalha. - O que seja isso? - Uma salada de macarrão, com complementos. - Dou um sorriso sem graça. A chuva lá fora, parece que nunca vai acabar, ele senta do meu lado, no tapete e acesso um filme aleatório pelo notebook. - Tomates Verdes Fritos, é um clássico.- Ele fala. - Também gosto. Amo filmes de faroeste, romance e terror. - O último falamos uníssono. Ficamos em silêncio e do nada ele começou a rir. - O que foi? - Essa coisa no seu pé. - Como ele gargalha lindo. - Ahhh, não faz isso. Quando fiz menção de levantar, sinto meu braço ser puxado bruscamente e meu corpo cai por cima dele, ele coloca meu cabelo atrás da orelha e as nossas bocas se entregam em um beijo profundo. Sinto sua mão, pegar na minha b***a e aí percebo que só estava de roupão. - Não usa calcinha? - Só quando estou com as regras. - Porque está melada? - A culpa é sua.- Não sei como tive coragem, sinto desejo por ele, os beijos ficam intensos. - Eu tenho camisinha. - Hummmm... prevenida. - Sim. - Quantos homens já vieram aqui? Porra, desabou tudo. - Acho melhor, o senhor ir embora, sou mulher suficiente de me masturbar sozinha e não precisar do seu c****e, ter preservativos em casa, não te dar o direito de ser tão grosso e i*****l, saia daqui, por favor. Ele levanta e sai, sem me dizer nada. Começo chorar sem parar, eu queria entender porque somos tão julgadas. Pelo jeito, criei uma expectativa e mais uma vez, quebrei a cara. ********************
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